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Fatura de Cartão de Crédito e o Futebol – Não Seja um Torcedor

Como você lida com seu cartão de crédito? Você é um verdadeiro torcedor de futebol de sua fatura?

Não entendeu a expressão “torcedor de futebol de fatura”? Vou explica-la no texto de hoje.

cartão de crédito

Obs: A imagem acima não representa qualquer preferência do autor do texto ao banco representado ou à bandeira do cartão.

Nos atendimentos que faço, é bastante comum ouvir expressões do tipo “meu gasto com cartão de crédito é alto”, “este mês o cartão veio mais alto que o esperado”, “passei um pouco nos gastos com cartão”.

Quando vamos a uma loja, nos são oferecidas basicamente quatro formas de pagamento: dinheiro, cartão de débito, cheque e cartão de crédito, ou seja, o cartão foi o meio de pagamento utilizado e não a despesa em si. Ficou confuso? Explico com um exemplo: fui comprar uma camisa em uma loja e paguei com o cartão de crédito, meu gasto na verdade foi com roupas/vestuário e o cartão foi o meio que escolhi para poder paga-la.

pagamento cartão

E o futebol nessa história?

O cartão de crédito é um meio de pagamento muito bom quando bem utilizado, pois te permite enxergar seus gastos em um único demonstrativo (fatura), você pode acumular milhas e pontos que podem ser trocados por uma infinidade de coisas, mas pode se tornar um verdadeiro transtorno quando deixamos de pagar sua fatura ou quando a pagamos parcialmente.

No texto “Por que Montar um Orçamento Pessoal?” falo sobre a importância de as pessoas terem seu orçamento organizado para alcançar seus sonhos/objetivos e quando não acompanhamos a fatura do cartão nos tornamos verdadeiros torcedores fanáticos.

Quando a fatura vem abaixo do que esperávamos é como se fosse um gol do nosso time do coração, quando a fatura vem pouco acima é como se fosse um empate “Ah! Podia ser pior vai”, mas quando ela vem bem acima é como se levássemos uma goleada no estilo Alemanha 7 x 1 Brasil (Copa do Mundo de 2014).

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Obs: A imagem acima representa o time de coração do autor deste texto.

Não seja um “torcedor de fatura”. Para não termos esse tipo de surpresa acompanhe de perto seu time, faça um controle dos gastos que virão em sua próxima fatura e saiba de quanto será o pagamento e se programe para ele.

O Brasil só poderá se recuperar do vexame sofrido 4 anos depois em uma próxima Copa do Mundo, será que o mesmo vai acontecer com suas finanças?

Abraços!

Lucas Madaleno

Dicas para Ter um Final de Ano de Bem com as Finanças

Recebi recentemente uma demanda da Revista IN para produzirmos uma matéria com dicas para os leitores terem um final de ano com as finanças equilibradas. Escrevo abaixo alguns trechos do material produzido:

Revista IN – Com a inflação em alta, como será o Natal dos paulistanos? Como você vê a situação econômica do país? É hora de cautela? Vê crescimento para 2015?

LM – Os maiores gastos nessa época do ano são sem dúvida com presentes, comidas típicas e bebidas (alcoólicas ou não) e a preocupação dos paulistanos deve estar voltada para a inflação dos itens citados.

Pesquise bastante antes de comprar, pois o mesmo item pode ter uma variação de preços muito grande dependendo de onde for feita a compra.

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Com relação aos presentes, a recomendação é evitar itens que sejam importados, pois com o dólar em alta agora no final do ano os produtos ficarão mais caros naturalmente.

Revista IN – Economizar é a palavra de ordem para este período? Por que? Qual a importância?

LM – Neste período de final de ano eu diria que economizar não seria a palavra ideal, mas sim controlar melhor o dinheiro para fazer bons gastos. Os apelos para o consumo nessa época do ano são muito fortes, se a pessoa não tiver uma boa noção de quanto pode gastar, a chance de desequilibrar o orçamento é alta.

Entendo que gastar menos do que se ganha deve ser encarado como um hábito para o ano todo e não somente para o final do ano. As pessoas devem se preocupar em ter uma reserva para emergências sempre disponível.

piggybank

Revista IN – Poderia citar diante do salário mínimo ou média salarial quanto investir em presentes? Como cortar gastos desnecessários? Participar ou não do amigo secreto?

LM – Não existe um padrão de quanto gastar com presentes ou gastos de final de ano como happy hour e amigos secretos, mas o que não pode acontecer é se endividar ou gastar mais do que pode para agradar aos outros.

Saiba quanto você irá receber neste final de ano, conheça seus limites de gastos e não os ultrapasse.

Nesta época muitas pessoas recebem 13º salário e férias também, o que dá a impressão de receber muito mais dinheiro, mas alguns esquecem que logo virão cobranças extras como IPVA e o IPTU e que parte desse dinheiro extra poderia ser usado para fazer frente a esses gastos e deixar o orçamento dos próximos meses mais leve.

Antes de orientar meus clientes a cortar qualquer gasto eu costumo perguntar se há alguma forma deles ganharem mais dinheiro. Todos temos talentos ou algum hobby, coisas nas quais somos bons. O desafio que faço a eles é para que descubram como transformar esse talento em dinheiro, se pode virar um segundo emprego ou um micronegócio próprio.

hobby

Revista IN – Vale a pena antecipar as compras de Natal para adquirir descontos? Ou eles só virão perto da data?

LM – Compras realizadas longe de datas comemorativas como o Natal, Dia das Crianças, Dia das Mães etc tendem a ser mais baratas, além de evitar o stress de enfrentar shoppings e lojas cheios.

Entendo que os preços atuais já estão reajustados para o Natal e bons descontos só serão possíveis depois desta data. No começo do ano os estoques que não foram vendidos precisam sair rapidamente das lojas para dar espaço para as novas coleções e tendências e os preços costumam baixar significativamente.

Mesmo com os preços já reajustados, entendo que vale a pena fazer uma boa pesquisa antes de comprar qualquer presente. Lojas online são uma ótima pedida, pois costumam ter preços menores que as lojas físicas.

ecommerce

Antecipar as compras só se houver dinheiro para isso. Nada de antecipar as compras usando o limite do cheque especial ou pagar com cartão de crédito se não tiver como pagar a fatura depois, pois, a antecipação nas compras viraria uma dívida e os preços menores conseguidos teriam que compensar os juros pagos.

Segue o link para a matéria publicada na revista.

Abraços!

Lucas Madaleno

7 Dicas para as Compras de Final de Ano e um Pensamento

As festas de final de ano estão chegando e com ele alguns gastos com presentes podem acontecer. Seja para seu filho, pai, mãe, sobrinho, primo, afilhado e talvez todos eles juntos. Nesta época é difícil não termos um gasto presenteando alguém.

Abaixo algumas dicas importantes para não entrarmos em dívidas ou complicarmos nossa situação financeira para os próximos meses:

– Procure verificar qual sua disponibilidade financeira, ou seja, quanto você tem para gastar? E como irá dividir sua disponibilidade entre as pessoas que serão presenteadas?

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– Se o presente ideal não estiver ao seu alcance financeiro, busque alternativas criativas e mais baratas;

– Se possível compre o presente alguns dias ou semanas antes do Natal, amigo secreto etc, pois os preços costumam “inflacionar” nesta época, mas se for possível compre os presentes somente depois dessa época, pois as lojas costumam entrar em liquidação no começo do ano e os preços podem ficar 50, 60 ou até 70% mais baratos;

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– Prefira pagar à vista o presente e tente conseguir um desconto para a compra;

– Se o parcelamento for inevitável, tenha certeza que a parcela irá caber em seu orçamento e não se esqueça das despesas de começo de ano que estão chegando. IPVA, IPTU, matricula escolar são alguns exemplos;

– Dependendo do presente que for comprar, lojas online costumam ter preços mais baratos que lojas físicas e mesmo entre as lojas físicas os preços variam bastante dependendo da localização da loja e do tamanho. Vale a pena pesquisar bem, seu bolso agradece;

– As famosas lembrancinhas também são uma ótima forma de gastar pouco e presentear boa parte das pessoas que são queridas a você. Seja criativo nessa hora.

Não se esqueçam que o Natal e as festas de final de ano não são feitos somente de consumo, presentear é somente uma parte desses rituais que tem um grande significado.

Nesta época as pessoas estão mais solicitas a ajudar o próximo, parece que as festas e férias chegando deixam o “coração mais leve”, ou o famoso espírito natalino. Se você puder ajudar alguém neste época, ajude! Com seu tempo, com doações, com sua companhia, com sua escuta.

O resultado desta ajuda será duradouro para quem a recebeu e fará grande diferença na vida dela.

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Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Por que Montar um Orçamento Pessoal?

Por que algumas pessoas não gostam ou não conseguem montar seu próprio orçamento pessoal ou familiar? Preguiça, medo, desconhecimento?

Preguiça – “Ah! Não tenho paciência para marcar o que eu gasto, acho isso muito chato!”

Medo – “Tenho certeza que gasto mais que ganho, se eu colocar isso em números vou tomar um susto.”

Desconhecimento – “Não sei como montar um orçamento ou Acho planilhas muito complicadas.”

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Se eu te dissesse que para realizar o seu maior sonho (ou para pagar suas dívidas) você precisaria organizar quanto você ganha e quanto/onde você gasta, você faria isso? Provavelmente sim.

Qual a diferença nessa segunda situação? Ter um objetivo!!! Na segunda situação você teria uma motivação para montar seu orçamento e essa motivação faria com que o ato de montar e acompanhar seu orçamento tivesse mais sentido do que simplesmente marcar quanto ganha e quanto gasta.

Se eu não sei onde quero chegar (minha meta ou objetivo) qualquer lugar que eu chegar pode servir e me trazer satisfação como pode não servir e me deixar frustrado. Quando temos um caminho definido nossas atitudes tendem a serem tomadas no sentido de chegar cada vez mais perto de nosso objetivo.

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E agora, onde montar seu orçamento pessoal/familiar? Preciso necessariamente montar uma planilha para acompanhar meus gastos? Não!!! Já acompanhei clientes com cadernos incríveis, extremamente organizados e com as contas em dia. O que importa menos é onde você irá fazer seu controle (cadernos, planilhas, aplicativos etc), o importante é ter algum controle e que ele seja feito no sentido de ajuda-lo a realizar seus sonhos.

Boas realizações!

Abraços!

Lucas Madaleno

Gastos de Final de Ano – O que fazer?

Final de ano se aproxima e com ele alguns gastos extras: happy hour, festas de confraternização em empresas, amigos secretos, festas de final de ano com a família e amigos, presentes de Natal (ou outra data comemorativa) entre outros.

Nesta época parece que as pessoas estão mais dispostas a consumir e a sair para compromissos sociais menos preocupadas com seus gastos, é uma época em que as pessoas estão mais “leves”.

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Diante de tantos gastos extras, como conseguir controlar os gastos e ainda assim estar presente?

O primeiro passo para sair das festas de final de ano com as contas em ordem é planejar quanto deseja gastar.

Quando nos planejamos para gastar um determinado valor estamos analisando toda a situação friamente (sem deixar as emoções virem à tona), mas quando vamos às compras o sentimento e o impulso falam mais alto e podemos gastar bem mais que o planejado e nos complicarmos financeiramente, por isso, busque não ultrapassar o valor estipulado.

Para quem tem o orçamento relativamente organizado, é possível destinar a verba de lazer do mês ou parte dela para essas confraternizações, presentes etc. Até porque esses eventos de final de ano não deixam de ser lazer.

Esta é uma época onde quem é registrado sob o regime CLT recebe o 13º salário e para alguns as férias também são recebidas. O 13º é um dinheiro extra e para quem já está com seu planejamento encaminhado, porque não gastar boa parte com lazer?

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Atenção!! Quando há o recebimento das férias, o dinheiro extra recebido é somente o 1/3 a mais. O valor recebido como férias na verdade é um adiantamento de salário, pois como no mês em que tira férias o empregado não trabalha, no mês seguinte ele também não recebe salário.

Procure ter o cuidado de poupar o valor de férias recebido (adiantamento) ou antecipe o pagamento de algumas contas se for possível, assim, no mês seguinte o impacto financeiro será menor.

Atenção!! – Parte 2: Muitas pessoas buscam deixar o dinheiro extra recebido no final de ano para fazer frente aos gastos de começo de ano (matrícula escolar, IPVA, IPTU, viagens de férias etc). Se este é o seu caso, atenção redobrada nos gastos com as comemorações!

E para quem não tem essa sobra no orçamento ou não recebe 13º, o que fazer? Busque não gastar mais do que recebeu nos meses de final de ano, se não for possível comprar algum presente ou gastar em alguma confraternização não se sinta mal por isso, melhor você estar em dia com suas contas do que ter lembranças ruins (e contas altas para pagar) desta época no começo do ano seguinte.

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As famosas lembrancinhas também são uma ótima forma de gastar pouco e presentear boa parte das pessoas que são queridas a você. Seja criativo nessa hora.

Espero ter ajudado e boas festas a vocês!

Abraços!

Lucas Madaleno

É Fácil se Perder em Compras no Exterior

Tive minha primeira experiência de viagem internacional há menos de duas semanas e confesso que passei a entender muito melhor as pessoas que gostam de fazer compras. Viajei para Orlando (Disney) nos Estados Unidos, o “paraíso das compras de roupas baratas”.

Aqui no Brasil costumamos dizer que em uma promoção tudo está pela metade do dobro, pois os preços costumam ser remarcados pouco antes de serem concedidos os descontos. Em Orlando os descontos são reais e não há letras miúdas embaixo dos anúncios, é aquilo e ponto. Detalhe: mais de 90% das lojas em que entrei tinha algum tipo de desconto de pelo menos 30% ou 40% sobre o valor da etiqueta.

Mesmo com a diferença de valor entre Real e Dólar a maioria das coisas compradas no exterior, mas principalmente em Orlando saem mais baratas que se fossem compradas no Brasil. Outro detalhe me chamou a atenção também, você compra o produto e no caixa são incluídos os impostos, ou seja, aparentemente o recolhimento dos impostos no EUA é mais transparente que aqui.

Por esses e outros motivos que eu escrevi no título que é fácil se perder em compras no exterior. Para ajuda-los a evitar alguns deslizes listo algumas dicas que acabei pondo em prática por lá e que me ajudaram a voltar de viagem com as contas equilibradas:

  • Procure sair do Brasil com uma lista de coisas que você queira ou tenha a intenção de comprar e tente se manter dentro dessa lista (uma escorregada ou outra é permitida desde que não extrapole seu orçamento). Se não for possível montar essa lista no Brasil, sem problemas, mas quando você chegar ao seu destino procure montá-la sem falta, ela será importantíssima para servir como guia para suas compras e como todo bom guia ele irá evitar que você se perca;
  • Se você for presentear uma ou mais pessoas também faça uma lista para não comprar coisas a mais ou a menos. Existem muitas lojas que possuem artigos mais baratos e com uma qualidade sensivelmente melhor que no Brasil e pelo mesmo preço daqui. Uma pesquisa será muito útil ao seu bolso;
  • Não é porque aparentemente as coisas são mais baratas que você precisa comprar tudo. Procure ver se o que você está comprando é realmente necessário, se será usado e se realmente está mais barato. Como assim? Existem alguns itens que quando convertemos os dólares em reais ficam com preços muito parecidos com os do Brasil e se você não tem a intenção de compra no Brasil por que comprará no exterior?
  • Um dos conselhos de amigos é que quando viajamos para o exterior não devemos converter os preços em dólares (ou moeda local do país onde você irá viajar) para reais por que senão não aproveitaremos. Em cotação aproximada de hoje 20 dólares representam 48 reais. Se eu não te falasse qual a moeda estou considerando, o que te parece mais vantagem: gastar 20 ou 48? Nossa percepção fica alterada com os valores aparentemente mais baixos e fica mais fácil gastar, pois os valores são “menores”. Em alguns momentos se você não quiser converter acho válido senão você passará a viagem toda como uma calculadora ambulante e não aproveitará tudo o que essa experiência tem a oferecer (as compras são detalhes na viagem), mas acho sim necessário fazer algumas conversões de vez em quando para que não percamos a referência dos 20 versus os 48. Lembrem-se: sua fatura de cartão de crédito virá em reais.

Espero que você faça uma boa viagem e que essas dicas possam te ajudar em suas compras.

Escreverei em breve um texto sobre as opções de formas de pagamento para compras no exterior, suas vantagens e desvantagens.

Abraços!

Lucas Madaleno

A Importância do Fluxo de Caixa para quem tem Dívidas

Quando temos dívidas que nos preocupam ou que representam muitas vezes nosso salário, é difícil não nos envolvermos emocionalmente com o pagamento delas. Às vezes parece que as dívidas são intermináveis e noites mal dormidas são comuns.

Boa notícia! As dívidas se encerram com o tempo e as parcelas antes pagas para zerar o débito deixam de influenciar negativamente o orçamento, ou seja, logo após o pagamento de uma determinada dívida faltará menos para seu orçamento fechar ou começará a sobrar dinheiro.

Ficou confuso? Exemplo para explicar melhor: Vamos supor que este mês você termine de pagar um empréstimo que tinha como parcela mensal o valor de R$500,00, no mês que vem os R$500,00 usados para quitar o empréstimo não estarão mais comprometidos e você poderá usar esse dinheiro com outra finalidade, seja ela pagar outra dívida ou guardar dinheiro. Ótimo não? E agora o que fazer com esse dinheiro que deixará de ser gasto?

Com o final de uma dívida entendo que celebrar essa conquista seja importante, coloque um marco para determinar o momento onde a dívida acabou.

Pense o que fazer com o dinheiro, ele servirá para te ajudar a atingir um objetivo/sonho? Ele irá te ajudar a quitar uma outra dívida? Após definir isso, ponha em prática o plano.

Cuidado! Abaixo seguem algumas atitudes comuns que prejudicam o orçamento após o pagamento de uma dívida:

  • Entrar em novas dívidas;
  • Gastar mais que o valor que deixou de ser gasto com a dívida antiga;
  • Adquirir bens que geram novos custos, por exemplo, um carro.

 

Abraços!

Lucas Madaleno

7 Dicas para as Compras do Dia das Crianças

O dia das crianças está chegando e com ele alguns gastos com presentes podem acontecer. Seja para seu filho, sobrinho, primo, afilhado, talvez todos eles juntos, mas nesta época é difícil não termos um gasto presenteando alguém.

Abaixo algumas dicas importantes para não entrarmos em dívidas ou complicarmos nossa situação financeira para os próximos meses:

– Procure verificar qual sua disponibilidade financeira, ou seja, quanto você tem para gastar? E como irá dividir sua disponibilidade entre as crianças que serão presenteadas?

– Se o presente ideal não estiver ao seu alcance financeiro, busque alternativas criativas e mais baratas. Um piquenique com as crianças em um parque com comidas que elas gostem terá muito mais valor para sua relação com elas e mostra que o consumo com altos gastos de dinheiro não é essencial para se divertir;

– Se possível compre o presente alguns dias ou semanas antes o dia das crianças, pois os preços costumam “inflacionar” nesta época. Dependendo da idade, a criança não entenderá se o presente for comprado após o dia das crianças para evitar os altos preços, por isso a recomendação é de compra antes;

– Prefira pagar à vista o presente e tente conseguir um desconto para a compra;

– Se o parcelamento for inevitável, tenha certeza que a parcela irá caber em seu orçamento e não se esqueça que novas datas comemorativas estão chegando. O final do ano está chegando (só faltam 3 meses!!) e com elas todas as comemorações típicas desta época: amigos secretos, festas da empresa, Natal, réveillon etc. Muitas compras parceladas em um período de tempo curto pode comprometer seu orçamento e te fazer entrar em dívidas;

– Dependendo do presente que for comprar, lojas online costumam ter preços mais baratos que lojas físicas e mesmo entre as lojas físicas os preços variam bastante dependendo da localização da loja e do tamanho. Vale a pena pesquisar bem, seu bolso agradece;

Agora uma dica educacional:

– Evite vincular o presente do dia das crianças a alguma coisa boa que a criança tenha feito, senão essa pode virar uma constante e tudo o que a criança fizer de positivo vai esperar uma recompensa.

Abraços!

Lucas Madaleno

Máscaras de Oxigênio e as Finanças

Você está em um avião com seu filho que ainda é um bebê em seu colo e de repente, por algum motivo, caem as máscaras de oxigênio e a tripulação orienta que os passageiros as coloquem, pois, poderá haver falta de oxigênio no avião. Em quem você coloca a máscara primeiro, em você ou em seu bebê?

Diante dessa situação a resposta que ouço com mais frequência é que devemos colocar a máscara primeiro no bebê, pois ele é indefeso e não conseguiria colocar a máscara sozinho, MAS acertadamente a recomendação das empresas de aviação é que devemos primeiro colocar a máscara em nós mesmos e depois ajudar outras pessoas.

O motivo é simples, se no meio do processo de ajudar outras pessoas você perder os sentidos, você e quem você está ajudando desmaiarão, mas se você garantir o seu oxigênio, conseguirá ajudar quem quiser, pois estará consciente para isso.

Com as finanças acontece a mesma coisa, para ajudar outras pessoas financeiramente precisamos primeiro estar com nossas contas em equilíbrio e tendo certa sobra de dinheiro, pois mesmo sem perceber as ajudas que damos a outros podem se tornar pesos em nosso orçamento e a consequência disso é que as pessoas/entidades que ajudávamos deixarão de receber nossa ajuda e nossas contas também estariam prejudicadas, ou seja, os dois “desmaiariam por estar sem oxigênio”.

Em alguns momentos, diminuir ou até mesmo cortar essa ajuda a terceiros até estabelecer o equilíbrio financeiro pode ser necessário para que no futuro essa ajuda volte e com baixo risco de ser cortada novamente.

Você prefere deixar de ajudar por um tempo com possibilidades de voltar em breve e de forma constante ou não ter mais condições de ajudar?

Com certeza ajudas a pessoas/entidades não são o único fator que desequilibram um orçamento, mas neste texto quis chamar a atenção que em alguns momentos de crise precisamos pensar antes em nós por um tempo para só depois voltar a pensar também nos outros.

Abraços!

Lucas Madaleno