Arquivo da tag: Planejamento FInanceiro

Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 2

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira a Parte 1 aqui e  abaixo a Parte 2:

MF – Vale a pena pedir desconto para antecipar pagamento de matrículas e mensalidades? Considerando o valor do desconto, pode ser vantajoso adiar a pós e poupar para ter o desconto? Para poupar, qual o investimento de melhor risco do momento?

LM – Valerá a pena antecipar pagamento de matrículas e mensalidades se o desconto oferecido nesta antecipação for maior que o valor recebido em juros pelo aluno em uma aplicação.

porcentagem

Exemplo: Se tivermos um curso com duração de 18 meses e valor de mensalidade de R$1.500,00 ele custará ao final R$27.000,00. Caso a instituição de ensino ofereça um desconto de 10% (R$2.700,00) para pagamento à vista esta conta só não será favorável à antecipação se o aluno conseguir uma rentabilidade mensal (com o Imposto de Renda já descontado) em seus investimentos acima de 1,042%. Hoje em dia um ótimo investimento rende algo próximo a 0,95% ao mês.

Considerando apenas o valor do desconto pode ser sim vantajoso adiar a pós, poupar e ter o desconto posteriormente, mas se considerarmos um possível aumento de renda do aluno com o início ou conclusão da pós, esta conta não será vantajosa.

Para poupar o ideal é considerar investimentos em renda fixa que não apresentem grandes oscilações como fundos DI, CDBs. No cenário atual de taxa Selic em 14,25% a poupança pode ser deixada de lado como opção. 

economia_viagens

MF – Caso o estudante vá fazer uma pós no exterior, onde ele deve investir para se proteger das oscilações do câmbio? Fundo cambiais?

LM – Para os recursos que o aluno irá levar para gastos pessoais como alimentação, livros, transporte, passeios etc ele poderá ir comprando aos poucos a moeda do país para não correr o risco de pagar caro ao comprar de última hora. O ideal é dividir o valor necessário pelo número de meses até a data da viagem e comprar aquela quantidade todos os meses independente se a moeda estiver mais cara ou mais barata.

Exemplo: Se o aluno for gastar 1.800 dólares e tem 18 meses até a data da viagem, ele deve comprar 100 dólares por mês (1.800/18 = 100).

calculadora e mapa

Para o curso em si, ele pode buscar empresas brasileiras que façam essa intermediação entre ele e a Universidade para “congelar” o câmbio em valores atuais e não ter surpresas ao pagar pelo curso.

Os fundos cambiais são boas formas de se proteger, porém, tem o custo da taxa de administração que precisam entrar nas contas do aluno no momento de investir, ou seja, se o fundo de Dólar ou Euro cobrar 2% de taxa de administração, saiba que seus recursos investidos serão corrigidos pelo câmbio menos 2% ao ano. Neste caso é recomendável que o aluno deposite sempre um valor a mais por mês para “compensar” a taxa de administração.

Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 1

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira abaixo a Parte 1:

MF – O que considerar na hora de escolher o curso de pós para não estourar o orçamento?

LM – Para não estourar o orçamento a pessoa deve considerar, além da mensalidade do curso, alguns custos que ela passará a ter durante a realização de uma pós. Entre os gastos temos:

– Mensalidade do curso;

– Transporte (gasolina, estacionamento, táxi ou transporte público);

– Alimentação;

– Materiais extras como cópias de textos, canetas, cadernos e lan house para quem não possui acesso à internet em casa.

pigbank

MF – Quanto da renda deverá ser destinada a esse investimento? O aluno deve buscar um financiamento se o dinheiro não der?

LM – Não existe uma porcentagem fixa ou ideal para o investimento em educação, mas o aluno deve buscar manter o valor da parcela do curso e seus custos adicionais dentro do orçamento, sem extrapolar para não contrair dívidas.

Caso haja uma promessa de seu empregador ou garantia futura de um aumento de renda com a conclusão da pós, o aluno pode sim buscar o financiamento, pois, as parcelas poderão ser pagas com esse aumento e mesmo que o aumento da renda não venha, o conhecimento adquirido na pós é do aluno e ele estará mais qualificado perante o mercado de trabalho, podendo buscar uma nova colocação se considerar adequado.

pricehat

MF – O que considerar na hora de escolher um financiamento?

LM – Alguns itens:

 Qual o prazo para pagamento do financiamento? Este item é o que mais encarece qualquer parcelamento. Quanto maior o prazo maior o pagamento de juros;

– Qual a taxa de juros cobrada no financiamento? Usualmente linhas de crédito estudantis possuem taxas de juros menores se compararmos com outros tipos de empréstimos, mas vale a pena comparar esta taxa com outras possibilidades como um empréstimo pessoal ou um consignado;

– A parcela cabe hoje no orçamento? Se não couber, o aluno poderá ter um período de carência antes de começar o pagamento, visando um possível aumento na renda com o início ou conclusão da pós? Neste item deve-se tomar muito cuidado, pois caso a parcela não caiba em seu bolso a chance é grande de iniciarmos novos endividamentos. como por exemplo. utilizar o cheque especial.

Planejar as Finanças é como Jogar Tetris

Primeiramente, você sabe o que é o Tetris?

Tetris é um jogo no qual o jogador precisa encaixar blocos ou peças com formatos aleatórios que ficam descendo pela tela. O objetivo é encaixar esses blocos para formar linhas horizontais “cheias”, ou seja, sem espaços vazios entre os blocos. Cada vez que o jogador forma uma linha cheia o jogo limpa essa linha e baixa as linhas que estão acima dela. Para passar de fase precisa-se atingir determinada pontuação e em cada fase os blocos vão caindo cada vez mais rápidos e com formatos mais difíceis de encaixarem, o jogador perde quando os blocos ultrapassarem o topo da tela.

tetris 1

Acima temos uma representação do Tetris

Muitas vezes quando jogamos Tetris, não encaixamos os blocos como deveríamos e acabam ficando muitos espaços vazios, neste caso, quando passamos de fase acaba sendo por “sorte”. Quando não planejamos nossas finanças acabamos por deixar também alguns compromissos sem serem pagos no meio do caminho e quando recebemos uma renda extra como um 13º salário, uma comissão inesperada ou um bônus quitamos esses compromissos. Passamos de “fase” (que aqui podemos chamar de ano, semestre, mês ou outro espaço temporal) de forma apertada e talvez por sorte também, lembre-se que nem sempre essas rendas extras são suficientes para quitarmos os compromissos que ficaram pendentes no passado.

No jogo as peças vão caindo em formatos aleatórios e sabemos apenas qual será a próxima peça que irá cair, as demais vão sendo reveladas uma de cada vez. Em nossas finanças é bastante comum termos imprevistos durante o mês, ou seja, só sabemos que teremos um gasto extra durante o mês.

tetris 2

Podemos entender uma fase do Tetris como o espaço de um mês, um semestre, um ano ou quem sabe algumas fases de vida, como o início da vida produtiva, a aposentadoria, uma união afetiva, a chegada de um herdeiro etc.

Perder o jogo no Tetris significa ter de recomeçar o jogo do zero ou às vezes da fase em que paramos. E no caso das finanças? Temos alguns significados para essa perda: chegar à aposentadoria sem a renda esperada, não conseguir pagar todas as contas do mês, não poder viajar ou trocar de carro na data desejada entre outros exemplos possíveis. Será que igual ao que acontece no jogo teremos uma chance de recomeçar a fase?

Planejar as finanças é como jogar Tetris, precisamos saber onde encaixar corretamente os blocos para passarmos tranquilamente pelas fases e chegar à próxima sem preocupações e com uma boa pontuação acumulada. Temos fases mais fáceis e outras mais difíceis. Umas rápidas outras demoradas. Em algumas fases temos a certeza que vamos perder, mas revertemos de última hora e em outras realmente perdemos.

tetris 3

O Tetris exige termos uma visão de curto prazo para o encaixe perfeito e à longo prazo pensando nas possíveis peças que ainda cairão. Algumas parecem que caem como luvas e dão o encaixe perfeito enquanto outras parecem que vem só para estragar o jogo ou vem na hora errada, mas é nossa função encontrar o melhor lugar para elas dentro de nosso contexto.

E aí, como você tem encaixado suas peças?

Abraços!

Lucas Madaleno

Qual o melhor dia da semana para acompanhar suas finanças?

Não vou mentir para você, montar um orçamento pessoal ou familiar ou atualizá-lo não é a coisa mais legal do mundo para quem faz e não é porque trabalho com planejamento financeiro pessoal que vou dizer o contrário e tentar te convencer que isso é divertido. Fazer um controle de suas contas normalmente não é legal, mas é necessário. Necessário por quê?

Necessário para que possamos ter uma visão mais clara de como estão nossas contas, se estamos gastando com o que realmente é importante para nós, se estamos gastando mais que ganhamos e precisamos fazer alguns ajustes ou se temos uma sobra para investir em outros objetivos.

lupa

Já que acompanhar as contas não é a coisa mais legal do mundo, precisamos ter certo cuidado com o dia da semana em que faremos esse acompanhamento, concorda? Dependendo de nosso humor no dia o orçamento pode cair como uma bomba.

Pensando nisso montei a relação abaixo para ajuda-lo a planejar qual o melhor dia da semana para você fazer seu acompanhamento financeiro. Na relação vou usar três cores:

Vermelho – Não recomendo este dia / Amarelo – Recomendo com restrições / Verde – Aproveite este dia e faça seu orçamento!

Domingo – Síndrome do Fantástico. Muitas pessoas ouvem a música do programa e ficam muito tristes com o começo da semana e com a volta à rotina de trabalho, recomendo fortemente não fazer o orçamento neste dia;

Segunda-feira – Início da semana, “ranço” do final de semana, costuma ser um dia arrastado para a maioria das pessoas. Não recomendo que este dia seja escolhido para realizar o controle de suas finanças;

Terçafeira – Dia neutro e interessante para alguns, mas ainda próximo à segunda-feira para outros. Se você não se incomodar com essa proximidade, a terça é um dia bem tranquilo para atualizar seu controle financeiro;

Quarta-feira – Dia ideal para alguns. O meio da semana seria um excelente dia para todos fazermos nosso orçamento, porém, também é conhecido como a noite do futebol brasileiro na televisão e para quem torce e gosta de futebol não recomendo fazer seu orçamento neste dia, principalmente se seu time estiver próximo à zona de rebaixamento;

Quinta-feira – Para mim, o melhor dia da semana para montar, atualizar e acompanhar suas finanças. É um dia próximo ao final da semana (vamos atualizar as contas para saber quanto posso gastar no happy hour de sexta? Ou na balada do sábado?), longe da segunda-feira, o futebol já passou e você já sabe se seu time foi bem ou mal. Recomendo fortemente usar a quinta-feira com esse propósito;

Sexta-feira – Você começa a entrar em outro ritmo, é um dia em que o descanso semanal se aproxima para alguns, happy hours são marcados. Não recomendo a sexta;

Sábado – Início do descanso semanal para muitos, dia de por algumas pendências em ordem para outros, dia de curtir a ressaca de sexta. Não vejo muito sentido em fazer o controle neste dia, mas para algumas pessoas acaba sendo um dia interessante para isso, pois acabam tendo o domingo para descansar;

E aí, qual seu dia “preferido” para atualizar suas finanças?

Abraços!

Lucas Madaleno

O que Podemos Aprender sobre Finanças com a Marvel?

Você sabia que as histórias em quadrinhos que deram origem aos filmes dos X–Men e do Quarteto Fantástico que foram lançados há pouco tempo pela 20th Century Fox ou do Homem-Aranha lançado pela Sony Pictures na verdade são da Marvel? Cabe aqui a pergunta: se as histórias são da Marvel, porque não foi a própria quem lançou esses filmes assim como ela fez com tantos outros personagens como: Homem de Ferro, Capitão América, Os Vingadores, Thor etc?

heroes

A Marvel teve origem entre as décadas de 30 e 40 e passou por muitas fases positivas e negativas desde então. Durante a segunda grande guerra lançou o personagem do Capitão América como símbolo do patriotismo americano e garantiu a venda de alguns exemplares a mais, passou por crises criativas entre 50 e 60, teve ações negociadas na bolsa de Nova Iorque no final da década de 80 e passou por uma crise de confiança do mercado no início da década de 90.

Em 1997 a Marvel apresentava sinais de falência e a solução encontrada por seus sócios para levantar recursos foi a de vender os direitos cinematográficos de alguns dos principais personagens da Marvel (citados no primeiro parágrafo) para outras empresas para que estas pudessem utilizar esses personagens em seus filmes e lucrar com isso.

marvel-movie-rights-marvel-just-quietly-deployed-the-nukes-in-its-war-with-fox-png-156493

Para saber como ficou a divisão dos direitos sobre os personagens clique na imagem acima.

A Marvel ganhou uma sobrevida e deu prosseguimento com suas histórias em quadrinhos. Em 2008 lança o primeiro filme do Homem de Ferro e dá início à chamada 1ª fase da Marvel nos cinemas (em 2015 teve início a 3ª fase). Em 2009 a Walt Disney Company (a Disney) comprou a Marvel por 4 bilhões de dólares.

“Ok, entendi a história e o final feliz, mas como isso se aplica às minhas finanças?” Em um momento de grande aperto financeiro a Marvel vendeu alguns de seus principais bens para poder ter uma sobrevida e com as pessoas não é diferente.

Há momentos em que não vemos saída para nossas finanças. Podemos e devemos tentar encontrar coisas que não usamos para vender e levantar o máximo de dinheiro possível. Que coisas podemos vender? Roupas, calçados, livros, aparelhos eletrônicos, carros, imóveis etc. Opa, espera aí, vender carros e imóveis?

casa venda

Sim, a venda de um bem de valor mais alto como um imóvel irá representar o levantamento de dezenas de milhares de reais que te ajudarão a quitar várias dívidas (e quem sabe ainda sobre um valor?) e caso o bem esteja financiado, deixamos de ter uma parcela fixa que ainda pagaríamos por muitos anos.

“Lucas, mas a venda de um imóvel vai me fazer voltar pro aluguel, dar um “passo para trás”, perder algo conquistado com tanto sacrifício” Você pode estar pensando isso e não tiro sua razão. Realmente não é fácil dar esse passo, mas peço uma reflexão: será que a manutenção deste imóvel ou do carro é o melhor para suas finanças neste momento?

dinheiro completo

Não defendo que sempre que haja um problema financeiro nós vendamos nossos bens, com certeza há outros passos anteriores a este como:

Em casos extremos devemos tentar todas as possibilidades para sair do endividamento e se você enxergar que vender um carro ou um imóvel seja a melhor solução para suas finanças faça como a Marvel e garanta sua sobrevivência hoje. Dê um passo para trás, coloque a casa em ordem e conquiste tudo novamente (ou até mesmo mais coisas que antes) de forma sustentável e organizada.

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Fatura de Cartão de Crédito e o Futebol – Não Seja um Torcedor

Como você lida com seu cartão de crédito? Você é um verdadeiro torcedor de futebol de sua fatura?

Não entendeu a expressão “torcedor de futebol de fatura”? Vou explica-la no texto de hoje.

cartão de crédito

Obs: A imagem acima não representa qualquer preferência do autor do texto ao banco representado ou à bandeira do cartão.

Nos atendimentos que faço, é bastante comum ouvir expressões do tipo “meu gasto com cartão de crédito é alto”, “este mês o cartão veio mais alto que o esperado”, “passei um pouco nos gastos com cartão”.

Quando vamos a uma loja, nos são oferecidas basicamente quatro formas de pagamento: dinheiro, cartão de débito, cheque e cartão de crédito, ou seja, o cartão foi o meio de pagamento utilizado e não a despesa em si. Ficou confuso? Explico com um exemplo: fui comprar uma camisa em uma loja e paguei com o cartão de crédito, meu gasto na verdade foi com roupas/vestuário e o cartão foi o meio que escolhi para poder paga-la.

pagamento cartão

E o futebol nessa história?

O cartão de crédito é um meio de pagamento muito bom quando bem utilizado, pois te permite enxergar seus gastos em um único demonstrativo (fatura), você pode acumular milhas e pontos que podem ser trocados por uma infinidade de coisas, mas pode se tornar um verdadeiro transtorno quando deixamos de pagar sua fatura ou quando a pagamos parcialmente.

No texto “Por que Montar um Orçamento Pessoal?” falo sobre a importância de as pessoas terem seu orçamento organizado para alcançar seus sonhos/objetivos e quando não acompanhamos a fatura do cartão nos tornamos verdadeiros torcedores fanáticos.

Quando a fatura vem abaixo do que esperávamos é como se fosse um gol do nosso time do coração, quando a fatura vem pouco acima é como se fosse um empate “Ah! Podia ser pior vai”, mas quando ela vem bem acima é como se levássemos uma goleada no estilo Alemanha 7 x 1 Brasil (Copa do Mundo de 2014).

palmeiras-torcida

Obs: A imagem acima representa o time de coração do autor deste texto.

Não seja um “torcedor de fatura”. Para não termos esse tipo de surpresa acompanhe de perto seu time, faça um controle dos gastos que virão em sua próxima fatura e saiba de quanto será o pagamento e se programe para ele.

O Brasil só poderá se recuperar do vexame sofrido 4 anos depois em uma próxima Copa do Mundo, será que o mesmo vai acontecer com suas finanças?

Abraços!

Lucas Madaleno

Antecipação da Restituição de Imposto de Renda

Você já declarou o Imposto de Renda (IR) ou está preenchendo sua declaração e descobriu que tem direito a receber parte do IR que foi recolhido no ano anterior. Que ótima notícia!!

E se por algum motivo você não pode ou não quer esperar para receber sua restituição e deseja antecipar, é possível? Se sim, quais os custos, quais cuidados tomar e em que situação pode ser vantajosa a antecipação?

imposto-de-renda

Sim, é possível antecipar até 100% da restituição do IR usando uma linha de crédito (empréstimo) específica para isso. Na hora da contratação o cliente deve apresentar o recibo da declaração onde consta que ele terá um valor a ser recebido e de quanto será esse valor.

Esta linha permite que o cliente receba na data atual o valor que receberia somente quando houvesse a restituição. Por essa “antecipação” o cliente pagará juros, mas por haver uma garantia vinculada ao empréstimo (restituição do IR), o banco consegue oferecer taxas mais vantajosas em relação a outras linhas de crédito (leia mais sobre a relação Custo x Garantias neste texto).

Enxergo que há apenas uma situação em que pode ser vantajosa a antecipação, quando o cliente tenha outros empréstimos em que pague juros maiores. A antecipação servirá neste caso para substituir uma dívida mais cara por uma mais barata e com um prazo mais curto para terminar (quando há o recebimento da restituição o pagamento integral do empréstimo é efetuado) já que as restituições de IR, via de regra, ocorrem no mesmo ano em que ocorrem a declaração. Exemplo: se declarei em Abril/2014 meu IR, devo receber até Dezembro/2014 a restituição.

dividas

Atenção!! Antes de ir ao seu banco buscar a antecipação de seu IR, certifique-se que está tudo correto com sua declaração, pois se ela cair na malha fina você terá que arcar com o pagamento do valor do empréstimo sem contar com a restituição e acabará contraindo uma dívida a mais.

Este texto não representa de forma alguma uma recomendação do autor para que os leitores antecipem sua restituição do IR, este é apenas um texto informativo.

Abraços!

Lucas Madaleno

Qual a Importância da Declaração de Imposto de Renda?

A partir do dia 02 de Março foi liberado o envio das declarações de ajuste anual de Imposto de Renda (IR) de pessoa física. Desse dia em diante até o final de Abril temos na internet diversos textos sobre como fazer a declaração de IR, quem está isento, como tirar as dúvidas, o que não fazer, quais os prazos etc.

Este texto foge um pouco da parte “braçal” da declaração e vai focar na importância dela para o Planejamento Financeiro de uma pessoa ou família.

leão amigo

O leão pode ser nosso amigo.

A declaração de ajuste anual do imposto de renda é o momento em que o contribuinte pode se acertar com a Receita Federal declarando o que teve de recebimentos tributáveis, ou seja, o que teve de renda no ano anterior e quais seus bens/patrimônio até o último dia do ano anterior, entre outras informações.

Quando feita corretamente essa é a demonstração mais fiel da atual situação financeira e patrimonial de um indivíduo, pois, como foi falado anteriormente, constam todos os ganhos recebidos e também a situação dos bens e aplicações. Caso essa não seja a primeira declaração da pessoa podemos inclusive fazer uma análise ano a ano de como anda o crescimento patrimonial dela, teve um aumento ou diminuição? E a composição agora tem mais investimentos ou mais bens móveis e imóveis?

size_590_pensar-dinheiro

Evite delegar para alguém o preenchimento de sua declaração, pois nesse momento em que nos deparamos com nossos ganhos e gastos muitas reflexões interessantes podem ser feitas. Não raro chego a ver muitos clientes neste momento refletirem sobre: “ganhei tanto dinheiro ano passado e não acumulei quase nada, onde será que gastei esses recursos?” e é esse tipo de pensamento que traz consciência às pessoas para começar a acompanhar seus gastos mais de perto ou repensá-los se não estiverem de acordo com seus objetivos.

Para ajuda-los a definir seus objetivos recomendo a leitura do texto sobre orçamento pessoal.

Abraços!

Lucas Madaleno

Sonhos e Dívidas

Li recentemente no livro “A Ponte e o Remador” do meu amigo e mentor Fabiano Calil que o dinheiro deve ser guardado, administrado e usado para ser um realizador de sonhos, um meio e não um final.

3POTE-DE-DINHEIRO

Comecei a pensar em alguns atendimentos que faço com famílias que possuem dívidas e é comum ouvir delas que o principal sonho hoje é sair das dívidas. Quando ouço sobre este sonho, gosto de usar uma frase: “O maior sonho de vocês hoje pode ser saírem das dívidas, mas não esqueçam que existe vida após as dívidas e ela é mais longa e mais feliz que com elas. Sonhem além das dívidas, onde querem chegar? O que querem atingir? Onde querem conhecer? Que legado querem deixar?”.

Se esse é o seu caso não deixe de sonhar, pois são esses sonhos que vão te dar força para sair das dívidas, pois, você terá um objetivo que te trará bons sentimentos para passar pelo período de privações que a saída das dívidas pode proporcionar.

felicidade2

Sonhem com detalhes, se imaginem realizando este sonho. Quando estipulamos um valor para o sonho ele vira um objetivo, quando estipulamos um prazo para atingi-lo ele vira uma meta. Ex: Querer comprar um carro é um sonho. Querer comprar um Punto azul que custa R$38.000,00 é um objetivo. Querer comprar um Punto azul que custa R$38.000,00 até 06/2016 é uma meta e sabendo qual será o destino, onde quero chegar, consigo imaginar melhor um caminho eficiente para atingir minha meta e coloca-lo em prática;

Escrevi no texto sobre Fluxo de Caixa de quem tem Dívidas que as dívidas vão se encerrando ao longo dos meses/anos e um pagamento que era feito hoje não será feito mais no mês que vem. O que fazer com esse dinheiro? Parte pode ir para adiantar outras parcelas de dívidas e ajudar no equilíbrio das finanças e parte tem que ir para a construção dos sonhos/objetivos/metas.

Não deixem de sonhar. Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Educação Financeira de Pais para Filhos

Em meus atendimentos à famílias nesses últimos 5 anos, é comum ouvir dos provedores que o maior legado que eles querem deixar para seus dependentes é a educação. Arrisco-me a dizer que existe um segundo legado que eles deixarão indiretamente para seus herdeiros: a forma como eles lidarão com dinheiro.

Ensinar com palavras e brincadeiras funciona muito bem com as crianças, mas são os exemplos que ficarão marcados. Tanto o exemplo a ser seguido como o exemplo a ser evitado.

hamburguer

Se os pais são pessoas que tem um bom controle das finanças, isso pode gerar alguns caminhos diferentes para os filhos, os mais comuns são:

  • Seguir o exemplo e ter um bom controle das finanças, pois esse é o caminho que aprenderam ser bom para eles;
  • Frustração e não ter controle nenhum de suas finanças, pois talvez com o controle das finanças dos pais vieram também algumas privações. Ex: Não comprar o brinquedo da moda igual aos dos amigos, pois não cabia no orçamento.

Você pode estar pensando: “não comprar um brinquedo não é um exemplo de privação, que criança mimada”, mas te convido a pensar quantas pessoas você conhece que em algum momento compraram determinada roupa, perfume, relógio, carro etc simplesmente para ser aceito em um grupo de amigos ou do trabalho. Com as crianças não é diferente.

celulares

O mesmo pode ser dito para o caso dos pais que tinham dívidas, isso pode gerar alguns caminhos diferentes para os filhos, os mais comuns são:

  • Seguir o exemplo e também se endividarem para formar patrimônio ou para comprar coisas, pois esse é o caminho que aprenderam com os pais e que se sentem confortáveis;
  • Seguir o caminho totalmente oposto e ter “medo” de se endividar, pois, podem ter visto que com as dívidas os pais se privaram de alguns momentos de tranquilidade para discutir as contas, noites mal dormidas pensando em como pagar o boleto do dia seguinte etc.

Agora pense na forma como seus pais (ou quem te criou e educou) lidam ou lidavam com dinheiro. Você está seguindo o mesmo exemplo ou indo para um caminho diferente? O caminho que você está pegando é o que você quer que seu filho siga?

desabafo_pai

A reflexão sobre nossas origens é um importante passo para entendermos qual caminho financeiro escolhemos seguir (consciente ou inconscientemente) e tendo consciência disto, qual caminho escolheremos daqui para frente.

Pensem nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno