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Antecipação da Restituição de Imposto de Renda

Você já declarou o Imposto de Renda (IR) ou está preenchendo sua declaração e descobriu que tem direito a receber parte do IR que foi recolhido no ano anterior. Que ótima notícia!!

E se por algum motivo você não pode ou não quer esperar para receber sua restituição e deseja antecipar, é possível? Se sim, quais os custos, quais cuidados tomar e em que situação pode ser vantajosa a antecipação?

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Sim, é possível antecipar até 100% da restituição do IR usando uma linha de crédito (empréstimo) específica para isso. Na hora da contratação o cliente deve apresentar o recibo da declaração onde consta que ele terá um valor a ser recebido e de quanto será esse valor.

Esta linha permite que o cliente receba na data atual o valor que receberia somente quando houvesse a restituição. Por essa “antecipação” o cliente pagará juros, mas por haver uma garantia vinculada ao empréstimo (restituição do IR), o banco consegue oferecer taxas mais vantajosas em relação a outras linhas de crédito (leia mais sobre a relação Custo x Garantias neste texto).

Enxergo que há apenas uma situação em que pode ser vantajosa a antecipação, quando o cliente tenha outros empréstimos em que pague juros maiores. A antecipação servirá neste caso para substituir uma dívida mais cara por uma mais barata e com um prazo mais curto para terminar (quando há o recebimento da restituição o pagamento integral do empréstimo é efetuado) já que as restituições de IR, via de regra, ocorrem no mesmo ano em que ocorrem a declaração. Exemplo: se declarei em Abril/2014 meu IR, devo receber até Dezembro/2014 a restituição.

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Atenção!! Antes de ir ao seu banco buscar a antecipação de seu IR, certifique-se que está tudo correto com sua declaração, pois se ela cair na malha fina você terá que arcar com o pagamento do valor do empréstimo sem contar com a restituição e acabará contraindo uma dívida a mais.

Este texto não representa de forma alguma uma recomendação do autor para que os leitores antecipem sua restituição do IR, este é apenas um texto informativo.

Abraços!

Lucas Madaleno

O que é o FIES?

FIES é o Fundo de Financiamento Estudantil e segundo definição do site oficial do mesmo “é um programa do Ministério da Educação (MEC) destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores presenciais não gratuitos e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.” Notem que somente podem solicitar o FIES alunos de cursos com avaliação positiva no MEC, não são todos os cursos superiores pagos que estão elegíveis a receber o financiamento.

Atualmente só podem solicitar o FIES alunos de cursos presenciais, alunos de cursos realizados na modalidade à distância ainda não estão contemplados pelo programa.

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O estudante pode solicitar que 50% a 100% do valor da mensalidade seja financiada pelo FIES. No site: http://sisfiesportal.mec.gov.br/faq.html temos algumas regras importantes sobre quem não pode contratar o FIES e as porcentagens do financiamento que podem ser solicitadas de acordo com a renda familiar e comprometimento da renda.

A contratação do FIES exige certa burocracia inicial, mas isso não significa que seja um programa de difícil acesso, pelo contrário, após essa burocracia (basicamente documentos que comprovem a existência do estudante, que ele está matriculado em um curso superior válido e fontes de renda dos familiares) a manutenção do FIES é bem simples, exigindo uma atualização semestral dos dados.

O grande atrativo do FIES é a taxa de juros cobrada neste financiamento de 3,4% ao ano, atualmente é uma taxa muito mais baixa que qualquer outra modalidade de investimento (poupança aproximadamente 6,2%, Selic 11,25%) ou empréstimo (financiamento imobiliário em média 9,5%, financiamento de carro em média 18%).

Durante o curso o estudante paga R$50,00 para abater aos poucos os juros do FIES e após se formar possui uma carência que hoje é de 18 meses até começar a quitar o saldo devedor. Essa carência é importante, pois logo após se formar talvez o estudante não tenha condições de começar a arcar com o pagamento do FIES, mas após 18 meses a probabilidade dele estar empregado e com condições melhores de remuneração é maior.

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Hoje em dia ter um curso universitário não é garantia de estabilidade financeira, mas não tê-lo diminui bastante as chances de se obter uma boa colocação, sendo assim, podemos considerar o curso universitário como um investimento em sua formação profissional.

Se o curso ideal para te ajudar a crescer profissionalmente hoje não está ao seu alcance por questões financeiras, o FIES poderia ser uma alternativa boa e barata para ajuda-lo.

Este texto não representa de forma alguma uma recomendação do autor para que os leitores busquem ou utilizem o FIES, este é apenas um texto informativo.

Abraços!

Lucas Madaleno

Empréstimo Consignado

Você sabe o que é, como funciona e quais as taxas médias cobradas para se obter um empréstimo consignado?

Empréstimo consignado é uma modalidade de crédito obtido com instituições financeiras que podem descontar a prestação do empréstimo diretamente em folha de pagamento ou benefício previdenciário após autorização expressa do cliente à esta instituição.

Dois fatos diminuem bastante o risco do não pagamento do empréstimo por parte do cliente (inadimplência): o desconto ser diretamente na folha de pagamento dá uma certa garantia à instituição que concede o empréstimo e há uma análise de crédito anterior à liberação do dinheiro (burocracia), por isso as taxas cobradas podem ser menores que em outros casos onde não existem essa garantia ou análise prévia, como por exemplo o cheque especial, empréstimo pessoal etc.

Na data de hoje, segundo site do Banco Central, as taxas entre os grandes bancos de varejo para o consignado variam entre 1,95 a 2,87% ao mês, sendo que em algumas instituições menos conhecidas a taxa pode ser ligeiramente menor que 2% podendo chegar a 6,33%. Confira a tabela no link a seguir: http://www.bcb.gov.br/pt-br/sfn/infopban/txcred/txjuros/Paginas/RelTxJuros.aspx?tipoPessoa=1&modalidade=219&encargo=101

Antes de buscar alternativas de crédito e empréstimos deve-se fazer uma análise prévia e entender o motivo da necessidade deste dinheiro, estou entrando nesta dívida por quê?

Este texto não representa de forma alguma uma recomendação do autor para que os leitores façam empréstimos consignados, este é apenas um texto informativo.

Abraços!

Lucas Madaleno