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Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 2

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira a Parte 1 aqui e  abaixo a Parte 2:

MF – Vale a pena pedir desconto para antecipar pagamento de matrículas e mensalidades? Considerando o valor do desconto, pode ser vantajoso adiar a pós e poupar para ter o desconto? Para poupar, qual o investimento de melhor risco do momento?

LM – Valerá a pena antecipar pagamento de matrículas e mensalidades se o desconto oferecido nesta antecipação for maior que o valor recebido em juros pelo aluno em uma aplicação.

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Exemplo: Se tivermos um curso com duração de 18 meses e valor de mensalidade de R$1.500,00 ele custará ao final R$27.000,00. Caso a instituição de ensino ofereça um desconto de 10% (R$2.700,00) para pagamento à vista esta conta só não será favorável à antecipação se o aluno conseguir uma rentabilidade mensal (com o Imposto de Renda já descontado) em seus investimentos acima de 1,042%. Hoje em dia um ótimo investimento rende algo próximo a 0,95% ao mês.

Considerando apenas o valor do desconto pode ser sim vantajoso adiar a pós, poupar e ter o desconto posteriormente, mas se considerarmos um possível aumento de renda do aluno com o início ou conclusão da pós, esta conta não será vantajosa.

Para poupar o ideal é considerar investimentos em renda fixa que não apresentem grandes oscilações como fundos DI, CDBs. No cenário atual de taxa Selic em 14,25% a poupança pode ser deixada de lado como opção. 

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MF – Caso o estudante vá fazer uma pós no exterior, onde ele deve investir para se proteger das oscilações do câmbio? Fundo cambiais?

LM – Para os recursos que o aluno irá levar para gastos pessoais como alimentação, livros, transporte, passeios etc ele poderá ir comprando aos poucos a moeda do país para não correr o risco de pagar caro ao comprar de última hora. O ideal é dividir o valor necessário pelo número de meses até a data da viagem e comprar aquela quantidade todos os meses independente se a moeda estiver mais cara ou mais barata.

Exemplo: Se o aluno for gastar 1.800 dólares e tem 18 meses até a data da viagem, ele deve comprar 100 dólares por mês (1.800/18 = 100).

calculadora e mapa

Para o curso em si, ele pode buscar empresas brasileiras que façam essa intermediação entre ele e a Universidade para “congelar” o câmbio em valores atuais e não ter surpresas ao pagar pelo curso.

Os fundos cambiais são boas formas de se proteger, porém, tem o custo da taxa de administração que precisam entrar nas contas do aluno no momento de investir, ou seja, se o fundo de Dólar ou Euro cobrar 2% de taxa de administração, saiba que seus recursos investidos serão corrigidos pelo câmbio menos 2% ao ano. Neste caso é recomendável que o aluno deposite sempre um valor a mais por mês para “compensar” a taxa de administração.

Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 1

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira abaixo a Parte 1:

MF – O que considerar na hora de escolher o curso de pós para não estourar o orçamento?

LM – Para não estourar o orçamento a pessoa deve considerar, além da mensalidade do curso, alguns custos que ela passará a ter durante a realização de uma pós. Entre os gastos temos:

– Mensalidade do curso;

– Transporte (gasolina, estacionamento, táxi ou transporte público);

– Alimentação;

– Materiais extras como cópias de textos, canetas, cadernos e lan house para quem não possui acesso à internet em casa.

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MF – Quanto da renda deverá ser destinada a esse investimento? O aluno deve buscar um financiamento se o dinheiro não der?

LM – Não existe uma porcentagem fixa ou ideal para o investimento em educação, mas o aluno deve buscar manter o valor da parcela do curso e seus custos adicionais dentro do orçamento, sem extrapolar para não contrair dívidas.

Caso haja uma promessa de seu empregador ou garantia futura de um aumento de renda com a conclusão da pós, o aluno pode sim buscar o financiamento, pois, as parcelas poderão ser pagas com esse aumento e mesmo que o aumento da renda não venha, o conhecimento adquirido na pós é do aluno e ele estará mais qualificado perante o mercado de trabalho, podendo buscar uma nova colocação se considerar adequado.

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MF – O que considerar na hora de escolher um financiamento?

LM – Alguns itens:

 Qual o prazo para pagamento do financiamento? Este item é o que mais encarece qualquer parcelamento. Quanto maior o prazo maior o pagamento de juros;

– Qual a taxa de juros cobrada no financiamento? Usualmente linhas de crédito estudantis possuem taxas de juros menores se compararmos com outros tipos de empréstimos, mas vale a pena comparar esta taxa com outras possibilidades como um empréstimo pessoal ou um consignado;

– A parcela cabe hoje no orçamento? Se não couber, o aluno poderá ter um período de carência antes de começar o pagamento, visando um possível aumento na renda com o início ou conclusão da pós? Neste item deve-se tomar muito cuidado, pois caso a parcela não caiba em seu bolso a chance é grande de iniciarmos novos endividamentos. como por exemplo. utilizar o cheque especial.

É Fácil se Perder em Compras no Exterior

Tive minha primeira experiência de viagem internacional há menos de duas semanas e confesso que passei a entender muito melhor as pessoas que gostam de fazer compras. Viajei para Orlando (Disney) nos Estados Unidos, o “paraíso das compras de roupas baratas”.

Aqui no Brasil costumamos dizer que em uma promoção tudo está pela metade do dobro, pois os preços costumam ser remarcados pouco antes de serem concedidos os descontos. Em Orlando os descontos são reais e não há letras miúdas embaixo dos anúncios, é aquilo e ponto. Detalhe: mais de 90% das lojas em que entrei tinha algum tipo de desconto de pelo menos 30% ou 40% sobre o valor da etiqueta.

Mesmo com a diferença de valor entre Real e Dólar a maioria das coisas compradas no exterior, mas principalmente em Orlando saem mais baratas que se fossem compradas no Brasil. Outro detalhe me chamou a atenção também, você compra o produto e no caixa são incluídos os impostos, ou seja, aparentemente o recolhimento dos impostos no EUA é mais transparente que aqui.

Por esses e outros motivos que eu escrevi no título que é fácil se perder em compras no exterior. Para ajuda-los a evitar alguns deslizes listo algumas dicas que acabei pondo em prática por lá e que me ajudaram a voltar de viagem com as contas equilibradas:

  • Procure sair do Brasil com uma lista de coisas que você queira ou tenha a intenção de comprar e tente se manter dentro dessa lista (uma escorregada ou outra é permitida desde que não extrapole seu orçamento). Se não for possível montar essa lista no Brasil, sem problemas, mas quando você chegar ao seu destino procure montá-la sem falta, ela será importantíssima para servir como guia para suas compras e como todo bom guia ele irá evitar que você se perca;
  • Se você for presentear uma ou mais pessoas também faça uma lista para não comprar coisas a mais ou a menos. Existem muitas lojas que possuem artigos mais baratos e com uma qualidade sensivelmente melhor que no Brasil e pelo mesmo preço daqui. Uma pesquisa será muito útil ao seu bolso;
  • Não é porque aparentemente as coisas são mais baratas que você precisa comprar tudo. Procure ver se o que você está comprando é realmente necessário, se será usado e se realmente está mais barato. Como assim? Existem alguns itens que quando convertemos os dólares em reais ficam com preços muito parecidos com os do Brasil e se você não tem a intenção de compra no Brasil por que comprará no exterior?
  • Um dos conselhos de amigos é que quando viajamos para o exterior não devemos converter os preços em dólares (ou moeda local do país onde você irá viajar) para reais por que senão não aproveitaremos. Em cotação aproximada de hoje 20 dólares representam 48 reais. Se eu não te falasse qual a moeda estou considerando, o que te parece mais vantagem: gastar 20 ou 48? Nossa percepção fica alterada com os valores aparentemente mais baixos e fica mais fácil gastar, pois os valores são “menores”. Em alguns momentos se você não quiser converter acho válido senão você passará a viagem toda como uma calculadora ambulante e não aproveitará tudo o que essa experiência tem a oferecer (as compras são detalhes na viagem), mas acho sim necessário fazer algumas conversões de vez em quando para que não percamos a referência dos 20 versus os 48. Lembrem-se: sua fatura de cartão de crédito virá em reais.

Espero que você faça uma boa viagem e que essas dicas possam te ajudar em suas compras.

Escreverei em breve um texto sobre as opções de formas de pagamento para compras no exterior, suas vantagens e desvantagens.

Abraços!

Lucas Madaleno