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Qual a Importância da Declaração de Imposto de Renda?

A partir do dia 02 de Março foi liberado o envio das declarações de ajuste anual de Imposto de Renda (IR) de pessoa física. Desse dia em diante até o final de Abril temos na internet diversos textos sobre como fazer a declaração de IR, quem está isento, como tirar as dúvidas, o que não fazer, quais os prazos etc.

Este texto foge um pouco da parte “braçal” da declaração e vai focar na importância dela para o Planejamento Financeiro de uma pessoa ou família.

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O leão pode ser nosso amigo.

A declaração de ajuste anual do imposto de renda é o momento em que o contribuinte pode se acertar com a Receita Federal declarando o que teve de recebimentos tributáveis, ou seja, o que teve de renda no ano anterior e quais seus bens/patrimônio até o último dia do ano anterior, entre outras informações.

Quando feita corretamente essa é a demonstração mais fiel da atual situação financeira e patrimonial de um indivíduo, pois, como foi falado anteriormente, constam todos os ganhos recebidos e também a situação dos bens e aplicações. Caso essa não seja a primeira declaração da pessoa podemos inclusive fazer uma análise ano a ano de como anda o crescimento patrimonial dela, teve um aumento ou diminuição? E a composição agora tem mais investimentos ou mais bens móveis e imóveis?

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Evite delegar para alguém o preenchimento de sua declaração, pois nesse momento em que nos deparamos com nossos ganhos e gastos muitas reflexões interessantes podem ser feitas. Não raro chego a ver muitos clientes neste momento refletirem sobre: “ganhei tanto dinheiro ano passado e não acumulei quase nada, onde será que gastei esses recursos?” e é esse tipo de pensamento que traz consciência às pessoas para começar a acompanhar seus gastos mais de perto ou repensá-los se não estiverem de acordo com seus objetivos.

Para ajuda-los a definir seus objetivos recomendo a leitura do texto sobre orçamento pessoal.

Abraços!

Lucas Madaleno

Formas de Fiança para Aluguel de Imóveis

Imagine a seguinte situação: você está em busca de um apartamento ou casa para alugar já há algum tempo, talvez há algumas semanas ou meses e de repente se vê diante do imóvel ideal para atender suas necessidades. Ótimo, não é?

Quando você está prestes a fazer uma oferta por este imóvel, são oferecidas a você 4 modalidades para garantir o pagamento do aluguel e deixar o dono do imóvel mais protegido, são elas:

  • Fiador;
  • Seguro Fiança;
  • Caução;
  • Título de Capitalização.

Você sabe o que é cada uma dessas formas de fiança? Quais as diferenças entre essas 4 formas? Prós e Contras?

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Neste texto usaremos o termo locatário para nos referir à pessoa que aluga bem imóvel de outra pessoa e o termo locador para nos referir ao dono do bem imóvel que será alugado.

Fiador – De forma resumida, o fiador é a pessoa que fica responsável pelo pagamento do seu aluguel caso você não o faça corretamente. Para ser fiador a pessoa deve possuir um imóvel na cidade onde você deseja alugar outro imóvel.

Como o risco do fiador acaba sendo alto, normalmente só aceitam serem seus fiadores pessoas próximas a você, como parentes e amigos. Para o locatário não há nenhum custo financeiro nesta modalidade.

Seguro Fiança – Nesta modalidade, o locatário contrata em uma empresa seguradora, um seguro que poderá ser acionado pelo locador caso este não receba os aluguéis na data certa.

No Brasil ainda é uma forma cara de garantir ao locador o pagamento dos aluguéis devidos, pois o valor do seguro corresponde, em média, a um mês e meio de aluguel pago a mais por ano.

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Caução e Título de Capitalização – Modalidades muito parecidas, onde o locatário deposita um X número de vezes o valor do aluguel em uma conta poupança no caso do caução ou em uma capitalização. Após o término do contrato de locação o locatário tem de volta o valor depositado. Essas duas modalidades não geram custos diretos ao locatário.

Exemplo: Se o aluguel de determinado imóvel custa R$1.000,00 o locador pode pedir que o locatário deposite o valor equivalente a 3 meses do aluguel em uma das duas modalidades acima, o que equivale a um desembolso R$3.000,00

Embora muito parecidas, essa modalidades também tem suas diferenças. Enquanto na modalidade do caução a conta poupança onde será depositado o cheque pode ser aberta em nome do locador, na capitalização o título estará em nome do locatário e terá o locador como beneficiário em caso do não pagamento do aluguel.

As duas modalidades são recebidas de formas diferentes no mercado imobiliário. Enquanto com o caução o locador normalmente pede 3 meses do aluguel como garantia, na capitalização esse desembolso pode chegar a 10 meses.

Mesmo com o dinheiro voltando ao final do contrato, ficar com 10 vezes o valor do aluguel parado em uma conta por 30 meses pode não ser vantajoso, pois os juros que incidem sobre esse valor são os mesmos de uma caderneta de poupança.

Abaixo um quadro resumo das 4 modalidades para comparação (clique na imagem abaixo para melhor visualização do quadro):

Tabela Aluguel
Abraços!

Lucas Madaleno