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Resolvi Parar de Trabalhar para Cuidar do Meu Filho

Ouvi essa frase de algumas famílias que optaram por um dos cônjuges parar de trabalhar para se dedicar à educação e cuidado do(s) filho(s).

A justificativa encontrada com mais frequência por mim é que o valor pago para uma escola de tempo integral ou para uma pessoa tomar conta do(s) filho(s) seria praticamente equivalente ao salário da pessoa que parou de trabalhar e que não compensava financeiramente esta pessoa continuar trabalhando. Será que a parte financeira é o único ponto a ser considerado neste momento de decisão?

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Se o principal argumento é o financeiro vamos fazer algumas contas para ver se ele faz sentido.

Vamos supor que o valor pago para essa pessoa que irá cuidar da(s) criança(s) seja de R$1.000,00 e que o salário da pessoa que parou de trabalhar era de R$1.100,00. Hoje a diferença é de apenas R$100,00 (1.100 – 1.000 = 100). Realmente “talvez” não compensasse a pessoa continuar trabalhando frente a essa diferença de renda se compararmos os benefícios que o(s) filho(s) terá(ão) ao ter o pai ou mãe mais próximo em seus primeiros anos, mas vamos continuar com os cálculos.

Ao considerarmos um reajuste anual nos dois salários de 8% ao ano, ao final de 5 anos essa diferença passa a ser de R$146,93 ou 46,93% a mais. Isso sem contar possíveis aumentos por méritos ou promoções da pessoa e possíveis aumentos acima da inflação da mensalidade escolar ou salário de quem cuida da(s) criança(s).

O argumento financeiro pode até fazer sentido neste momento, mas existem as variáveis de aumentos por mérito/evolução na carreira que não temos como mensurar.

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Além da parte financeira, ouço também que “não tem preço” o fato do pai ou da mãe poder se dedicar mais aos cuidados e à educação do(s) filho(s). Essa é sem dúvida uma justificativa muito importante e não financeira, não tenho como medi-la ou pesa-la.

Para quem está neste momento de decisão sobre parar ou não para cuidar do(s) filho(s), que outros pontos podem ser considerados além das finanças?

Recolocação – Qual seria o tempo estimado para essa pessoa se recolocar no mercado de trabalho quando quiser/precisar voltar à ativa? Será que após a recolocação o salário/remuneração será equivalente ao que ela recebia antes dessa pausa? Essa pessoa conseguirá se atualizar suficientemente para obter um bom cargo ou o mesmo cargo em sua volta?

Carreira – Antes de parar de trabalhar essa pessoa fez escolhas de carreira, estudou, se dedicou e agora estará deixando essas escolhas de lado. Essa pausa não estava prevista e pode ser prejudicial para seus planos iniciais.

Recolocação 2 – Caso a pessoa opte por empreender em sua volta à ativa por entender que seja uma recolocação mais “fácil”, uma vez que não depende de um empregador, quais os riscos? Renda incerta, momento de mercado etc.

recolocação

Existe certo e errado? Posso ser julgado(a) por parar de trabalhar ou por não parar?

A resposta é um sonoro NÃO! Cada casal deve pesar os argumentos acima e decidir com base em seus valores pessoais o que fará mais sentido, mas a decisão, neste caso, não deveria ser somente financeira como eu tenho visto e ouvido.

Pense nisso!

Abraços!

Apresentação Lucas Madaleno

Nos Endividamos pelo Salário Bruto, mas Pagamos com o Salário Líquido

Você já deve ter ouvido em alguma instituição financeira que o máximo permitido para que uma pessoa se endivide com, por exemplo, um financiamento imobiliário é de 30% de seu salário. O que normalmente não é explicado é que essa porcentagem acaba sendo, na prática, maior que 30. Por que isso acontece?

O salário que é considerado em análises de crédito é o bruto e o pagamento das parcelas acaba ocorrendo pelo salário líquido.

Salário bruto é aquele registrado em carteira de trabalho, é o seu salário integral, ainda sem nenhum tipo de desconto. Exemplo: recebi uma proposta para receber R$4.000,00 registrados em carteira de trabalho, esses R$4.000,00 são seu salário bruto.

Salário líquido é aquele valor no qual já foram descontados os impostos e contribuições devidos, como por exemplo, o INSS, o Imposto de Renda, a contribuição sindical ou assistencial entre outros. Exemplo: para o mesmo salário de R$4.000,00, segundo o site Calculador, o valor a ser recebido já descontados os impostos seria de R$3.380,80.

cálculo salário

Clique na imagem para amplia-la. Fonte: Calculador

Quando uma pessoa vai a uma instituição buscando um financiamento o cálculo feito é que a parcela máxima que a pessoa pode pagar é de 30% de R$4.000,00, ou seja, R$1.200,00, mas como o valor que efetivamente a pessoa recebe é de R$3.380,80 esses R$1.200,00 representam aproximadamente 35,5% do salário líquido.  35,5% = (1200 / 3380,80) x 100.

O endividamento é de aparentemente 30%, mas acaba sendo efetivamente de 35,5%.

Se fossemos considerar apenas o salário líquido a parcela máxima a ser assumida, neste caso, poderia ser de R$1.014,24. R$1.014,24 = 30% x 3.380,80.

Assumir uma dívida extensa como um financiamento imobiliário, que pode chegar a 35 anos, sem ter esses números claros pode ser realmente perigoso. Eu acredito estar pagando um tanto do meu salário quando na verdade estou comprometendo mais do que parece.

financiamento imobiliário

Essa diferenciação entre porcentagens de salário bruto e líquido não envolve só a parte de financiamentos. Você já ouviu algum consultor financeiro dizendo para as pessoas guardarem 10% de suas rendas? E aí, você deve guardar 10% do salário bruto ou líquido?

E no caso de contribuições que fazemos em prol de instituições de caridade, igrejas, templos etc. Devemos considerar o salário bruto ou o líquido para calcular essa contribuição?

Minha recomendação é que você utilize o valor que efetivamente entra em sua conta para não acreditar que esteja contribuindo ou pagando menos do que realmente está. Suas finanças agradecem.

Abraços!

Lucas Madaleno

Qual o melhor dia da semana para acompanhar suas finanças?

Não vou mentir para você, montar um orçamento pessoal ou familiar ou atualizá-lo não é a coisa mais legal do mundo para quem faz e não é porque trabalho com planejamento financeiro pessoal que vou dizer o contrário e tentar te convencer que isso é divertido. Fazer um controle de suas contas normalmente não é legal, mas é necessário. Necessário por quê?

Necessário para que possamos ter uma visão mais clara de como estão nossas contas, se estamos gastando com o que realmente é importante para nós, se estamos gastando mais que ganhamos e precisamos fazer alguns ajustes ou se temos uma sobra para investir em outros objetivos.

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Já que acompanhar as contas não é a coisa mais legal do mundo, precisamos ter certo cuidado com o dia da semana em que faremos esse acompanhamento, concorda? Dependendo de nosso humor no dia o orçamento pode cair como uma bomba.

Pensando nisso montei a relação abaixo para ajuda-lo a planejar qual o melhor dia da semana para você fazer seu acompanhamento financeiro. Na relação vou usar três cores:

Vermelho – Não recomendo este dia / Amarelo – Recomendo com restrições / Verde – Aproveite este dia e faça seu orçamento!

Domingo – Síndrome do Fantástico. Muitas pessoas ouvem a música do programa e ficam muito tristes com o começo da semana e com a volta à rotina de trabalho, recomendo fortemente não fazer o orçamento neste dia;

Segunda-feira – Início da semana, “ranço” do final de semana, costuma ser um dia arrastado para a maioria das pessoas. Não recomendo que este dia seja escolhido para realizar o controle de suas finanças;

Terçafeira – Dia neutro e interessante para alguns, mas ainda próximo à segunda-feira para outros. Se você não se incomodar com essa proximidade, a terça é um dia bem tranquilo para atualizar seu controle financeiro;

Quarta-feira – Dia ideal para alguns. O meio da semana seria um excelente dia para todos fazermos nosso orçamento, porém, também é conhecido como a noite do futebol brasileiro na televisão e para quem torce e gosta de futebol não recomendo fazer seu orçamento neste dia, principalmente se seu time estiver próximo à zona de rebaixamento;

Quinta-feira – Para mim, o melhor dia da semana para montar, atualizar e acompanhar suas finanças. É um dia próximo ao final da semana (vamos atualizar as contas para saber quanto posso gastar no happy hour de sexta? Ou na balada do sábado?), longe da segunda-feira, o futebol já passou e você já sabe se seu time foi bem ou mal. Recomendo fortemente usar a quinta-feira com esse propósito;

Sexta-feira – Você começa a entrar em outro ritmo, é um dia em que o descanso semanal se aproxima para alguns, happy hours são marcados. Não recomendo a sexta;

Sábado – Início do descanso semanal para muitos, dia de por algumas pendências em ordem para outros, dia de curtir a ressaca de sexta. Não vejo muito sentido em fazer o controle neste dia, mas para algumas pessoas acaba sendo um dia interessante para isso, pois acabam tendo o domingo para descansar;

E aí, qual seu dia “preferido” para atualizar suas finanças?

Abraços!

Lucas Madaleno

IPTU e IPVA – Como se Planejar para os Pagamentos deles?

Você sabia que somente algumas pessoas são sorteadas para pagar o IPTU (imóveis) e o IPVA (veículos) anualmente? É isso mesmo, nem todos são obrigados a pagar esses impostos, você sabia disso? Se você recebe todos os anos essas cobranças deve estar se sentindo a pessoa mais azarada do mundo.

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Como você deve ter percebido as informações acima não são verdadeiras. Todos que possuem ou alugam um imóvel devem pagar o IPTU e todos que possuem um automóvel devem pagar o IPVA. Estes impostos são pagos anualmente e a cobrança normalmente vem no começo do ano.

Mas se esses impostos são obrigatórios e sabemos que todo ano teremos que pagá-los, porque sempre nos desorganizamos financeiramente quando eles chegam? Os valores do IPVA e IPTU normalmente variam muito pouco de um ano para outro, podemos ter uma ideia muito próxima do que teremos que pagar no ano seguinte com base no imposto do ano atual.

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Se conseguimos ter uma ideia do valor a ser pago, temos como nos preparar para não nos desorganizarmos todo começo de ano? Sim!!!! Com base no valor do imposto atual podemos dividi-lo por 12 e guardar essa parcela mensalmente por um ano, recebendo juros sobre o investimento e no ano seguinte teremos um valor muito próximo ao que iremos pagar (se mantivermos o mesmo bem ou se comprarmos um com valor muito próximo). O valor dos impostos podem ser um pouco maiores ou menores, mas com a estratégia acima podemos pagar o imposto à vista com desconto e o impacto financeiro será muito menor.

Exemplo: IPTU de R$1.200,00, dividindo este valor por 12 temos uma parcela mensal de R$100,00. Guardando este valor na caderneta de poupança (0,5% ao mês de juros) teremos aproximadamente R$1.233,55.

E aí, hoje é possível para você fazer essa poupança mensal? Ainda este mês postarei algumas informações para ajudá-lo a escolher a melhor forma de pagar o IPVA e o IPTU, à vista ou parcelado?

Abraços!

Lucas Madaleno

Por que Montar um Orçamento Pessoal?

Por que algumas pessoas não gostam ou não conseguem montar seu próprio orçamento pessoal ou familiar? Preguiça, medo, desconhecimento?

Preguiça – “Ah! Não tenho paciência para marcar o que eu gasto, acho isso muito chato!”

Medo – “Tenho certeza que gasto mais que ganho, se eu colocar isso em números vou tomar um susto.”

Desconhecimento – “Não sei como montar um orçamento ou Acho planilhas muito complicadas.”

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Se eu te dissesse que para realizar o seu maior sonho (ou para pagar suas dívidas) você precisaria organizar quanto você ganha e quanto/onde você gasta, você faria isso? Provavelmente sim.

Qual a diferença nessa segunda situação? Ter um objetivo!!! Na segunda situação você teria uma motivação para montar seu orçamento e essa motivação faria com que o ato de montar e acompanhar seu orçamento tivesse mais sentido do que simplesmente marcar quanto ganha e quanto gasta.

Se eu não sei onde quero chegar (minha meta ou objetivo) qualquer lugar que eu chegar pode servir e me trazer satisfação como pode não servir e me deixar frustrado. Quando temos um caminho definido nossas atitudes tendem a serem tomadas no sentido de chegar cada vez mais perto de nosso objetivo.

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E agora, onde montar seu orçamento pessoal/familiar? Preciso necessariamente montar uma planilha para acompanhar meus gastos? Não!!! Já acompanhei clientes com cadernos incríveis, extremamente organizados e com as contas em dia. O que importa menos é onde você irá fazer seu controle (cadernos, planilhas, aplicativos etc), o importante é ter algum controle e que ele seja feito no sentido de ajuda-lo a realizar seus sonhos.

Boas realizações!

Abraços!

Lucas Madaleno

Quanto Custa ter um Carro?

Ao adquirir um carro, imaginamos que somente gastaremos com gasolina, IPVA e o seguro, mas temos outros gastos além dos citados acima e mesmo os citados acima não estão bem definidos para quem vai comprar um automóvel.

Podemos dividir os custos do carro em:

  • Aproximadamente 4% ao ano do valor de tabela do carro, podendo ser zero se o carro tiver ano de fabricação acima de 10 anos em alguns estados podendo chegar a 20 anos em outros;
  • Aproximadamente 4% ao ano do valor de tabela do carro também, mas com variações dependendo das coberturas, do perfil do motorista, da região onde reside/trabalha, se estaciona em garagem etc;
  • Manutenção. Aproximadamente 5% ao ano do valor de tabela do carro, mas com variações dependendo das condições atuais do carro, acidentes, quantidade de quilômetros rodados etc;
  • Combustível. Gasto bastante variável e depende da quantidade de quilômetros rodados, potência do motor (normalmente quanto mais potente o motor, maior o consumo), se o caminho é feito em cidade (trânsito) ou estrada (via livre) etc;
  • Gasto bastante variável também e depende do local onde a pessoa trabalha/reside e os custos diários/mensais;
  • Custo de oportunidade. Valor que deixamos de receber em uma aplicação por comprar o carro, ou seja, o dinheiro que usamos para comprar o carro poderia estar em um investimento. Não tem uma porcentagem fixa, mas podemos considerar 6% ao ano (rendimento atual aproximado da caderneta de poupança). Obs: neste item não temos desembolso financeiro direto, mas como deixamos de receber juros vamos considerar este item como um custo do carro;
  • Depreciação. Ano a ano o carro perde valor de mercado, e embora seja um outro item em que não há desembolso financeiro direto, na hora de trocar de carro se você optar por comprar o mesmo carro algum tempo depois já tem que pagar a mais.

Se usarmos como valor base R$30.000,00 que equivale a um carro popular com certos itens de conforto, temos os seguintes valores aproximados como custo anual:

  • IPVA – R$1.200,00
  • Seguro – R$1.200,00
  • Manutenção – R$1.500,00
  • Custo de oportunidade – R$1.800,00
  • Depreciação – R$3.000,00
  • Combustível e Estacionamento – ?

Total de R$8.700,00 por ano ou R$725,00 por mês mais os valores de combustível e estacionamento. Caso o carro seja financiado, somamos a parcela ao valor projetado para os gastos mensais.

Os cálculos acima são bastante importantes para as famílias/indivíduos que estão pensando em obter seu primeiro carro e principalmente para quem está considerando adquirir seu segundo ou terceiro carro, pois dependendo da forma como este carro a mais será utilizado pode ser mais barato até mesmo fazer uso de táxi esporadicamente.

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

FGTS

Você como funciona o cálculo do FGTS, para que ele serve e como pode ser usado?

O FGTS, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, foi criado em 13 de Setembro de 1966 com o intuito de proteger o empregado em caso de demissão. Os empregadores são obrigados a provisionar 8% do salário bruto do empregado mensalmente em uma conta na Caixa Econômica Federal (CEF) em nome do trabalhador. O saldo desta conta é corrigido por uma taxa de 3% ao ano mais TR (taxa referencial).

Levando em conta os 8% citados anteriormente vezes 13,3 meses (1 ano mais 13º salário mais adicional de férias) chegamos ao valor de 106,4%, ou seja, para facilitar os cálculos podemos supor que a cada ano trabalhado o trabalhador terá aproximadamente mais um mês de seu salário em sua conta de FGTS.

O FGTS é uma “poupança” a que todo empregado CLT tem direito, mesmo que ele não poupe nada diretamente, seu empregador “poupa” 8% de seu salário bruto em seu nome. Há algumas formas de se ter acesso ao saldo do FGTS, entendo que temos 3 principais:

– Quando se aposentar o empregado tem direito a sacar todo saldo do FGTS;

– Compra de imóvel respeitando algumas restrições, tais como: ser um imóvel com valor que pode ser financiado pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) que hoje está em R$750.000,00, ter mais de 3 anos de conta de FGTS, não ter outro imóvel no município onde pretende comprar, não ter financiamento ativo no SFH e trabalhar ou morar no município onde pretende comprar o imóvel usando o FGTS. Obs: após a compra o saldo de FGTS pode ser usado para amortizar o financiamento. Obs 2: o saldo de FGTS pode ser usado para dar ou compor lance em consórcio imobiliário.

– Em caso de demissão por parte do empregador sem justa causa. Neste caso o empregado somente poderá sacar o FGTS referente ao que foi recolhido pela empresa de onde ele saiu acrescido de uma multa indenizatória de 40% sobre o saldo.

E ainda temos uma outra utilização que é quando o empregado tem uma doença grave ou em estado terminal.

Espero que o texto tenha ajudado a entender melhor como funciona o FGTS, qualquer dúvida me escrevam no lucas@lmfinancaspessoais.com.br

Abraços!

Lucas Madaleno

Patrimônio Esperado

Você já sentiu falta de uma referência para saber como está caminhando com suas finanças? Por exemplo, será que tenho um patrimônio maior ou menor que pessoas da minha idade? Guardo pouco dinheiro e deveria guardar mais ou estou no caminho certo?

Nas finanças temos alguns indicadores que mostram se estamos no caminho para chegar a uma vida mais tranquila ou com menos preocupações (financeiramente falando). Hoje irei escrever sobre o indicador de Patrimônio Esperado (PE).

O PE mostra, como o nome diz, se a pessoa tem atualmente o patrimônio que se espera considerando a renda anual e a idade dela. A fórmula é a seguinte:

PE = RA x i x 10%

PE é o patrimônio esperado, RA é a renda anual da pessoa e i é a idade atual. Com a fórmula acima queremos analisar se a pessoa conseguiu juntar ao longo da vida 10% (10% é um número considerado o mínimo para que a pessoa consiga formar seu patrimônio) de sua renda anualmente. Reparem que não analisamos a renda mensal, mas a anual, incluindo algumas bonificações, 13º salário, férias etc.

Exemplo: Miguel tem 30 anos e recebe mensalmente 3.000,00, ele é contratado em regime CLT (carteira assinada) e possui um bônus de aproximadamente 1.000 todos os anos. O PE do Miguel é de 40.900 (3.000 vezes 13 salário mais um terço de férias mais 1.000 de bônus) x 30 x 10% = 122.700.

Este número é a referência que Miguel pode seguir para verificar se está no caminho para formar seu patrimônio.

Caso a remuneração tenha sido recentemente conquistada (promoção, bônus acima do esperado etc) o PE estará maior.

Vamos supor que o Miguel tenha o seu patrimônio atual menor que o PE, como fazer para recuperar a diferença? Poupando mais que 10% da renda anual, pois assim ele estará diminuindo a diferença e chegando cada vez mais perto do PE e quem sabe até ultrapassando-o.

Este texto exemplifica uma análise que pode ser feita com base em números “frios”, planejamento financeiro é muito mais que só números, envolve a história da pessoa, seus desejos e sonhos, as pessoas com quem se relaciona entre outros fatores.

Abraços!

Lucas Madaleno