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Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 2

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira a Parte 1 aqui e  abaixo a Parte 2:

MF – Vale a pena pedir desconto para antecipar pagamento de matrículas e mensalidades? Considerando o valor do desconto, pode ser vantajoso adiar a pós e poupar para ter o desconto? Para poupar, qual o investimento de melhor risco do momento?

LM – Valerá a pena antecipar pagamento de matrículas e mensalidades se o desconto oferecido nesta antecipação for maior que o valor recebido em juros pelo aluno em uma aplicação.

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Exemplo: Se tivermos um curso com duração de 18 meses e valor de mensalidade de R$1.500,00 ele custará ao final R$27.000,00. Caso a instituição de ensino ofereça um desconto de 10% (R$2.700,00) para pagamento à vista esta conta só não será favorável à antecipação se o aluno conseguir uma rentabilidade mensal (com o Imposto de Renda já descontado) em seus investimentos acima de 1,042%. Hoje em dia um ótimo investimento rende algo próximo a 0,95% ao mês.

Considerando apenas o valor do desconto pode ser sim vantajoso adiar a pós, poupar e ter o desconto posteriormente, mas se considerarmos um possível aumento de renda do aluno com o início ou conclusão da pós, esta conta não será vantajosa.

Para poupar o ideal é considerar investimentos em renda fixa que não apresentem grandes oscilações como fundos DI, CDBs. No cenário atual de taxa Selic em 14,25% a poupança pode ser deixada de lado como opção. 

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MF – Caso o estudante vá fazer uma pós no exterior, onde ele deve investir para se proteger das oscilações do câmbio? Fundo cambiais?

LM – Para os recursos que o aluno irá levar para gastos pessoais como alimentação, livros, transporte, passeios etc ele poderá ir comprando aos poucos a moeda do país para não correr o risco de pagar caro ao comprar de última hora. O ideal é dividir o valor necessário pelo número de meses até a data da viagem e comprar aquela quantidade todos os meses independente se a moeda estiver mais cara ou mais barata.

Exemplo: Se o aluno for gastar 1.800 dólares e tem 18 meses até a data da viagem, ele deve comprar 100 dólares por mês (1.800/18 = 100).

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Para o curso em si, ele pode buscar empresas brasileiras que façam essa intermediação entre ele e a Universidade para “congelar” o câmbio em valores atuais e não ter surpresas ao pagar pelo curso.

Os fundos cambiais são boas formas de se proteger, porém, tem o custo da taxa de administração que precisam entrar nas contas do aluno no momento de investir, ou seja, se o fundo de Dólar ou Euro cobrar 2% de taxa de administração, saiba que seus recursos investidos serão corrigidos pelo câmbio menos 2% ao ano. Neste caso é recomendável que o aluno deposite sempre um valor a mais por mês para “compensar” a taxa de administração.

Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 1

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira abaixo a Parte 1:

MF – O que considerar na hora de escolher o curso de pós para não estourar o orçamento?

LM – Para não estourar o orçamento a pessoa deve considerar, além da mensalidade do curso, alguns custos que ela passará a ter durante a realização de uma pós. Entre os gastos temos:

– Mensalidade do curso;

– Transporte (gasolina, estacionamento, táxi ou transporte público);

– Alimentação;

– Materiais extras como cópias de textos, canetas, cadernos e lan house para quem não possui acesso à internet em casa.

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MF – Quanto da renda deverá ser destinada a esse investimento? O aluno deve buscar um financiamento se o dinheiro não der?

LM – Não existe uma porcentagem fixa ou ideal para o investimento em educação, mas o aluno deve buscar manter o valor da parcela do curso e seus custos adicionais dentro do orçamento, sem extrapolar para não contrair dívidas.

Caso haja uma promessa de seu empregador ou garantia futura de um aumento de renda com a conclusão da pós, o aluno pode sim buscar o financiamento, pois, as parcelas poderão ser pagas com esse aumento e mesmo que o aumento da renda não venha, o conhecimento adquirido na pós é do aluno e ele estará mais qualificado perante o mercado de trabalho, podendo buscar uma nova colocação se considerar adequado.

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MF – O que considerar na hora de escolher um financiamento?

LM – Alguns itens:

 Qual o prazo para pagamento do financiamento? Este item é o que mais encarece qualquer parcelamento. Quanto maior o prazo maior o pagamento de juros;

– Qual a taxa de juros cobrada no financiamento? Usualmente linhas de crédito estudantis possuem taxas de juros menores se compararmos com outros tipos de empréstimos, mas vale a pena comparar esta taxa com outras possibilidades como um empréstimo pessoal ou um consignado;

– A parcela cabe hoje no orçamento? Se não couber, o aluno poderá ter um período de carência antes de começar o pagamento, visando um possível aumento na renda com o início ou conclusão da pós? Neste item deve-se tomar muito cuidado, pois caso a parcela não caiba em seu bolso a chance é grande de iniciarmos novos endividamentos. como por exemplo. utilizar o cheque especial.

Fatura de Cartão de Crédito e o Futebol – Não Seja um Torcedor

Como você lida com seu cartão de crédito? Você é um verdadeiro torcedor de futebol de sua fatura?

Não entendeu a expressão “torcedor de futebol de fatura”? Vou explica-la no texto de hoje.

cartão de crédito

Obs: A imagem acima não representa qualquer preferência do autor do texto ao banco representado ou à bandeira do cartão.

Nos atendimentos que faço, é bastante comum ouvir expressões do tipo “meu gasto com cartão de crédito é alto”, “este mês o cartão veio mais alto que o esperado”, “passei um pouco nos gastos com cartão”.

Quando vamos a uma loja, nos são oferecidas basicamente quatro formas de pagamento: dinheiro, cartão de débito, cheque e cartão de crédito, ou seja, o cartão foi o meio de pagamento utilizado e não a despesa em si. Ficou confuso? Explico com um exemplo: fui comprar uma camisa em uma loja e paguei com o cartão de crédito, meu gasto na verdade foi com roupas/vestuário e o cartão foi o meio que escolhi para poder paga-la.

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E o futebol nessa história?

O cartão de crédito é um meio de pagamento muito bom quando bem utilizado, pois te permite enxergar seus gastos em um único demonstrativo (fatura), você pode acumular milhas e pontos que podem ser trocados por uma infinidade de coisas, mas pode se tornar um verdadeiro transtorno quando deixamos de pagar sua fatura ou quando a pagamos parcialmente.

No texto “Por que Montar um Orçamento Pessoal?” falo sobre a importância de as pessoas terem seu orçamento organizado para alcançar seus sonhos/objetivos e quando não acompanhamos a fatura do cartão nos tornamos verdadeiros torcedores fanáticos.

Quando a fatura vem abaixo do que esperávamos é como se fosse um gol do nosso time do coração, quando a fatura vem pouco acima é como se fosse um empate “Ah! Podia ser pior vai”, mas quando ela vem bem acima é como se levássemos uma goleada no estilo Alemanha 7 x 1 Brasil (Copa do Mundo de 2014).

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Obs: A imagem acima representa o time de coração do autor deste texto.

Não seja um “torcedor de fatura”. Para não termos esse tipo de surpresa acompanhe de perto seu time, faça um controle dos gastos que virão em sua próxima fatura e saiba de quanto será o pagamento e se programe para ele.

O Brasil só poderá se recuperar do vexame sofrido 4 anos depois em uma próxima Copa do Mundo, será que o mesmo vai acontecer com suas finanças?

Abraços!

Lucas Madaleno

Como suas Escolhas Afetam suas Finanças?

Você já parou para pensar sobre como suas escolhas de hoje afetarão suas finanças no futuro?

Ouvi uma vez um texto lido pelo Max Gehringer de um ouvinte chamado Sérgio, 61 anos, em que ele fala sobre ter gasto seu dinheiro com prazer ao longo da vida e hoje não ter um centavo guardado, mas ter sido feliz. O nome (perigoso em minha opinião) usado para divulgar este texto é “viver ou juntar dinheiro”.

dois caminhos

Acredito que a falta de contexto ou de uma introdução a este texto torna a interpretação dele perigosa.

O Sérgio em questão ressalta que se ele tivesse juntado dinheiro, “deixando de viver e de comprar seus cafezinhos e pizzas”, hoje ele usaria esse dinheiro para fazer tudo o que não fez, mas com mais idade.

Sérgio só esqueceu-se que a falta de planejamento dele ou de se fazer uma reserva para o futuro pode ter como consequência uma aposentadoria com restrições ou ter que trabalhar por muitos anos ainda para manter seu padrão de vida atual. Caso ele seja um profissional que ama o que faz e seu corpo e mente estejam aptos a continuar atuando, ótimo! E se a profissão dele exigir um dinamismo ou atenção que ele não consiga mais acompanhar? Como será seu futuro?

O pensamento do Sérgio poderia ter sido diferente e ele tem uma terceira opção nesta história. A terceira opção que proponho é viver e juntar dinheiro.

três caminhos

Tenho um porém para acrescentar a esta frase. Viver e juntar dinheiro, porém, juntar dinheiro pensando em diversos objetivos, coisas a serem atingidas e que façam sua vida mais completa e feliz.

No texto sobre Sonhos e Dívidas oriento que as pessoas “Sonhem com detalhes, se imaginem realizando este sonho. Quando estipulamos um valor para o sonho ele vira um objetivo, quando estipulamos um prazo para atingi-lo ele vira uma meta e sabendo qual será o destino, onde quero chegar, consigo imaginar melhor um caminho eficiente para atingir minha meta e coloca-lo em prática”.

Busque o equilíbrio que a equação a seguir propõe: C + V + P = QV (Consumir + Viver + Poupar = Qualidade de Vida).

equilibrio

Pensem nisso!

Abraço!

Lucas Madaleno

Dicas para Ter um Final de Ano de Bem com as Finanças

Recebi recentemente uma demanda da Revista IN para produzirmos uma matéria com dicas para os leitores terem um final de ano com as finanças equilibradas. Escrevo abaixo alguns trechos do material produzido:

Revista IN – Com a inflação em alta, como será o Natal dos paulistanos? Como você vê a situação econômica do país? É hora de cautela? Vê crescimento para 2015?

LM – Os maiores gastos nessa época do ano são sem dúvida com presentes, comidas típicas e bebidas (alcoólicas ou não) e a preocupação dos paulistanos deve estar voltada para a inflação dos itens citados.

Pesquise bastante antes de comprar, pois o mesmo item pode ter uma variação de preços muito grande dependendo de onde for feita a compra.

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Com relação aos presentes, a recomendação é evitar itens que sejam importados, pois com o dólar em alta agora no final do ano os produtos ficarão mais caros naturalmente.

Revista IN – Economizar é a palavra de ordem para este período? Por que? Qual a importância?

LM – Neste período de final de ano eu diria que economizar não seria a palavra ideal, mas sim controlar melhor o dinheiro para fazer bons gastos. Os apelos para o consumo nessa época do ano são muito fortes, se a pessoa não tiver uma boa noção de quanto pode gastar, a chance de desequilibrar o orçamento é alta.

Entendo que gastar menos do que se ganha deve ser encarado como um hábito para o ano todo e não somente para o final do ano. As pessoas devem se preocupar em ter uma reserva para emergências sempre disponível.

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Revista IN – Poderia citar diante do salário mínimo ou média salarial quanto investir em presentes? Como cortar gastos desnecessários? Participar ou não do amigo secreto?

LM – Não existe um padrão de quanto gastar com presentes ou gastos de final de ano como happy hour e amigos secretos, mas o que não pode acontecer é se endividar ou gastar mais do que pode para agradar aos outros.

Saiba quanto você irá receber neste final de ano, conheça seus limites de gastos e não os ultrapasse.

Nesta época muitas pessoas recebem 13º salário e férias também, o que dá a impressão de receber muito mais dinheiro, mas alguns esquecem que logo virão cobranças extras como IPVA e o IPTU e que parte desse dinheiro extra poderia ser usado para fazer frente a esses gastos e deixar o orçamento dos próximos meses mais leve.

Antes de orientar meus clientes a cortar qualquer gasto eu costumo perguntar se há alguma forma deles ganharem mais dinheiro. Todos temos talentos ou algum hobby, coisas nas quais somos bons. O desafio que faço a eles é para que descubram como transformar esse talento em dinheiro, se pode virar um segundo emprego ou um micronegócio próprio.

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Revista IN – Vale a pena antecipar as compras de Natal para adquirir descontos? Ou eles só virão perto da data?

LM – Compras realizadas longe de datas comemorativas como o Natal, Dia das Crianças, Dia das Mães etc tendem a ser mais baratas, além de evitar o stress de enfrentar shoppings e lojas cheios.

Entendo que os preços atuais já estão reajustados para o Natal e bons descontos só serão possíveis depois desta data. No começo do ano os estoques que não foram vendidos precisam sair rapidamente das lojas para dar espaço para as novas coleções e tendências e os preços costumam baixar significativamente.

Mesmo com os preços já reajustados, entendo que vale a pena fazer uma boa pesquisa antes de comprar qualquer presente. Lojas online são uma ótima pedida, pois costumam ter preços menores que as lojas físicas.

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Antecipar as compras só se houver dinheiro para isso. Nada de antecipar as compras usando o limite do cheque especial ou pagar com cartão de crédito se não tiver como pagar a fatura depois, pois, a antecipação nas compras viraria uma dívida e os preços menores conseguidos teriam que compensar os juros pagos.

Segue o link para a matéria publicada na revista.

Abraços!

Lucas Madaleno

7 Dicas para as Compras de Final de Ano e um Pensamento

As festas de final de ano estão chegando e com ele alguns gastos com presentes podem acontecer. Seja para seu filho, pai, mãe, sobrinho, primo, afilhado e talvez todos eles juntos. Nesta época é difícil não termos um gasto presenteando alguém.

Abaixo algumas dicas importantes para não entrarmos em dívidas ou complicarmos nossa situação financeira para os próximos meses:

– Procure verificar qual sua disponibilidade financeira, ou seja, quanto você tem para gastar? E como irá dividir sua disponibilidade entre as pessoas que serão presenteadas?

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– Se o presente ideal não estiver ao seu alcance financeiro, busque alternativas criativas e mais baratas;

– Se possível compre o presente alguns dias ou semanas antes do Natal, amigo secreto etc, pois os preços costumam “inflacionar” nesta época, mas se for possível compre os presentes somente depois dessa época, pois as lojas costumam entrar em liquidação no começo do ano e os preços podem ficar 50, 60 ou até 70% mais baratos;

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– Prefira pagar à vista o presente e tente conseguir um desconto para a compra;

– Se o parcelamento for inevitável, tenha certeza que a parcela irá caber em seu orçamento e não se esqueça das despesas de começo de ano que estão chegando. IPVA, IPTU, matricula escolar são alguns exemplos;

– Dependendo do presente que for comprar, lojas online costumam ter preços mais baratos que lojas físicas e mesmo entre as lojas físicas os preços variam bastante dependendo da localização da loja e do tamanho. Vale a pena pesquisar bem, seu bolso agradece;

– As famosas lembrancinhas também são uma ótima forma de gastar pouco e presentear boa parte das pessoas que são queridas a você. Seja criativo nessa hora.

Não se esqueçam que o Natal e as festas de final de ano não são feitos somente de consumo, presentear é somente uma parte desses rituais que tem um grande significado.

Nesta época as pessoas estão mais solicitas a ajudar o próximo, parece que as festas e férias chegando deixam o “coração mais leve”, ou o famoso espírito natalino. Se você puder ajudar alguém neste época, ajude! Com seu tempo, com doações, com sua companhia, com sua escuta.

O resultado desta ajuda será duradouro para quem a recebeu e fará grande diferença na vida dela.

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Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Gastos de Final de Ano – O que fazer?

Final de ano se aproxima e com ele alguns gastos extras: happy hour, festas de confraternização em empresas, amigos secretos, festas de final de ano com a família e amigos, presentes de Natal (ou outra data comemorativa) entre outros.

Nesta época parece que as pessoas estão mais dispostas a consumir e a sair para compromissos sociais menos preocupadas com seus gastos, é uma época em que as pessoas estão mais “leves”.

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Diante de tantos gastos extras, como conseguir controlar os gastos e ainda assim estar presente?

O primeiro passo para sair das festas de final de ano com as contas em ordem é planejar quanto deseja gastar.

Quando nos planejamos para gastar um determinado valor estamos analisando toda a situação friamente (sem deixar as emoções virem à tona), mas quando vamos às compras o sentimento e o impulso falam mais alto e podemos gastar bem mais que o planejado e nos complicarmos financeiramente, por isso, busque não ultrapassar o valor estipulado.

Para quem tem o orçamento relativamente organizado, é possível destinar a verba de lazer do mês ou parte dela para essas confraternizações, presentes etc. Até porque esses eventos de final de ano não deixam de ser lazer.

Esta é uma época onde quem é registrado sob o regime CLT recebe o 13º salário e para alguns as férias também são recebidas. O 13º é um dinheiro extra e para quem já está com seu planejamento encaminhado, porque não gastar boa parte com lazer?

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Atenção!! Quando há o recebimento das férias, o dinheiro extra recebido é somente o 1/3 a mais. O valor recebido como férias na verdade é um adiantamento de salário, pois como no mês em que tira férias o empregado não trabalha, no mês seguinte ele também não recebe salário.

Procure ter o cuidado de poupar o valor de férias recebido (adiantamento) ou antecipe o pagamento de algumas contas se for possível, assim, no mês seguinte o impacto financeiro será menor.

Atenção!! – Parte 2: Muitas pessoas buscam deixar o dinheiro extra recebido no final de ano para fazer frente aos gastos de começo de ano (matrícula escolar, IPVA, IPTU, viagens de férias etc). Se este é o seu caso, atenção redobrada nos gastos com as comemorações!

E para quem não tem essa sobra no orçamento ou não recebe 13º, o que fazer? Busque não gastar mais do que recebeu nos meses de final de ano, se não for possível comprar algum presente ou gastar em alguma confraternização não se sinta mal por isso, melhor você estar em dia com suas contas do que ter lembranças ruins (e contas altas para pagar) desta época no começo do ano seguinte.

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As famosas lembrancinhas também são uma ótima forma de gastar pouco e presentear boa parte das pessoas que são queridas a você. Seja criativo nessa hora.

Espero ter ajudado e boas festas a vocês!

Abraços!

Lucas Madaleno

Quanto Custa ter um Carro?

Ao adquirir um carro, imaginamos que somente gastaremos com gasolina, IPVA e o seguro, mas temos outros gastos além dos citados acima e mesmo os citados acima não estão bem definidos para quem vai comprar um automóvel.

Podemos dividir os custos do carro em:

  • Aproximadamente 4% ao ano do valor de tabela do carro, podendo ser zero se o carro tiver ano de fabricação acima de 10 anos em alguns estados podendo chegar a 20 anos em outros;
  • Aproximadamente 4% ao ano do valor de tabela do carro também, mas com variações dependendo das coberturas, do perfil do motorista, da região onde reside/trabalha, se estaciona em garagem etc;
  • Manutenção. Aproximadamente 5% ao ano do valor de tabela do carro, mas com variações dependendo das condições atuais do carro, acidentes, quantidade de quilômetros rodados etc;
  • Combustível. Gasto bastante variável e depende da quantidade de quilômetros rodados, potência do motor (normalmente quanto mais potente o motor, maior o consumo), se o caminho é feito em cidade (trânsito) ou estrada (via livre) etc;
  • Gasto bastante variável também e depende do local onde a pessoa trabalha/reside e os custos diários/mensais;
  • Custo de oportunidade. Valor que deixamos de receber em uma aplicação por comprar o carro, ou seja, o dinheiro que usamos para comprar o carro poderia estar em um investimento. Não tem uma porcentagem fixa, mas podemos considerar 6% ao ano (rendimento atual aproximado da caderneta de poupança). Obs: neste item não temos desembolso financeiro direto, mas como deixamos de receber juros vamos considerar este item como um custo do carro;
  • Depreciação. Ano a ano o carro perde valor de mercado, e embora seja um outro item em que não há desembolso financeiro direto, na hora de trocar de carro se você optar por comprar o mesmo carro algum tempo depois já tem que pagar a mais.

Se usarmos como valor base R$30.000,00 que equivale a um carro popular com certos itens de conforto, temos os seguintes valores aproximados como custo anual:

  • IPVA – R$1.200,00
  • Seguro – R$1.200,00
  • Manutenção – R$1.500,00
  • Custo de oportunidade – R$1.800,00
  • Depreciação – R$3.000,00
  • Combustível e Estacionamento – ?

Total de R$8.700,00 por ano ou R$725,00 por mês mais os valores de combustível e estacionamento. Caso o carro seja financiado, somamos a parcela ao valor projetado para os gastos mensais.

Os cálculos acima são bastante importantes para as famílias/indivíduos que estão pensando em obter seu primeiro carro e principalmente para quem está considerando adquirir seu segundo ou terceiro carro, pois dependendo da forma como este carro a mais será utilizado pode ser mais barato até mesmo fazer uso de táxi esporadicamente.

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

É Fácil se Perder em Compras no Exterior

Tive minha primeira experiência de viagem internacional há menos de duas semanas e confesso que passei a entender muito melhor as pessoas que gostam de fazer compras. Viajei para Orlando (Disney) nos Estados Unidos, o “paraíso das compras de roupas baratas”.

Aqui no Brasil costumamos dizer que em uma promoção tudo está pela metade do dobro, pois os preços costumam ser remarcados pouco antes de serem concedidos os descontos. Em Orlando os descontos são reais e não há letras miúdas embaixo dos anúncios, é aquilo e ponto. Detalhe: mais de 90% das lojas em que entrei tinha algum tipo de desconto de pelo menos 30% ou 40% sobre o valor da etiqueta.

Mesmo com a diferença de valor entre Real e Dólar a maioria das coisas compradas no exterior, mas principalmente em Orlando saem mais baratas que se fossem compradas no Brasil. Outro detalhe me chamou a atenção também, você compra o produto e no caixa são incluídos os impostos, ou seja, aparentemente o recolhimento dos impostos no EUA é mais transparente que aqui.

Por esses e outros motivos que eu escrevi no título que é fácil se perder em compras no exterior. Para ajuda-los a evitar alguns deslizes listo algumas dicas que acabei pondo em prática por lá e que me ajudaram a voltar de viagem com as contas equilibradas:

  • Procure sair do Brasil com uma lista de coisas que você queira ou tenha a intenção de comprar e tente se manter dentro dessa lista (uma escorregada ou outra é permitida desde que não extrapole seu orçamento). Se não for possível montar essa lista no Brasil, sem problemas, mas quando você chegar ao seu destino procure montá-la sem falta, ela será importantíssima para servir como guia para suas compras e como todo bom guia ele irá evitar que você se perca;
  • Se você for presentear uma ou mais pessoas também faça uma lista para não comprar coisas a mais ou a menos. Existem muitas lojas que possuem artigos mais baratos e com uma qualidade sensivelmente melhor que no Brasil e pelo mesmo preço daqui. Uma pesquisa será muito útil ao seu bolso;
  • Não é porque aparentemente as coisas são mais baratas que você precisa comprar tudo. Procure ver se o que você está comprando é realmente necessário, se será usado e se realmente está mais barato. Como assim? Existem alguns itens que quando convertemos os dólares em reais ficam com preços muito parecidos com os do Brasil e se você não tem a intenção de compra no Brasil por que comprará no exterior?
  • Um dos conselhos de amigos é que quando viajamos para o exterior não devemos converter os preços em dólares (ou moeda local do país onde você irá viajar) para reais por que senão não aproveitaremos. Em cotação aproximada de hoje 20 dólares representam 48 reais. Se eu não te falasse qual a moeda estou considerando, o que te parece mais vantagem: gastar 20 ou 48? Nossa percepção fica alterada com os valores aparentemente mais baixos e fica mais fácil gastar, pois os valores são “menores”. Em alguns momentos se você não quiser converter acho válido senão você passará a viagem toda como uma calculadora ambulante e não aproveitará tudo o que essa experiência tem a oferecer (as compras são detalhes na viagem), mas acho sim necessário fazer algumas conversões de vez em quando para que não percamos a referência dos 20 versus os 48. Lembrem-se: sua fatura de cartão de crédito virá em reais.

Espero que você faça uma boa viagem e que essas dicas possam te ajudar em suas compras.

Escreverei em breve um texto sobre as opções de formas de pagamento para compras no exterior, suas vantagens e desvantagens.

Abraços!

Lucas Madaleno

7 Dicas para as Compras do Dia das Crianças

O dia das crianças está chegando e com ele alguns gastos com presentes podem acontecer. Seja para seu filho, sobrinho, primo, afilhado, talvez todos eles juntos, mas nesta época é difícil não termos um gasto presenteando alguém.

Abaixo algumas dicas importantes para não entrarmos em dívidas ou complicarmos nossa situação financeira para os próximos meses:

– Procure verificar qual sua disponibilidade financeira, ou seja, quanto você tem para gastar? E como irá dividir sua disponibilidade entre as crianças que serão presenteadas?

– Se o presente ideal não estiver ao seu alcance financeiro, busque alternativas criativas e mais baratas. Um piquenique com as crianças em um parque com comidas que elas gostem terá muito mais valor para sua relação com elas e mostra que o consumo com altos gastos de dinheiro não é essencial para se divertir;

– Se possível compre o presente alguns dias ou semanas antes o dia das crianças, pois os preços costumam “inflacionar” nesta época. Dependendo da idade, a criança não entenderá se o presente for comprado após o dia das crianças para evitar os altos preços, por isso a recomendação é de compra antes;

– Prefira pagar à vista o presente e tente conseguir um desconto para a compra;

– Se o parcelamento for inevitável, tenha certeza que a parcela irá caber em seu orçamento e não se esqueça que novas datas comemorativas estão chegando. O final do ano está chegando (só faltam 3 meses!!) e com elas todas as comemorações típicas desta época: amigos secretos, festas da empresa, Natal, réveillon etc. Muitas compras parceladas em um período de tempo curto pode comprometer seu orçamento e te fazer entrar em dívidas;

– Dependendo do presente que for comprar, lojas online costumam ter preços mais baratos que lojas físicas e mesmo entre as lojas físicas os preços variam bastante dependendo da localização da loja e do tamanho. Vale a pena pesquisar bem, seu bolso agradece;

Agora uma dica educacional:

– Evite vincular o presente do dia das crianças a alguma coisa boa que a criança tenha feito, senão essa pode virar uma constante e tudo o que a criança fizer de positivo vai esperar uma recompensa.

Abraços!

Lucas Madaleno