Empréstimo Familiar – Que cuidados tomar?

Você está com dívidas e tem pensado em pedir um empréstimo para um parente seu? Quais as vantagens e desvantagens e quais cuidados vocês devem tomar?

Diferentemente da outras linhas de crédito como empréstimos pessoais, financiamentos, cheque especial etc esse tipo de empréstimo não possui regras definidas, é um empréstimo informal que beira a ajuda ou doação em alguns casos.

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Pedir um empréstimo a algum parente é sem dúvida um passo corajoso e, em alguns casos, um passo desesperado. Avalie o motivo de estar solicitando a ele esse empréstimo e não ao seu banco: as linhas de crédito no banco se esgotaram (em outras palavras, você está sem crédito “na praça”)? Os juros com esse parente são mais baixos?

Enxergo algumas vantagens em empréstimos familiares: comparado a maioria das linhas de crédito, as taxas de juros cobradas costumam ser bem menores e em alguns casos até não existem. Os prazos costumam ser mais flexíveis e em alguns casos o famoso “pague quando você puder” entra em jogo (não recomendo essa falta de prazo).

As desvantagens ficam mais no âmbito do relacionamento entre quem pede e quem empresta. Será que a relação de vocês irá mudar? Será que toda vez que se encontrarem em festas da família vocês irão se sentir desconfortáveis? Para evitar esses possíveis desconfortos listo abaixo alguns cuidados a serem tomados:

  • Quem pede emprestado deve sugerir a emissão de uma nota promissória. Hoje em dia é simples de se fazer e equivale a uma confissão formal da dívida;
  • Vocês devem definir datas de pagamento e juros. Na própria promissória pode-se descrever em qual dia do mês serão pagas as parcelas e quanto de juros incidirá sobre o valor emprestado.

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Para quem foi abordado por um parente e não sabe como agir, entender o motivo pelo qual ele está pedindo ajuda é um bom começo para avaliar se deve ou não emprestar o dinheiro e quais seus riscos de não receber o dinheiro. Se você achar que o risco é alto e mesmo assim quiser ajudar, sugiro que faça uma doação para quem te pediu, assim, a relação é preservada.

Se você puder e quiser ajudar de outra forma seu familiar a sair da dívida, pode conversar com ele, buscar orientação de um profissional e ajudá-la. Será mais vantajoso “ensinar a pessoa a pescar do que dar o peixe a ela”.

Abraços!

Lucas Madaleno