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Resolvi Parar de Trabalhar para Cuidar do Meu Filho

Ouvi essa frase de algumas famílias que optaram por um dos cônjuges parar de trabalhar para se dedicar à educação e cuidado do(s) filho(s).

A justificativa encontrada com mais frequência por mim é que o valor pago para uma escola de tempo integral ou para uma pessoa tomar conta do(s) filho(s) seria praticamente equivalente ao salário da pessoa que parou de trabalhar e que não compensava financeiramente esta pessoa continuar trabalhando. Será que a parte financeira é o único ponto a ser considerado neste momento de decisão?

horarios

Se o principal argumento é o financeiro vamos fazer algumas contas para ver se ele faz sentido.

Vamos supor que o valor pago para essa pessoa que irá cuidar da(s) criança(s) seja de R$1.000,00 e que o salário da pessoa que parou de trabalhar era de R$1.100,00. Hoje a diferença é de apenas R$100,00 (1.100 – 1.000 = 100). Realmente “talvez” não compensasse a pessoa continuar trabalhando frente a essa diferença de renda se compararmos os benefícios que o(s) filho(s) terá(ão) ao ter o pai ou mãe mais próximo em seus primeiros anos, mas vamos continuar com os cálculos.

Ao considerarmos um reajuste anual nos dois salários de 8% ao ano, ao final de 5 anos essa diferença passa a ser de R$146,93 ou 46,93% a mais. Isso sem contar possíveis aumentos por méritos ou promoções da pessoa e possíveis aumentos acima da inflação da mensalidade escolar ou salário de quem cuida da(s) criança(s).

O argumento financeiro pode até fazer sentido neste momento, mas existem as variáveis de aumentos por mérito/evolução na carreira que não temos como mensurar.

Rising Coins

Além da parte financeira, ouço também que “não tem preço” o fato do pai ou da mãe poder se dedicar mais aos cuidados e à educação do(s) filho(s). Essa é sem dúvida uma justificativa muito importante e não financeira, não tenho como medi-la ou pesa-la.

Para quem está neste momento de decisão sobre parar ou não para cuidar do(s) filho(s), que outros pontos podem ser considerados além das finanças?

Recolocação – Qual seria o tempo estimado para essa pessoa se recolocar no mercado de trabalho quando quiser/precisar voltar à ativa? Será que após a recolocação o salário/remuneração será equivalente ao que ela recebia antes dessa pausa? Essa pessoa conseguirá se atualizar suficientemente para obter um bom cargo ou o mesmo cargo em sua volta?

Carreira – Antes de parar de trabalhar essa pessoa fez escolhas de carreira, estudou, se dedicou e agora estará deixando essas escolhas de lado. Essa pausa não estava prevista e pode ser prejudicial para seus planos iniciais.

Recolocação 2 – Caso a pessoa opte por empreender em sua volta à ativa por entender que seja uma recolocação mais “fácil”, uma vez que não depende de um empregador, quais os riscos? Renda incerta, momento de mercado etc.

recolocação

Existe certo e errado? Posso ser julgado(a) por parar de trabalhar ou por não parar?

A resposta é um sonoro NÃO! Cada casal deve pesar os argumentos acima e decidir com base em seus valores pessoais o que fará mais sentido, mas a decisão, neste caso, não deveria ser somente financeira como eu tenho visto e ouvido.

Pense nisso!

Abraços!

Apresentação Lucas Madaleno

Nos Endividamos pelo Salário Bruto, mas Pagamos com o Salário Líquido

Você já deve ter ouvido em alguma instituição financeira que o máximo permitido para que uma pessoa se endivide com, por exemplo, um financiamento imobiliário é de 30% de seu salário. O que normalmente não é explicado é que essa porcentagem acaba sendo, na prática, maior que 30. Por que isso acontece?

O salário que é considerado em análises de crédito é o bruto e o pagamento das parcelas acaba ocorrendo pelo salário líquido.

Salário bruto é aquele registrado em carteira de trabalho, é o seu salário integral, ainda sem nenhum tipo de desconto. Exemplo: recebi uma proposta para receber R$4.000,00 registrados em carteira de trabalho, esses R$4.000,00 são seu salário bruto.

Salário líquido é aquele valor no qual já foram descontados os impostos e contribuições devidos, como por exemplo, o INSS, o Imposto de Renda, a contribuição sindical ou assistencial entre outros. Exemplo: para o mesmo salário de R$4.000,00, segundo o site Calculador, o valor a ser recebido já descontados os impostos seria de R$3.380,80.

cálculo salário

Clique na imagem para amplia-la. Fonte: Calculador

Quando uma pessoa vai a uma instituição buscando um financiamento o cálculo feito é que a parcela máxima que a pessoa pode pagar é de 30% de R$4.000,00, ou seja, R$1.200,00, mas como o valor que efetivamente a pessoa recebe é de R$3.380,80 esses R$1.200,00 representam aproximadamente 35,5% do salário líquido.  35,5% = (1200 / 3380,80) x 100.

O endividamento é de aparentemente 30%, mas acaba sendo efetivamente de 35,5%.

Se fossemos considerar apenas o salário líquido a parcela máxima a ser assumida, neste caso, poderia ser de R$1.014,24. R$1.014,24 = 30% x 3.380,80.

Assumir uma dívida extensa como um financiamento imobiliário, que pode chegar a 35 anos, sem ter esses números claros pode ser realmente perigoso. Eu acredito estar pagando um tanto do meu salário quando na verdade estou comprometendo mais do que parece.

financiamento imobiliário

Essa diferenciação entre porcentagens de salário bruto e líquido não envolve só a parte de financiamentos. Você já ouviu algum consultor financeiro dizendo para as pessoas guardarem 10% de suas rendas? E aí, você deve guardar 10% do salário bruto ou líquido?

E no caso de contribuições que fazemos em prol de instituições de caridade, igrejas, templos etc. Devemos considerar o salário bruto ou o líquido para calcular essa contribuição?

Minha recomendação é que você utilize o valor que efetivamente entra em sua conta para não acreditar que esteja contribuindo ou pagando menos do que realmente está. Suas finanças agradecem.

Abraços!

Lucas Madaleno

O que Podemos Aprender sobre Finanças com a Marvel?

Você sabia que as histórias em quadrinhos que deram origem aos filmes dos X–Men e do Quarteto Fantástico que foram lançados há pouco tempo pela 20th Century Fox ou do Homem-Aranha lançado pela Sony Pictures na verdade são da Marvel? Cabe aqui a pergunta: se as histórias são da Marvel, porque não foi a própria quem lançou esses filmes assim como ela fez com tantos outros personagens como: Homem de Ferro, Capitão América, Os Vingadores, Thor etc?

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A Marvel teve origem entre as décadas de 30 e 40 e passou por muitas fases positivas e negativas desde então. Durante a segunda grande guerra lançou o personagem do Capitão América como símbolo do patriotismo americano e garantiu a venda de alguns exemplares a mais, passou por crises criativas entre 50 e 60, teve ações negociadas na bolsa de Nova Iorque no final da década de 80 e passou por uma crise de confiança do mercado no início da década de 90.

Em 1997 a Marvel apresentava sinais de falência e a solução encontrada por seus sócios para levantar recursos foi a de vender os direitos cinematográficos de alguns dos principais personagens da Marvel (citados no primeiro parágrafo) para outras empresas para que estas pudessem utilizar esses personagens em seus filmes e lucrar com isso.

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Para saber como ficou a divisão dos direitos sobre os personagens clique na imagem acima.

A Marvel ganhou uma sobrevida e deu prosseguimento com suas histórias em quadrinhos. Em 2008 lança o primeiro filme do Homem de Ferro e dá início à chamada 1ª fase da Marvel nos cinemas (em 2015 teve início a 3ª fase). Em 2009 a Walt Disney Company (a Disney) comprou a Marvel por 4 bilhões de dólares.

“Ok, entendi a história e o final feliz, mas como isso se aplica às minhas finanças?” Em um momento de grande aperto financeiro a Marvel vendeu alguns de seus principais bens para poder ter uma sobrevida e com as pessoas não é diferente.

Há momentos em que não vemos saída para nossas finanças. Podemos e devemos tentar encontrar coisas que não usamos para vender e levantar o máximo de dinheiro possível. Que coisas podemos vender? Roupas, calçados, livros, aparelhos eletrônicos, carros, imóveis etc. Opa, espera aí, vender carros e imóveis?

casa venda

Sim, a venda de um bem de valor mais alto como um imóvel irá representar o levantamento de dezenas de milhares de reais que te ajudarão a quitar várias dívidas (e quem sabe ainda sobre um valor?) e caso o bem esteja financiado, deixamos de ter uma parcela fixa que ainda pagaríamos por muitos anos.

“Lucas, mas a venda de um imóvel vai me fazer voltar pro aluguel, dar um “passo para trás”, perder algo conquistado com tanto sacrifício” Você pode estar pensando isso e não tiro sua razão. Realmente não é fácil dar esse passo, mas peço uma reflexão: será que a manutenção deste imóvel ou do carro é o melhor para suas finanças neste momento?

dinheiro completo

Não defendo que sempre que haja um problema financeiro nós vendamos nossos bens, com certeza há outros passos anteriores a este como:

Em casos extremos devemos tentar todas as possibilidades para sair do endividamento e se você enxergar que vender um carro ou um imóvel seja a melhor solução para suas finanças faça como a Marvel e garanta sua sobrevivência hoje. Dê um passo para trás, coloque a casa em ordem e conquiste tudo novamente (ou até mesmo mais coisas que antes) de forma sustentável e organizada.

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Como suas Escolhas Afetam suas Finanças?

Você já parou para pensar sobre como suas escolhas de hoje afetarão suas finanças no futuro?

Ouvi uma vez um texto lido pelo Max Gehringer de um ouvinte chamado Sérgio, 61 anos, em que ele fala sobre ter gasto seu dinheiro com prazer ao longo da vida e hoje não ter um centavo guardado, mas ter sido feliz. O nome (perigoso em minha opinião) usado para divulgar este texto é “viver ou juntar dinheiro”.

dois caminhos

Acredito que a falta de contexto ou de uma introdução a este texto torna a interpretação dele perigosa.

O Sérgio em questão ressalta que se ele tivesse juntado dinheiro, “deixando de viver e de comprar seus cafezinhos e pizzas”, hoje ele usaria esse dinheiro para fazer tudo o que não fez, mas com mais idade.

Sérgio só esqueceu-se que a falta de planejamento dele ou de se fazer uma reserva para o futuro pode ter como consequência uma aposentadoria com restrições ou ter que trabalhar por muitos anos ainda para manter seu padrão de vida atual. Caso ele seja um profissional que ama o que faz e seu corpo e mente estejam aptos a continuar atuando, ótimo! E se a profissão dele exigir um dinamismo ou atenção que ele não consiga mais acompanhar? Como será seu futuro?

O pensamento do Sérgio poderia ter sido diferente e ele tem uma terceira opção nesta história. A terceira opção que proponho é viver e juntar dinheiro.

três caminhos

Tenho um porém para acrescentar a esta frase. Viver e juntar dinheiro, porém, juntar dinheiro pensando em diversos objetivos, coisas a serem atingidas e que façam sua vida mais completa e feliz.

No texto sobre Sonhos e Dívidas oriento que as pessoas “Sonhem com detalhes, se imaginem realizando este sonho. Quando estipulamos um valor para o sonho ele vira um objetivo, quando estipulamos um prazo para atingi-lo ele vira uma meta e sabendo qual será o destino, onde quero chegar, consigo imaginar melhor um caminho eficiente para atingir minha meta e coloca-lo em prática”.

Busque o equilíbrio que a equação a seguir propõe: C + V + P = QV (Consumir + Viver + Poupar = Qualidade de Vida).

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Pensem nisso!

Abraço!

Lucas Madaleno

Regimes de Bens de Casamento

Vai casar e não sabe qual regime de casamento escolher? Abaixo listo e explico os três regimes mais comuns no Brasil.

Usarei o termo cônjuge para me referir a quem vai casar, pois temos a possibilidade de casamentos ou uniões homoafetivas e as definições de marido e mulher não englobariam este casamento.

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Comunhão Parcial de bens: neste regime os cônjuges mantém em seu nome o que já tinham antes do casamento (investimentos, imóveis etc), “o que é meu continua sendo meu e o que é seu continua sendo seu”.

Os bens que forem construídos e adquiridos durante o casamento serão dos dois em partes iguais (50%/50%), mesmo que comprados em nome de apenas um.

O que for recebido por doação ou herança durante o casamento pertence a quem o recebeu, ou seja, “a herança é minha e não nossa”.

Comunhão Universal de bens: neste regime vamos supor que ambos os cônjuges já possuam bens anteriores ao casamento (investimentos, imóveis etc) e esses bens passam a pertencer a ambos, ou seja, “o que era meu agora é nosso e o que era seu agora é nosso”.

Diferentemente da comunhão parcial, neste regime de casamento as heranças e doações que os cônjuges recebem durante o casamento se tornarão bem comum aos dois.

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Separação Total de bens: neste regime os cônjuges mantém em seu nome o que já tinham antes do casamento (investimentos, imóveis etc), “o que é meu continua sendo meu e o que é seu continua sendo seu”.

Neste regime de casamento as heranças e doações também pertencem apenas a quem as recebeu.

Diferentemente da Comunhão Parcial de Bens, na Separação Total o que for construído durante o casamento pertencerá a quem construiu ou adquiriu o bem e tenha deixado este bem em seu nome e não no do seu cônjuge.

Obs: em casamentos em que um dos dois tenha menos que 18 anos ou mais que 60 o regime de casamento é obrigatoriamente o da Separação Total.

Boa sorte em suas escolhas!

Abraços!

Lucas Madaleno

Empréstimo Familiar – Que cuidados tomar?

Você está com dívidas e tem pensado em pedir um empréstimo para um parente seu? Quais as vantagens e desvantagens e quais cuidados vocês devem tomar?

Diferentemente da outras linhas de crédito como empréstimos pessoais, financiamentos, cheque especial etc esse tipo de empréstimo não possui regras definidas, é um empréstimo informal que beira a ajuda ou doação em alguns casos.

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Pedir um empréstimo a algum parente é sem dúvida um passo corajoso e, em alguns casos, um passo desesperado. Avalie o motivo de estar solicitando a ele esse empréstimo e não ao seu banco: as linhas de crédito no banco se esgotaram (em outras palavras, você está sem crédito “na praça”)? Os juros com esse parente são mais baixos?

Enxergo algumas vantagens em empréstimos familiares: comparado a maioria das linhas de crédito, as taxas de juros cobradas costumam ser bem menores e em alguns casos até não existem. Os prazos costumam ser mais flexíveis e em alguns casos o famoso “pague quando você puder” entra em jogo (não recomendo essa falta de prazo).

As desvantagens ficam mais no âmbito do relacionamento entre quem pede e quem empresta. Será que a relação de vocês irá mudar? Será que toda vez que se encontrarem em festas da família vocês irão se sentir desconfortáveis? Para evitar esses possíveis desconfortos listo abaixo alguns cuidados a serem tomados:

  • Quem pede emprestado deve sugerir a emissão de uma nota promissória. Hoje em dia é simples de se fazer e equivale a uma confissão formal da dívida;
  • Vocês devem definir datas de pagamento e juros. Na própria promissória pode-se descrever em qual dia do mês serão pagas as parcelas e quanto de juros incidirá sobre o valor emprestado.

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Para quem foi abordado por um parente e não sabe como agir, entender o motivo pelo qual ele está pedindo ajuda é um bom começo para avaliar se deve ou não emprestar o dinheiro e quais seus riscos de não receber o dinheiro. Se você achar que o risco é alto e mesmo assim quiser ajudar, sugiro que faça uma doação para quem te pediu, assim, a relação é preservada.

Se você puder e quiser ajudar de outra forma seu familiar a sair da dívida, pode conversar com ele, buscar orientação de um profissional e ajudá-la. Será mais vantajoso “ensinar a pessoa a pescar do que dar o peixe a ela”.

Abraços!

Lucas Madaleno

Quanto Custa ter um Carro?

Ao adquirir um carro, imaginamos que somente gastaremos com gasolina, IPVA e o seguro, mas temos outros gastos além dos citados acima e mesmo os citados acima não estão bem definidos para quem vai comprar um automóvel.

Podemos dividir os custos do carro em:

  • Aproximadamente 4% ao ano do valor de tabela do carro, podendo ser zero se o carro tiver ano de fabricação acima de 10 anos em alguns estados podendo chegar a 20 anos em outros;
  • Aproximadamente 4% ao ano do valor de tabela do carro também, mas com variações dependendo das coberturas, do perfil do motorista, da região onde reside/trabalha, se estaciona em garagem etc;
  • Manutenção. Aproximadamente 5% ao ano do valor de tabela do carro, mas com variações dependendo das condições atuais do carro, acidentes, quantidade de quilômetros rodados etc;
  • Combustível. Gasto bastante variável e depende da quantidade de quilômetros rodados, potência do motor (normalmente quanto mais potente o motor, maior o consumo), se o caminho é feito em cidade (trânsito) ou estrada (via livre) etc;
  • Gasto bastante variável também e depende do local onde a pessoa trabalha/reside e os custos diários/mensais;
  • Custo de oportunidade. Valor que deixamos de receber em uma aplicação por comprar o carro, ou seja, o dinheiro que usamos para comprar o carro poderia estar em um investimento. Não tem uma porcentagem fixa, mas podemos considerar 6% ao ano (rendimento atual aproximado da caderneta de poupança). Obs: neste item não temos desembolso financeiro direto, mas como deixamos de receber juros vamos considerar este item como um custo do carro;
  • Depreciação. Ano a ano o carro perde valor de mercado, e embora seja um outro item em que não há desembolso financeiro direto, na hora de trocar de carro se você optar por comprar o mesmo carro algum tempo depois já tem que pagar a mais.

Se usarmos como valor base R$30.000,00 que equivale a um carro popular com certos itens de conforto, temos os seguintes valores aproximados como custo anual:

  • IPVA – R$1.200,00
  • Seguro – R$1.200,00
  • Manutenção – R$1.500,00
  • Custo de oportunidade – R$1.800,00
  • Depreciação – R$3.000,00
  • Combustível e Estacionamento – ?

Total de R$8.700,00 por ano ou R$725,00 por mês mais os valores de combustível e estacionamento. Caso o carro seja financiado, somamos a parcela ao valor projetado para os gastos mensais.

Os cálculos acima são bastante importantes para as famílias/indivíduos que estão pensando em obter seu primeiro carro e principalmente para quem está considerando adquirir seu segundo ou terceiro carro, pois dependendo da forma como este carro a mais será utilizado pode ser mais barato até mesmo fazer uso de táxi esporadicamente.

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

FGTS

Você como funciona o cálculo do FGTS, para que ele serve e como pode ser usado?

O FGTS, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, foi criado em 13 de Setembro de 1966 com o intuito de proteger o empregado em caso de demissão. Os empregadores são obrigados a provisionar 8% do salário bruto do empregado mensalmente em uma conta na Caixa Econômica Federal (CEF) em nome do trabalhador. O saldo desta conta é corrigido por uma taxa de 3% ao ano mais TR (taxa referencial).

Levando em conta os 8% citados anteriormente vezes 13,3 meses (1 ano mais 13º salário mais adicional de férias) chegamos ao valor de 106,4%, ou seja, para facilitar os cálculos podemos supor que a cada ano trabalhado o trabalhador terá aproximadamente mais um mês de seu salário em sua conta de FGTS.

O FGTS é uma “poupança” a que todo empregado CLT tem direito, mesmo que ele não poupe nada diretamente, seu empregador “poupa” 8% de seu salário bruto em seu nome. Há algumas formas de se ter acesso ao saldo do FGTS, entendo que temos 3 principais:

– Quando se aposentar o empregado tem direito a sacar todo saldo do FGTS;

– Compra de imóvel respeitando algumas restrições, tais como: ser um imóvel com valor que pode ser financiado pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) que hoje está em R$750.000,00, ter mais de 3 anos de conta de FGTS, não ter outro imóvel no município onde pretende comprar, não ter financiamento ativo no SFH e trabalhar ou morar no município onde pretende comprar o imóvel usando o FGTS. Obs: após a compra o saldo de FGTS pode ser usado para amortizar o financiamento. Obs 2: o saldo de FGTS pode ser usado para dar ou compor lance em consórcio imobiliário.

– Em caso de demissão por parte do empregador sem justa causa. Neste caso o empregado somente poderá sacar o FGTS referente ao que foi recolhido pela empresa de onde ele saiu acrescido de uma multa indenizatória de 40% sobre o saldo.

E ainda temos uma outra utilização que é quando o empregado tem uma doença grave ou em estado terminal.

Espero que o texto tenha ajudado a entender melhor como funciona o FGTS, qualquer dúvida me escrevam no lucas@lmfinancaspessoais.com.br

Abraços!

Lucas Madaleno

Máscaras de Oxigênio e as Finanças

Você está em um avião com seu filho que ainda é um bebê em seu colo e de repente, por algum motivo, caem as máscaras de oxigênio e a tripulação orienta que os passageiros as coloquem, pois, poderá haver falta de oxigênio no avião. Em quem você coloca a máscara primeiro, em você ou em seu bebê?

Diante dessa situação a resposta que ouço com mais frequência é que devemos colocar a máscara primeiro no bebê, pois ele é indefeso e não conseguiria colocar a máscara sozinho, MAS acertadamente a recomendação das empresas de aviação é que devemos primeiro colocar a máscara em nós mesmos e depois ajudar outras pessoas.

O motivo é simples, se no meio do processo de ajudar outras pessoas você perder os sentidos, você e quem você está ajudando desmaiarão, mas se você garantir o seu oxigênio, conseguirá ajudar quem quiser, pois estará consciente para isso.

Com as finanças acontece a mesma coisa, para ajudar outras pessoas financeiramente precisamos primeiro estar com nossas contas em equilíbrio e tendo certa sobra de dinheiro, pois mesmo sem perceber as ajudas que damos a outros podem se tornar pesos em nosso orçamento e a consequência disso é que as pessoas/entidades que ajudávamos deixarão de receber nossa ajuda e nossas contas também estariam prejudicadas, ou seja, os dois “desmaiariam por estar sem oxigênio”.

Em alguns momentos, diminuir ou até mesmo cortar essa ajuda a terceiros até estabelecer o equilíbrio financeiro pode ser necessário para que no futuro essa ajuda volte e com baixo risco de ser cortada novamente.

Você prefere deixar de ajudar por um tempo com possibilidades de voltar em breve e de forma constante ou não ter mais condições de ajudar?

Com certeza ajudas a pessoas/entidades não são o único fator que desequilibram um orçamento, mas neste texto quis chamar a atenção que em alguns momentos de crise precisamos pensar antes em nós por um tempo para só depois voltar a pensar também nos outros.

Abraços!

Lucas Madaleno

Dívidas são Herdadas?

Quem nunca ouviu a frase: “só vou deixar dívidas para os meus filhos”? Será que dívidas são herdadas? Essa é uma dúvida bastante comum e que costuma gerar certa confusão. Neste texto irei responder a esta pergunta. Dívidas são herdadas?

Quando uma pessoa falece é feito o inventário (levantamento) de seus bens e das dívidas. Qualquer dívida que exista só pode ser coberta pelo patrimônio deixado, ou seja, se a pessoa tem uma dívida de R$5.000,00 e uma poupança de R$6.000,00 a dívida será paga com o dinheiro do investimento deixado e o que sobrar será dividido entre os herdeiros legais.

Usando o mesmo exemplo acima, caso o patrimônio deixado seja menor que a dívida, o que não for pago não pode ser cobrado dos herdeiros. Dívida de R$5.000,00 e poupança de R$3.000,00, são usados os R$3.000,00 para pagar parte da dívida e os R$2.000,00 que faltaram ser pagos não podem ser cobrados, a dívida deixa de existir, pois entende-se que a responsabilidade pela dívida é de quem faleceu, e a mesma não pode ser estendida aos herdeiros.

E no caso de dívidas que envolvam a compra de bens como automóveis e imóveis, o bem pode ser tomado no caso do não pagamento da dívida? Sim, pois esses são financiamentos onde os bens estão em nome do banco até que ocorra o pagamento total da dívida por parte do cliente.

Nesse caso os herdeiros teriam que continuar a pagar o financiamento até o final para ter direito a 100% do valor do bem financiado, mas em muitos casos, quando há a contratação deste tipo de financiamento há também a inclusão de um seguro chamado prestamista que cobre o falecimento ou invalidez permanente de quem adquiriu o bem e garante o pagamento das parcelas ou prestações que ficaram faltando ser pagas.

Espero ter ajudado a esclarecer a confusão sobre herdar ou não dívidas e a tirar um peso de quem imaginava que teria que arcar com dívidas de parentes após seu falecimento usando patrimônio próprio.

Abraços!

Lucas Madaleno