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Faça o melhor uso possível do seu Vale-Refeição ou Vale-Alimentação

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Você sabe a diferença entre Vale-Refeição e Vale-Alimentação? Qual será o mais adequado para a sua necessidade?

Este texto é para você que recebe vale-refeição (VR) e/ou vale-alimentação (VA) e quer utilizá-los da melhor forma possível. Ou para você que vende seu vale, e não sabe que isso é ilegal e que você pode acabar sendo demitido por justa causa se continuar a vendê-lo. Cuidado!

As empresas pagam VR e VA para seus colaboradores, com certa obrigatoriedade, em cumprimento ao PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) e sua finalidade é melhorar as condições de saúde do trabalhador ao dar condições para que ele se alimente de forma adequada. As empresas que aderem ao PAT obtêm incentivos fiscais, ou seja, pagam menos impostos e essa adesão não é obrigatória.

Porque a venda dos vales é ilegal? Quando o colaborador negocia um desses vales e “transforma-o” em dinheiro, ele está usando o benefício para outra coisa que não seja se alimentar e pela lei isso não é permitido. Se for identificado que o colaborador fez essa venda ele pode até ser demitido por justa causa.

Vale-Refeição ou Vale-Alimentação?

Vale-Refeição (VR)

O VR é um benefício mais restrito ao colaborador, pois, entende-se que somente pode ser usado por ele (e mais ninguém) durante a jornada de trabalho e em restaurantes ou padarias, evitando que ele tire o custo dessas refeições do próprio salário. Como o próprio nome diz, esse é um benefício a ser utilizado somente para as refeições.

Vale-Alimentação (VA)

O VA é um benefício mais abrangente, pois pode ser usado em supermercados, padarias e alguns restaurantes. Você pode utilizá-lo ou alguém que dependa de você também pode fazê-lo. Esse é um benefício utilizado para alimentação, independente se serão comprados alimentos prontos ou antes do seu preparo.

Qual escolher?

Algumas empresas oferecem somente o VR ou o VA, mas e se você puder escolher, qual será o mais adequado para o seu perfil e necessidade?

Se você tiver como levar sua refeição de casa e tiver um espaço adequado para que você possa comer normalmente, com o VA você consegue comprar mais alimentos do que com o VR.

Faça algumas contas simples: Quanto custa um pão francês na padaria e um pouco de manteiga no supermercado? E compare: Quanto custa um pão com manteiga na padaria?

Quanto custa um quilo de arroz + um quilo de feijão + um quilo de carne no supermercado? E compare: Quanto custa o mesmo prato em um restaurante?

As exceções em que o custo da refeição é menor que o custo dos ingredientes no supermercado são os restaurantes populares que cobram preços baixíssimos por serem subsidiados pelo Governo e receberem doações de alimentos também.

Resumindo, do ponto de vista financeiro o VA e a compra de alimentos em supermercados “rende” mais que o VR e sua utilização em restaurantes.

Como utilizar da melhor forma o Vale-Refeição (VR) e como controlá-lo?

Vamos supor que sua empresa ofereça apenas o VR, você precisará pensar em algumas coisas para não ultrapassar o valor pago a você:

  • Quanto sua empresa paga de VR por dia X Quanto você gasta por dia? Se sua empresa te paga R$15,00 por dia de VR e você gasta R$20,00, saiba que em algum momento do mês você precisará usar recursos do seu salário para custear suas refeições;
  • Assim que as pessoas recebem o VR, é comum gastar em um restaurante mais caro: “Vamos naquela churrascaria?”, “um restaurante japonês hoje ia bem”. Não há nenhum problema nisso, desde que nos dias seguintes você compense esse gasto a mais indo a restaurantes mais baratos para equilibrar o saldo do VR.
  • Você precisará controlar o saldo do VR, afinal, ele é parte indireta do seu salário e se você gastar mais do que recebeu, precisará tirar do seu salário conforme eu escrevi no primeiro item. Como fazer esse controle?

Enxergo que você possa fazer esse controle de 3 formas:

  • No site da empresa que fornece o VR ou o VA. Quando você acessa o site dessas empresas, há a opção de consultar o saldo disponível em seu cartão e analisar onde e quanto você já gastou;
  • Quando você realiza algum gasto, normalmente, no comprovante do gasto que sai da máquina do cartão também sai o saldo atualizado. Guarde pelo menos o último para saber o saldo antes de gastar novamente;
  • Em uma planilha, como a da imagem que está abaixo, onde você lança a data em que fez o gasto, o local, o valor gasto. Assim a planilha calcula automaticamente o saldo atualizado do seu cartão.

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Gostou da planilha? Baixe-a agora clicando aqui.

Você pode achar um exagero montar uma planilha ou um controle somente para o VR/VA, mas se você gastar sem controle seu benefício, uma hora seu salário será usado. Não seria melhor ter o vale até o final do mês e usar o salário somente para as outras contas?

Pense nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno

Resolvi Parar de Trabalhar para Cuidar do Meu Filho

Ouvi essa frase de algumas famílias que optaram por um dos cônjuges parar de trabalhar para se dedicar à educação e cuidado do(s) filho(s).

A justificativa encontrada com mais frequência por mim é que o valor pago para uma escola de tempo integral ou para uma pessoa tomar conta do(s) filho(s) seria praticamente equivalente ao salário da pessoa que parou de trabalhar e que não compensava financeiramente esta pessoa continuar trabalhando. Será que a parte financeira é o único ponto a ser considerado neste momento de decisão?

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Se o principal argumento é o financeiro vamos fazer algumas contas para ver se ele faz sentido.

Vamos supor que o valor pago para essa pessoa que irá cuidar da(s) criança(s) seja de R$1.000,00 e que o salário da pessoa que parou de trabalhar era de R$1.100,00. Hoje a diferença é de apenas R$100,00 (1.100 – 1.000 = 100). Realmente “talvez” não compensasse a pessoa continuar trabalhando frente a essa diferença de renda se compararmos os benefícios que o(s) filho(s) terá(ão) ao ter o pai ou mãe mais próximo em seus primeiros anos, mas vamos continuar com os cálculos.

Ao considerarmos um reajuste anual nos dois salários de 8% ao ano, ao final de 5 anos essa diferença passa a ser de R$146,93 ou 46,93% a mais. Isso sem contar possíveis aumentos por méritos ou promoções da pessoa e possíveis aumentos acima da inflação da mensalidade escolar ou salário de quem cuida da(s) criança(s).

O argumento financeiro pode até fazer sentido neste momento, mas existem as variáveis de aumentos por mérito/evolução na carreira que não temos como mensurar.

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Além da parte financeira, ouço também que “não tem preço” o fato do pai ou da mãe poder se dedicar mais aos cuidados e à educação do(s) filho(s). Essa é sem dúvida uma justificativa muito importante e não financeira, não tenho como medi-la ou pesa-la.

Para quem está neste momento de decisão sobre parar ou não para cuidar do(s) filho(s), que outros pontos podem ser considerados além das finanças?

Recolocação – Qual seria o tempo estimado para essa pessoa se recolocar no mercado de trabalho quando quiser/precisar voltar à ativa? Será que após a recolocação o salário/remuneração será equivalente ao que ela recebia antes dessa pausa? Essa pessoa conseguirá se atualizar suficientemente para obter um bom cargo ou o mesmo cargo em sua volta?

Carreira – Antes de parar de trabalhar essa pessoa fez escolhas de carreira, estudou, se dedicou e agora estará deixando essas escolhas de lado. Essa pausa não estava prevista e pode ser prejudicial para seus planos iniciais.

Recolocação 2 – Caso a pessoa opte por empreender em sua volta à ativa por entender que seja uma recolocação mais “fácil”, uma vez que não depende de um empregador, quais os riscos? Renda incerta, momento de mercado etc.

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Existe certo e errado? Posso ser julgado(a) por parar de trabalhar ou por não parar?

A resposta é um sonoro NÃO! Cada casal deve pesar os argumentos acima e decidir com base em seus valores pessoais o que fará mais sentido, mas a decisão, neste caso, não deveria ser somente financeira como eu tenho visto e ouvido.

Pense nisso!

Abraços!

Apresentação Lucas Madaleno

Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 2

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira a Parte 1 aqui e  abaixo a Parte 2:

MF – Vale a pena pedir desconto para antecipar pagamento de matrículas e mensalidades? Considerando o valor do desconto, pode ser vantajoso adiar a pós e poupar para ter o desconto? Para poupar, qual o investimento de melhor risco do momento?

LM – Valerá a pena antecipar pagamento de matrículas e mensalidades se o desconto oferecido nesta antecipação for maior que o valor recebido em juros pelo aluno em uma aplicação.

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Exemplo: Se tivermos um curso com duração de 18 meses e valor de mensalidade de R$1.500,00 ele custará ao final R$27.000,00. Caso a instituição de ensino ofereça um desconto de 10% (R$2.700,00) para pagamento à vista esta conta só não será favorável à antecipação se o aluno conseguir uma rentabilidade mensal (com o Imposto de Renda já descontado) em seus investimentos acima de 1,042%. Hoje em dia um ótimo investimento rende algo próximo a 0,95% ao mês.

Considerando apenas o valor do desconto pode ser sim vantajoso adiar a pós, poupar e ter o desconto posteriormente, mas se considerarmos um possível aumento de renda do aluno com o início ou conclusão da pós, esta conta não será vantajosa.

Para poupar o ideal é considerar investimentos em renda fixa que não apresentem grandes oscilações como fundos DI, CDBs. No cenário atual de taxa Selic em 14,25% a poupança pode ser deixada de lado como opção. 

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MF – Caso o estudante vá fazer uma pós no exterior, onde ele deve investir para se proteger das oscilações do câmbio? Fundo cambiais?

LM – Para os recursos que o aluno irá levar para gastos pessoais como alimentação, livros, transporte, passeios etc ele poderá ir comprando aos poucos a moeda do país para não correr o risco de pagar caro ao comprar de última hora. O ideal é dividir o valor necessário pelo número de meses até a data da viagem e comprar aquela quantidade todos os meses independente se a moeda estiver mais cara ou mais barata.

Exemplo: Se o aluno for gastar 1.800 dólares e tem 18 meses até a data da viagem, ele deve comprar 100 dólares por mês (1.800/18 = 100).

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Para o curso em si, ele pode buscar empresas brasileiras que façam essa intermediação entre ele e a Universidade para “congelar” o câmbio em valores atuais e não ter surpresas ao pagar pelo curso.

Os fundos cambiais são boas formas de se proteger, porém, tem o custo da taxa de administração que precisam entrar nas contas do aluno no momento de investir, ou seja, se o fundo de Dólar ou Euro cobrar 2% de taxa de administração, saiba que seus recursos investidos serão corrigidos pelo câmbio menos 2% ao ano. Neste caso é recomendável que o aluno deposite sempre um valor a mais por mês para “compensar” a taxa de administração.

Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 1

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira abaixo a Parte 1:

MF – O que considerar na hora de escolher o curso de pós para não estourar o orçamento?

LM – Para não estourar o orçamento a pessoa deve considerar, além da mensalidade do curso, alguns custos que ela passará a ter durante a realização de uma pós. Entre os gastos temos:

– Mensalidade do curso;

– Transporte (gasolina, estacionamento, táxi ou transporte público);

– Alimentação;

– Materiais extras como cópias de textos, canetas, cadernos e lan house para quem não possui acesso à internet em casa.

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MF – Quanto da renda deverá ser destinada a esse investimento? O aluno deve buscar um financiamento se o dinheiro não der?

LM – Não existe uma porcentagem fixa ou ideal para o investimento em educação, mas o aluno deve buscar manter o valor da parcela do curso e seus custos adicionais dentro do orçamento, sem extrapolar para não contrair dívidas.

Caso haja uma promessa de seu empregador ou garantia futura de um aumento de renda com a conclusão da pós, o aluno pode sim buscar o financiamento, pois, as parcelas poderão ser pagas com esse aumento e mesmo que o aumento da renda não venha, o conhecimento adquirido na pós é do aluno e ele estará mais qualificado perante o mercado de trabalho, podendo buscar uma nova colocação se considerar adequado.

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MF – O que considerar na hora de escolher um financiamento?

LM – Alguns itens:

 Qual o prazo para pagamento do financiamento? Este item é o que mais encarece qualquer parcelamento. Quanto maior o prazo maior o pagamento de juros;

– Qual a taxa de juros cobrada no financiamento? Usualmente linhas de crédito estudantis possuem taxas de juros menores se compararmos com outros tipos de empréstimos, mas vale a pena comparar esta taxa com outras possibilidades como um empréstimo pessoal ou um consignado;

– A parcela cabe hoje no orçamento? Se não couber, o aluno poderá ter um período de carência antes de começar o pagamento, visando um possível aumento na renda com o início ou conclusão da pós? Neste item deve-se tomar muito cuidado, pois caso a parcela não caiba em seu bolso a chance é grande de iniciarmos novos endividamentos. como por exemplo. utilizar o cheque especial.

Nos Endividamos pelo Salário Bruto, mas Pagamos com o Salário Líquido

Você já deve ter ouvido em alguma instituição financeira que o máximo permitido para que uma pessoa se endivide com, por exemplo, um financiamento imobiliário é de 30% de seu salário. O que normalmente não é explicado é que essa porcentagem acaba sendo, na prática, maior que 30. Por que isso acontece?

O salário que é considerado em análises de crédito é o bruto e o pagamento das parcelas acaba ocorrendo pelo salário líquido.

Salário bruto é aquele registrado em carteira de trabalho, é o seu salário integral, ainda sem nenhum tipo de desconto. Exemplo: recebi uma proposta para receber R$4.000,00 registrados em carteira de trabalho, esses R$4.000,00 são seu salário bruto.

Salário líquido é aquele valor no qual já foram descontados os impostos e contribuições devidos, como por exemplo, o INSS, o Imposto de Renda, a contribuição sindical ou assistencial entre outros. Exemplo: para o mesmo salário de R$4.000,00, segundo o site Calculador, o valor a ser recebido já descontados os impostos seria de R$3.380,80.

cálculo salário

Clique na imagem para amplia-la. Fonte: Calculador

Quando uma pessoa vai a uma instituição buscando um financiamento o cálculo feito é que a parcela máxima que a pessoa pode pagar é de 30% de R$4.000,00, ou seja, R$1.200,00, mas como o valor que efetivamente a pessoa recebe é de R$3.380,80 esses R$1.200,00 representam aproximadamente 35,5% do salário líquido.  35,5% = (1200 / 3380,80) x 100.

O endividamento é de aparentemente 30%, mas acaba sendo efetivamente de 35,5%.

Se fossemos considerar apenas o salário líquido a parcela máxima a ser assumida, neste caso, poderia ser de R$1.014,24. R$1.014,24 = 30% x 3.380,80.

Assumir uma dívida extensa como um financiamento imobiliário, que pode chegar a 35 anos, sem ter esses números claros pode ser realmente perigoso. Eu acredito estar pagando um tanto do meu salário quando na verdade estou comprometendo mais do que parece.

financiamento imobiliário

Essa diferenciação entre porcentagens de salário bruto e líquido não envolve só a parte de financiamentos. Você já ouviu algum consultor financeiro dizendo para as pessoas guardarem 10% de suas rendas? E aí, você deve guardar 10% do salário bruto ou líquido?

E no caso de contribuições que fazemos em prol de instituições de caridade, igrejas, templos etc. Devemos considerar o salário bruto ou o líquido para calcular essa contribuição?

Minha recomendação é que você utilize o valor que efetivamente entra em sua conta para não acreditar que esteja contribuindo ou pagando menos do que realmente está. Suas finanças agradecem.

Abraços!

Lucas Madaleno

Como suas Escolhas Afetam suas Finanças?

Você já parou para pensar sobre como suas escolhas de hoje afetarão suas finanças no futuro?

Ouvi uma vez um texto lido pelo Max Gehringer de um ouvinte chamado Sérgio, 61 anos, em que ele fala sobre ter gasto seu dinheiro com prazer ao longo da vida e hoje não ter um centavo guardado, mas ter sido feliz. O nome (perigoso em minha opinião) usado para divulgar este texto é “viver ou juntar dinheiro”.

dois caminhos

Acredito que a falta de contexto ou de uma introdução a este texto torna a interpretação dele perigosa.

O Sérgio em questão ressalta que se ele tivesse juntado dinheiro, “deixando de viver e de comprar seus cafezinhos e pizzas”, hoje ele usaria esse dinheiro para fazer tudo o que não fez, mas com mais idade.

Sérgio só esqueceu-se que a falta de planejamento dele ou de se fazer uma reserva para o futuro pode ter como consequência uma aposentadoria com restrições ou ter que trabalhar por muitos anos ainda para manter seu padrão de vida atual. Caso ele seja um profissional que ama o que faz e seu corpo e mente estejam aptos a continuar atuando, ótimo! E se a profissão dele exigir um dinamismo ou atenção que ele não consiga mais acompanhar? Como será seu futuro?

O pensamento do Sérgio poderia ter sido diferente e ele tem uma terceira opção nesta história. A terceira opção que proponho é viver e juntar dinheiro.

três caminhos

Tenho um porém para acrescentar a esta frase. Viver e juntar dinheiro, porém, juntar dinheiro pensando em diversos objetivos, coisas a serem atingidas e que façam sua vida mais completa e feliz.

No texto sobre Sonhos e Dívidas oriento que as pessoas “Sonhem com detalhes, se imaginem realizando este sonho. Quando estipulamos um valor para o sonho ele vira um objetivo, quando estipulamos um prazo para atingi-lo ele vira uma meta e sabendo qual será o destino, onde quero chegar, consigo imaginar melhor um caminho eficiente para atingir minha meta e coloca-lo em prática”.

Busque o equilíbrio que a equação a seguir propõe: C + V + P = QV (Consumir + Viver + Poupar = Qualidade de Vida).

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Pensem nisso!

Abraço!

Lucas Madaleno

O que Fazer para Ganhar mais Dinheiro?

Sempre que atendo um indivíduo ou família que possui dívidas ou dificuldades para pagar as contas do mês recomendo que eles busquem formas de ganhar mais dinheiro (explicarei essa recomendação em um próximo texto) para equilibrar suas contas e/ou pagar suas dívidas mais rapidamente.

As possibilidades que ouço das pessoas/famílias envolvem quase sempre seus próprios empregos: fazer horas extras, trocar de emprego para ganhar mais, buscar uma promoção etc.

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Através da história que vou escrever abaixo gostaria de ampliar a visão de vocês sobre como podemos obter rendas extras de maneira criativa.

O taxista.

Durante as corridas de táxi gosto de conversar com os taxistas. Ouvir suas histórias pessoais ou de outras pessoas. Já aprendi muito durante os trajetos.

O motorista que encontrei nesse dia me disse que tinha começado na profissão há um mês. Perguntei o que ele fazia antes e para minha surpresa ele respondeu: “eu ainda trabalho em outro lugar, sou bancário.”

Achei curioso, essa era a primeira vez em que me sentava em um táxi de alguém que tinha uma outra ocupação ou que o táxi fosse sua segunda ocupação. A história seguiu:

“Moro na Zona Leste de São Paulo e trabalho em uma agência que fica na Zona Sul, a distância entre elas é bastante grande e o gasto com gasolina estava ficando muito alto.

Acabei comprando um táxi para poder, na volta do trabalho para minha casa, pegar algumas corridas e com o dinheiro dessas corridas pagar a gasolina e quem sabe tirar um dinheiro a mais no final do mês.”

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Criatividade.

Comentei com ele que o trânsito para a volta da casa dele deveria ser bastante carregado, pois, ele praticamente atravessa a cidade para ir e voltar do trabalho e a solução encontrada pelo taxista foi bastante criativa: “na volta dou carona para alguns amigos que moram no meio do caminho entre o trabalho e minha casa e com isso posso andar pelos corredores de ônibus e fazer esse trajeto mais rapidamente”.

Lições. O que podemos aprender com essa história?

Quando o bancário se viu em dificuldades para pagar suas contas, neste caso, a gasolina para ir trabalhar ele buscou uma alternativa diferente, criativa e fora do padrão.

fora da caixa

Convido vocês a fazerem o mesmo, pensem fora da caixa, ampliem suas visões. Quando buscarem formas de ganhar mais dinheiro (pela motivação que for) pensem no que vocês são bons e que podem gerar rendas extras. Vocês tem um hobby que pode ser monetizado? Vocês cozinham bem? O que fazem de melhor na cozinha? E o que está impedindo que vocês cobrem pelo que fazem?

Pensem nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno

Qual a Importância da Declaração de Imposto de Renda?

A partir do dia 02 de Março foi liberado o envio das declarações de ajuste anual de Imposto de Renda (IR) de pessoa física. Desse dia em diante até o final de Abril temos na internet diversos textos sobre como fazer a declaração de IR, quem está isento, como tirar as dúvidas, o que não fazer, quais os prazos etc.

Este texto foge um pouco da parte “braçal” da declaração e vai focar na importância dela para o Planejamento Financeiro de uma pessoa ou família.

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O leão pode ser nosso amigo.

A declaração de ajuste anual do imposto de renda é o momento em que o contribuinte pode se acertar com a Receita Federal declarando o que teve de recebimentos tributáveis, ou seja, o que teve de renda no ano anterior e quais seus bens/patrimônio até o último dia do ano anterior, entre outras informações.

Quando feita corretamente essa é a demonstração mais fiel da atual situação financeira e patrimonial de um indivíduo, pois, como foi falado anteriormente, constam todos os ganhos recebidos e também a situação dos bens e aplicações. Caso essa não seja a primeira declaração da pessoa podemos inclusive fazer uma análise ano a ano de como anda o crescimento patrimonial dela, teve um aumento ou diminuição? E a composição agora tem mais investimentos ou mais bens móveis e imóveis?

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Evite delegar para alguém o preenchimento de sua declaração, pois nesse momento em que nos deparamos com nossos ganhos e gastos muitas reflexões interessantes podem ser feitas. Não raro chego a ver muitos clientes neste momento refletirem sobre: “ganhei tanto dinheiro ano passado e não acumulei quase nada, onde será que gastei esses recursos?” e é esse tipo de pensamento que traz consciência às pessoas para começar a acompanhar seus gastos mais de perto ou repensá-los se não estiverem de acordo com seus objetivos.

Para ajuda-los a definir seus objetivos recomendo a leitura do texto sobre orçamento pessoal.

Abraços!

Lucas Madaleno

O que é o FIES?

FIES é o Fundo de Financiamento Estudantil e segundo definição do site oficial do mesmo “é um programa do Ministério da Educação (MEC) destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores presenciais não gratuitos e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.” Notem que somente podem solicitar o FIES alunos de cursos com avaliação positiva no MEC, não são todos os cursos superiores pagos que estão elegíveis a receber o financiamento.

Atualmente só podem solicitar o FIES alunos de cursos presenciais, alunos de cursos realizados na modalidade à distância ainda não estão contemplados pelo programa.

sala de aula

O estudante pode solicitar que 50% a 100% do valor da mensalidade seja financiada pelo FIES. No site: http://sisfiesportal.mec.gov.br/faq.html temos algumas regras importantes sobre quem não pode contratar o FIES e as porcentagens do financiamento que podem ser solicitadas de acordo com a renda familiar e comprometimento da renda.

A contratação do FIES exige certa burocracia inicial, mas isso não significa que seja um programa de difícil acesso, pelo contrário, após essa burocracia (basicamente documentos que comprovem a existência do estudante, que ele está matriculado em um curso superior válido e fontes de renda dos familiares) a manutenção do FIES é bem simples, exigindo uma atualização semestral dos dados.

O grande atrativo do FIES é a taxa de juros cobrada neste financiamento de 3,4% ao ano, atualmente é uma taxa muito mais baixa que qualquer outra modalidade de investimento (poupança aproximadamente 6,2%, Selic 11,25%) ou empréstimo (financiamento imobiliário em média 9,5%, financiamento de carro em média 18%).

Durante o curso o estudante paga R$50,00 para abater aos poucos os juros do FIES e após se formar possui uma carência que hoje é de 18 meses até começar a quitar o saldo devedor. Essa carência é importante, pois logo após se formar talvez o estudante não tenha condições de começar a arcar com o pagamento do FIES, mas após 18 meses a probabilidade dele estar empregado e com condições melhores de remuneração é maior.

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Hoje em dia ter um curso universitário não é garantia de estabilidade financeira, mas não tê-lo diminui bastante as chances de se obter uma boa colocação, sendo assim, podemos considerar o curso universitário como um investimento em sua formação profissional.

Se o curso ideal para te ajudar a crescer profissionalmente hoje não está ao seu alcance por questões financeiras, o FIES poderia ser uma alternativa boa e barata para ajuda-lo.

Este texto não representa de forma alguma uma recomendação do autor para que os leitores busquem ou utilizem o FIES, este é apenas um texto informativo.

Abraços!

Lucas Madaleno

FGTS

Você como funciona o cálculo do FGTS, para que ele serve e como pode ser usado?

O FGTS, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, foi criado em 13 de Setembro de 1966 com o intuito de proteger o empregado em caso de demissão. Os empregadores são obrigados a provisionar 8% do salário bruto do empregado mensalmente em uma conta na Caixa Econômica Federal (CEF) em nome do trabalhador. O saldo desta conta é corrigido por uma taxa de 3% ao ano mais TR (taxa referencial).

Levando em conta os 8% citados anteriormente vezes 13,3 meses (1 ano mais 13º salário mais adicional de férias) chegamos ao valor de 106,4%, ou seja, para facilitar os cálculos podemos supor que a cada ano trabalhado o trabalhador terá aproximadamente mais um mês de seu salário em sua conta de FGTS.

O FGTS é uma “poupança” a que todo empregado CLT tem direito, mesmo que ele não poupe nada diretamente, seu empregador “poupa” 8% de seu salário bruto em seu nome. Há algumas formas de se ter acesso ao saldo do FGTS, entendo que temos 3 principais:

– Quando se aposentar o empregado tem direito a sacar todo saldo do FGTS;

– Compra de imóvel respeitando algumas restrições, tais como: ser um imóvel com valor que pode ser financiado pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) que hoje está em R$750.000,00, ter mais de 3 anos de conta de FGTS, não ter outro imóvel no município onde pretende comprar, não ter financiamento ativo no SFH e trabalhar ou morar no município onde pretende comprar o imóvel usando o FGTS. Obs: após a compra o saldo de FGTS pode ser usado para amortizar o financiamento. Obs 2: o saldo de FGTS pode ser usado para dar ou compor lance em consórcio imobiliário.

– Em caso de demissão por parte do empregador sem justa causa. Neste caso o empregado somente poderá sacar o FGTS referente ao que foi recolhido pela empresa de onde ele saiu acrescido de uma multa indenizatória de 40% sobre o saldo.

E ainda temos uma outra utilização que é quando o empregado tem uma doença grave ou em estado terminal.

Espero que o texto tenha ajudado a entender melhor como funciona o FGTS, qualquer dúvida me escrevam no lucas@lmfinancaspessoais.com.br

Abraços!

Lucas Madaleno