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Não cometa essa loucura com seu planejamento financeiro pessoal

Einstein e o Planejamento Financeiro Pessoal

 

14 Mar 1951, Princeton, New Jersey, USA --- Albert Einstein sticks out his tongue when asked by photographers to smile on the occasion of his 72nd birthday on March 14, 1951. --- Image by © Bettmann/CORBIS
14 Mar 1951, Princeton, New Jersey, USA — Albert Einstein sticks out his tongue when asked by photographers to smile on the occasion of his 72nd birthday on March 14, 1951. — Image by © Bettmann/CORBIS

Você sabe qual é a definição de loucura segundo Albert Einstein? A frase atribuída a ele é: “Loucura é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

Note como essa frase é profunda, faz muito sentido e parece até óbvia. Se fizermos sempre a mesma coisa, o resultado será sempre igual, certo?

Sabendo disso, vamos analisar dois aspectos da sua vida financeira:

1. Você está satisfeito com seu planejamento financeiro pessoal?

Encontrar alguém que esteja satisfeito com sua vida financeira é difícil, então vou assumir que você não está 100% satisfeito e que alguma mudança poderia ser feita.

O primeiro passo é identificar o que não te deixa satisfeito com suas finanças. Temos alguns exemplos abaixo, veja se você se encaixa em algum deles:

4 exemplos de insatisfação com as finanças pessoais:

  • Você possui dívidas que não consegue quitar;
  • Você não consegue poupar o valor que gostaria ou precisaria para atingir um objetivo;
  • Não sobra dinheiro no final do mês;
  • Seus investimentos não rendem o que você gostaria.

Conseguiu se identificar em algumas das situações acima? Em caso positivo, o que você está fazendo para mudar?
O segundo aspecto de sua vida financeira é:

2. Qual o caminho você está seguindo com ela?

De nada adianta identificar que você não está satisfeito com sua vida financeira se você não fizer nada a respeito. Seguir sempre o mesmo caminho levará você sempre aos mesmos destinos.

Para ajudá-lo a buscar caminhos diferentes, vou listar abaixo algumas situações que você pode mudar para encontrar uma nova trilha para o seu planejamento financeiro pessoal:

3 exemplos de situações que podem ser mudadas no seu planejamento financeiro:

Se todos os meses você tenta poupar somente o dinheiro que sobra no final do mês, saiba que esse dinheiro nunca vai sobrar e se sobrar não será o valor que você gostaria.

Assim que você receber sua renda, guarde o valor que você precisa para atingir seus objetivos e busque gastar somente o que sobrar.

Somente pegue um empréstimo para quitar outro empréstimo se você realmente conseguir pagar a nova parcela. Se essa parcela não couber em seu orçamento sabe o que acontecerá? Você irá pagar o novo empréstimo com o cheque especial, ficará negativo, os juros cobrados serão bem altos e sua situação de endividamento continuará igual ou ficará pior.

Na hora de analisar o novo empréstimo a ser pego, atente-se às taxas de juros cobradas e ao número de parcelas. Pegar empréstimos com taxas de juros cada vez maiores tende a te deixar na mesma trilha financeira.

Na média, sobra salário no final do mês ou sobra mês quando termina o salário?

Se todos os meses ou na maioria deles, sobrar mês no final do salário você precisa tomar um caminho diferente. O primeiro passo é montar seu orçamento pessoal ou familiar e analisar onde você está gastando mais. Quais os 5 principais itens? Eles podem ser diminuídos?

Caso não dê para diminuir nenhum gasto, você precisará buscar fontes de rendas extras para complementar seu dinheiro do mês e as contas fecharem. O site do MEI – Microempreendedor Individual, pode ser uma boa fonte de inspiração para buscar uma nova fonte de renda: http://www.portaldoempreendedor.gov.br/mei-microempreendedor-individual/atividades-permitidas

Não cometa a loucura de não mudar

Lembre-se da frase do Einstein: “Loucura é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”, inspire-se nessa frase e avalie o caminho que você está trilhando com o seu planejamento financeiro pessoal. Se você está cansado de como anda sua vida financeira faça algo para mudá-la.

Pense nisso!

Abraços,
Lucas Madaleno

Resolvi Parar de Trabalhar para Cuidar do Meu Filho

Ouvi essa frase de algumas famílias que optaram por um dos cônjuges parar de trabalhar para se dedicar à educação e cuidado do(s) filho(s).

A justificativa encontrada com mais frequência por mim é que o valor pago para uma escola de tempo integral ou para uma pessoa tomar conta do(s) filho(s) seria praticamente equivalente ao salário da pessoa que parou de trabalhar e que não compensava financeiramente esta pessoa continuar trabalhando. Será que a parte financeira é o único ponto a ser considerado neste momento de decisão?

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Se o principal argumento é o financeiro vamos fazer algumas contas para ver se ele faz sentido.

Vamos supor que o valor pago para essa pessoa que irá cuidar da(s) criança(s) seja de R$1.000,00 e que o salário da pessoa que parou de trabalhar era de R$1.100,00. Hoje a diferença é de apenas R$100,00 (1.100 – 1.000 = 100). Realmente “talvez” não compensasse a pessoa continuar trabalhando frente a essa diferença de renda se compararmos os benefícios que o(s) filho(s) terá(ão) ao ter o pai ou mãe mais próximo em seus primeiros anos, mas vamos continuar com os cálculos.

Ao considerarmos um reajuste anual nos dois salários de 8% ao ano, ao final de 5 anos essa diferença passa a ser de R$146,93 ou 46,93% a mais. Isso sem contar possíveis aumentos por méritos ou promoções da pessoa e possíveis aumentos acima da inflação da mensalidade escolar ou salário de quem cuida da(s) criança(s).

O argumento financeiro pode até fazer sentido neste momento, mas existem as variáveis de aumentos por mérito/evolução na carreira que não temos como mensurar.

Rising Coins

Além da parte financeira, ouço também que “não tem preço” o fato do pai ou da mãe poder se dedicar mais aos cuidados e à educação do(s) filho(s). Essa é sem dúvida uma justificativa muito importante e não financeira, não tenho como medi-la ou pesa-la.

Para quem está neste momento de decisão sobre parar ou não para cuidar do(s) filho(s), que outros pontos podem ser considerados além das finanças?

Recolocação – Qual seria o tempo estimado para essa pessoa se recolocar no mercado de trabalho quando quiser/precisar voltar à ativa? Será que após a recolocação o salário/remuneração será equivalente ao que ela recebia antes dessa pausa? Essa pessoa conseguirá se atualizar suficientemente para obter um bom cargo ou o mesmo cargo em sua volta?

Carreira – Antes de parar de trabalhar essa pessoa fez escolhas de carreira, estudou, se dedicou e agora estará deixando essas escolhas de lado. Essa pausa não estava prevista e pode ser prejudicial para seus planos iniciais.

Recolocação 2 – Caso a pessoa opte por empreender em sua volta à ativa por entender que seja uma recolocação mais “fácil”, uma vez que não depende de um empregador, quais os riscos? Renda incerta, momento de mercado etc.

recolocação

Existe certo e errado? Posso ser julgado(a) por parar de trabalhar ou por não parar?

A resposta é um sonoro NÃO! Cada casal deve pesar os argumentos acima e decidir com base em seus valores pessoais o que fará mais sentido, mas a decisão, neste caso, não deveria ser somente financeira como eu tenho visto e ouvido.

Pense nisso!

Abraços!

Apresentação Lucas Madaleno

Planejar as Finanças é como Jogar Tetris

Primeiramente, você sabe o que é o Tetris?

Tetris é um jogo no qual o jogador precisa encaixar blocos ou peças com formatos aleatórios que ficam descendo pela tela. O objetivo é encaixar esses blocos para formar linhas horizontais “cheias”, ou seja, sem espaços vazios entre os blocos. Cada vez que o jogador forma uma linha cheia o jogo limpa essa linha e baixa as linhas que estão acima dela. Para passar de fase precisa-se atingir determinada pontuação e em cada fase os blocos vão caindo cada vez mais rápidos e com formatos mais difíceis de encaixarem, o jogador perde quando os blocos ultrapassarem o topo da tela.

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Acima temos uma representação do Tetris

Muitas vezes quando jogamos Tetris, não encaixamos os blocos como deveríamos e acabam ficando muitos espaços vazios, neste caso, quando passamos de fase acaba sendo por “sorte”. Quando não planejamos nossas finanças acabamos por deixar também alguns compromissos sem serem pagos no meio do caminho e quando recebemos uma renda extra como um 13º salário, uma comissão inesperada ou um bônus quitamos esses compromissos. Passamos de “fase” (que aqui podemos chamar de ano, semestre, mês ou outro espaço temporal) de forma apertada e talvez por sorte também, lembre-se que nem sempre essas rendas extras são suficientes para quitarmos os compromissos que ficaram pendentes no passado.

No jogo as peças vão caindo em formatos aleatórios e sabemos apenas qual será a próxima peça que irá cair, as demais vão sendo reveladas uma de cada vez. Em nossas finanças é bastante comum termos imprevistos durante o mês, ou seja, só sabemos que teremos um gasto extra durante o mês.

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Podemos entender uma fase do Tetris como o espaço de um mês, um semestre, um ano ou quem sabe algumas fases de vida, como o início da vida produtiva, a aposentadoria, uma união afetiva, a chegada de um herdeiro etc.

Perder o jogo no Tetris significa ter de recomeçar o jogo do zero ou às vezes da fase em que paramos. E no caso das finanças? Temos alguns significados para essa perda: chegar à aposentadoria sem a renda esperada, não conseguir pagar todas as contas do mês, não poder viajar ou trocar de carro na data desejada entre outros exemplos possíveis. Será que igual ao que acontece no jogo teremos uma chance de recomeçar a fase?

Planejar as finanças é como jogar Tetris, precisamos saber onde encaixar corretamente os blocos para passarmos tranquilamente pelas fases e chegar à próxima sem preocupações e com uma boa pontuação acumulada. Temos fases mais fáceis e outras mais difíceis. Umas rápidas outras demoradas. Em algumas fases temos a certeza que vamos perder, mas revertemos de última hora e em outras realmente perdemos.

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O Tetris exige termos uma visão de curto prazo para o encaixe perfeito e à longo prazo pensando nas possíveis peças que ainda cairão. Algumas parecem que caem como luvas e dão o encaixe perfeito enquanto outras parecem que vem só para estragar o jogo ou vem na hora errada, mas é nossa função encontrar o melhor lugar para elas dentro de nosso contexto.

E aí, como você tem encaixado suas peças?

Abraços!

Lucas Madaleno

O que Podemos Aprender sobre Finanças com a Marvel?

Você sabia que as histórias em quadrinhos que deram origem aos filmes dos X–Men e do Quarteto Fantástico que foram lançados há pouco tempo pela 20th Century Fox ou do Homem-Aranha lançado pela Sony Pictures na verdade são da Marvel? Cabe aqui a pergunta: se as histórias são da Marvel, porque não foi a própria quem lançou esses filmes assim como ela fez com tantos outros personagens como: Homem de Ferro, Capitão América, Os Vingadores, Thor etc?

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A Marvel teve origem entre as décadas de 30 e 40 e passou por muitas fases positivas e negativas desde então. Durante a segunda grande guerra lançou o personagem do Capitão América como símbolo do patriotismo americano e garantiu a venda de alguns exemplares a mais, passou por crises criativas entre 50 e 60, teve ações negociadas na bolsa de Nova Iorque no final da década de 80 e passou por uma crise de confiança do mercado no início da década de 90.

Em 1997 a Marvel apresentava sinais de falência e a solução encontrada por seus sócios para levantar recursos foi a de vender os direitos cinematográficos de alguns dos principais personagens da Marvel (citados no primeiro parágrafo) para outras empresas para que estas pudessem utilizar esses personagens em seus filmes e lucrar com isso.

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Para saber como ficou a divisão dos direitos sobre os personagens clique na imagem acima.

A Marvel ganhou uma sobrevida e deu prosseguimento com suas histórias em quadrinhos. Em 2008 lança o primeiro filme do Homem de Ferro e dá início à chamada 1ª fase da Marvel nos cinemas (em 2015 teve início a 3ª fase). Em 2009 a Walt Disney Company (a Disney) comprou a Marvel por 4 bilhões de dólares.

“Ok, entendi a história e o final feliz, mas como isso se aplica às minhas finanças?” Em um momento de grande aperto financeiro a Marvel vendeu alguns de seus principais bens para poder ter uma sobrevida e com as pessoas não é diferente.

Há momentos em que não vemos saída para nossas finanças. Podemos e devemos tentar encontrar coisas que não usamos para vender e levantar o máximo de dinheiro possível. Que coisas podemos vender? Roupas, calçados, livros, aparelhos eletrônicos, carros, imóveis etc. Opa, espera aí, vender carros e imóveis?

casa venda

Sim, a venda de um bem de valor mais alto como um imóvel irá representar o levantamento de dezenas de milhares de reais que te ajudarão a quitar várias dívidas (e quem sabe ainda sobre um valor?) e caso o bem esteja financiado, deixamos de ter uma parcela fixa que ainda pagaríamos por muitos anos.

“Lucas, mas a venda de um imóvel vai me fazer voltar pro aluguel, dar um “passo para trás”, perder algo conquistado com tanto sacrifício” Você pode estar pensando isso e não tiro sua razão. Realmente não é fácil dar esse passo, mas peço uma reflexão: será que a manutenção deste imóvel ou do carro é o melhor para suas finanças neste momento?

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Não defendo que sempre que haja um problema financeiro nós vendamos nossos bens, com certeza há outros passos anteriores a este como:

Em casos extremos devemos tentar todas as possibilidades para sair do endividamento e se você enxergar que vender um carro ou um imóvel seja a melhor solução para suas finanças faça como a Marvel e garanta sua sobrevivência hoje. Dê um passo para trás, coloque a casa em ordem e conquiste tudo novamente (ou até mesmo mais coisas que antes) de forma sustentável e organizada.

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Fatura de Cartão de Crédito e o Futebol – Não Seja um Torcedor

Como você lida com seu cartão de crédito? Você é um verdadeiro torcedor de futebol de sua fatura?

Não entendeu a expressão “torcedor de futebol de fatura”? Vou explica-la no texto de hoje.

cartão de crédito

Obs: A imagem acima não representa qualquer preferência do autor do texto ao banco representado ou à bandeira do cartão.

Nos atendimentos que faço, é bastante comum ouvir expressões do tipo “meu gasto com cartão de crédito é alto”, “este mês o cartão veio mais alto que o esperado”, “passei um pouco nos gastos com cartão”.

Quando vamos a uma loja, nos são oferecidas basicamente quatro formas de pagamento: dinheiro, cartão de débito, cheque e cartão de crédito, ou seja, o cartão foi o meio de pagamento utilizado e não a despesa em si. Ficou confuso? Explico com um exemplo: fui comprar uma camisa em uma loja e paguei com o cartão de crédito, meu gasto na verdade foi com roupas/vestuário e o cartão foi o meio que escolhi para poder paga-la.

pagamento cartão

E o futebol nessa história?

O cartão de crédito é um meio de pagamento muito bom quando bem utilizado, pois te permite enxergar seus gastos em um único demonstrativo (fatura), você pode acumular milhas e pontos que podem ser trocados por uma infinidade de coisas, mas pode se tornar um verdadeiro transtorno quando deixamos de pagar sua fatura ou quando a pagamos parcialmente.

No texto “Por que Montar um Orçamento Pessoal?” falo sobre a importância de as pessoas terem seu orçamento organizado para alcançar seus sonhos/objetivos e quando não acompanhamos a fatura do cartão nos tornamos verdadeiros torcedores fanáticos.

Quando a fatura vem abaixo do que esperávamos é como se fosse um gol do nosso time do coração, quando a fatura vem pouco acima é como se fosse um empate “Ah! Podia ser pior vai”, mas quando ela vem bem acima é como se levássemos uma goleada no estilo Alemanha 7 x 1 Brasil (Copa do Mundo de 2014).

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Obs: A imagem acima representa o time de coração do autor deste texto.

Não seja um “torcedor de fatura”. Para não termos esse tipo de surpresa acompanhe de perto seu time, faça um controle dos gastos que virão em sua próxima fatura e saiba de quanto será o pagamento e se programe para ele.

O Brasil só poderá se recuperar do vexame sofrido 4 anos depois em uma próxima Copa do Mundo, será que o mesmo vai acontecer com suas finanças?

Abraços!

Lucas Madaleno

Como suas Escolhas Afetam suas Finanças?

Você já parou para pensar sobre como suas escolhas de hoje afetarão suas finanças no futuro?

Ouvi uma vez um texto lido pelo Max Gehringer de um ouvinte chamado Sérgio, 61 anos, em que ele fala sobre ter gasto seu dinheiro com prazer ao longo da vida e hoje não ter um centavo guardado, mas ter sido feliz. O nome (perigoso em minha opinião) usado para divulgar este texto é “viver ou juntar dinheiro”.

dois caminhos

Acredito que a falta de contexto ou de uma introdução a este texto torna a interpretação dele perigosa.

O Sérgio em questão ressalta que se ele tivesse juntado dinheiro, “deixando de viver e de comprar seus cafezinhos e pizzas”, hoje ele usaria esse dinheiro para fazer tudo o que não fez, mas com mais idade.

Sérgio só esqueceu-se que a falta de planejamento dele ou de se fazer uma reserva para o futuro pode ter como consequência uma aposentadoria com restrições ou ter que trabalhar por muitos anos ainda para manter seu padrão de vida atual. Caso ele seja um profissional que ama o que faz e seu corpo e mente estejam aptos a continuar atuando, ótimo! E se a profissão dele exigir um dinamismo ou atenção que ele não consiga mais acompanhar? Como será seu futuro?

O pensamento do Sérgio poderia ter sido diferente e ele tem uma terceira opção nesta história. A terceira opção que proponho é viver e juntar dinheiro.

três caminhos

Tenho um porém para acrescentar a esta frase. Viver e juntar dinheiro, porém, juntar dinheiro pensando em diversos objetivos, coisas a serem atingidas e que façam sua vida mais completa e feliz.

No texto sobre Sonhos e Dívidas oriento que as pessoas “Sonhem com detalhes, se imaginem realizando este sonho. Quando estipulamos um valor para o sonho ele vira um objetivo, quando estipulamos um prazo para atingi-lo ele vira uma meta e sabendo qual será o destino, onde quero chegar, consigo imaginar melhor um caminho eficiente para atingir minha meta e coloca-lo em prática”.

Busque o equilíbrio que a equação a seguir propõe: C + V + P = QV (Consumir + Viver + Poupar = Qualidade de Vida).

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Pensem nisso!

Abraço!

Lucas Madaleno

O que Fazer para Ganhar mais Dinheiro?

Sempre que atendo um indivíduo ou família que possui dívidas ou dificuldades para pagar as contas do mês recomendo que eles busquem formas de ganhar mais dinheiro (explicarei essa recomendação em um próximo texto) para equilibrar suas contas e/ou pagar suas dívidas mais rapidamente.

As possibilidades que ouço das pessoas/famílias envolvem quase sempre seus próprios empregos: fazer horas extras, trocar de emprego para ganhar mais, buscar uma promoção etc.

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Através da história que vou escrever abaixo gostaria de ampliar a visão de vocês sobre como podemos obter rendas extras de maneira criativa.

O taxista.

Durante as corridas de táxi gosto de conversar com os taxistas. Ouvir suas histórias pessoais ou de outras pessoas. Já aprendi muito durante os trajetos.

O motorista que encontrei nesse dia me disse que tinha começado na profissão há um mês. Perguntei o que ele fazia antes e para minha surpresa ele respondeu: “eu ainda trabalho em outro lugar, sou bancário.”

Achei curioso, essa era a primeira vez em que me sentava em um táxi de alguém que tinha uma outra ocupação ou que o táxi fosse sua segunda ocupação. A história seguiu:

“Moro na Zona Leste de São Paulo e trabalho em uma agência que fica na Zona Sul, a distância entre elas é bastante grande e o gasto com gasolina estava ficando muito alto.

Acabei comprando um táxi para poder, na volta do trabalho para minha casa, pegar algumas corridas e com o dinheiro dessas corridas pagar a gasolina e quem sabe tirar um dinheiro a mais no final do mês.”

criatividade

Criatividade.

Comentei com ele que o trânsito para a volta da casa dele deveria ser bastante carregado, pois, ele praticamente atravessa a cidade para ir e voltar do trabalho e a solução encontrada pelo taxista foi bastante criativa: “na volta dou carona para alguns amigos que moram no meio do caminho entre o trabalho e minha casa e com isso posso andar pelos corredores de ônibus e fazer esse trajeto mais rapidamente”.

Lições. O que podemos aprender com essa história?

Quando o bancário se viu em dificuldades para pagar suas contas, neste caso, a gasolina para ir trabalhar ele buscou uma alternativa diferente, criativa e fora do padrão.

fora da caixa

Convido vocês a fazerem o mesmo, pensem fora da caixa, ampliem suas visões. Quando buscarem formas de ganhar mais dinheiro (pela motivação que for) pensem no que vocês são bons e que podem gerar rendas extras. Vocês tem um hobby que pode ser monetizado? Vocês cozinham bem? O que fazem de melhor na cozinha? E o que está impedindo que vocês cobrem pelo que fazem?

Pensem nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno

Qual a Importância da Declaração de Imposto de Renda?

A partir do dia 02 de Março foi liberado o envio das declarações de ajuste anual de Imposto de Renda (IR) de pessoa física. Desse dia em diante até o final de Abril temos na internet diversos textos sobre como fazer a declaração de IR, quem está isento, como tirar as dúvidas, o que não fazer, quais os prazos etc.

Este texto foge um pouco da parte “braçal” da declaração e vai focar na importância dela para o Planejamento Financeiro de uma pessoa ou família.

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O leão pode ser nosso amigo.

A declaração de ajuste anual do imposto de renda é o momento em que o contribuinte pode se acertar com a Receita Federal declarando o que teve de recebimentos tributáveis, ou seja, o que teve de renda no ano anterior e quais seus bens/patrimônio até o último dia do ano anterior, entre outras informações.

Quando feita corretamente essa é a demonstração mais fiel da atual situação financeira e patrimonial de um indivíduo, pois, como foi falado anteriormente, constam todos os ganhos recebidos e também a situação dos bens e aplicações. Caso essa não seja a primeira declaração da pessoa podemos inclusive fazer uma análise ano a ano de como anda o crescimento patrimonial dela, teve um aumento ou diminuição? E a composição agora tem mais investimentos ou mais bens móveis e imóveis?

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Evite delegar para alguém o preenchimento de sua declaração, pois nesse momento em que nos deparamos com nossos ganhos e gastos muitas reflexões interessantes podem ser feitas. Não raro chego a ver muitos clientes neste momento refletirem sobre: “ganhei tanto dinheiro ano passado e não acumulei quase nada, onde será que gastei esses recursos?” e é esse tipo de pensamento que traz consciência às pessoas para começar a acompanhar seus gastos mais de perto ou repensá-los se não estiverem de acordo com seus objetivos.

Para ajuda-los a definir seus objetivos recomendo a leitura do texto sobre orçamento pessoal.

Abraços!

Lucas Madaleno

Sonhos e Dívidas

Li recentemente no livro “A Ponte e o Remador” do meu amigo e mentor Fabiano Calil que o dinheiro deve ser guardado, administrado e usado para ser um realizador de sonhos, um meio e não um final.

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Comecei a pensar em alguns atendimentos que faço com famílias que possuem dívidas e é comum ouvir delas que o principal sonho hoje é sair das dívidas. Quando ouço sobre este sonho, gosto de usar uma frase: “O maior sonho de vocês hoje pode ser saírem das dívidas, mas não esqueçam que existe vida após as dívidas e ela é mais longa e mais feliz que com elas. Sonhem além das dívidas, onde querem chegar? O que querem atingir? Onde querem conhecer? Que legado querem deixar?”.

Se esse é o seu caso não deixe de sonhar, pois são esses sonhos que vão te dar força para sair das dívidas, pois, você terá um objetivo que te trará bons sentimentos para passar pelo período de privações que a saída das dívidas pode proporcionar.

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Sonhem com detalhes, se imaginem realizando este sonho. Quando estipulamos um valor para o sonho ele vira um objetivo, quando estipulamos um prazo para atingi-lo ele vira uma meta. Ex: Querer comprar um carro é um sonho. Querer comprar um Punto azul que custa R$38.000,00 é um objetivo. Querer comprar um Punto azul que custa R$38.000,00 até 06/2016 é uma meta e sabendo qual será o destino, onde quero chegar, consigo imaginar melhor um caminho eficiente para atingir minha meta e coloca-lo em prática;

Escrevi no texto sobre Fluxo de Caixa de quem tem Dívidas que as dívidas vão se encerrando ao longo dos meses/anos e um pagamento que era feito hoje não será feito mais no mês que vem. O que fazer com esse dinheiro? Parte pode ir para adiantar outras parcelas de dívidas e ajudar no equilíbrio das finanças e parte tem que ir para a construção dos sonhos/objetivos/metas.

Não deixem de sonhar. Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Educação Financeira de Pais para Filhos

Em meus atendimentos à famílias nesses últimos 5 anos, é comum ouvir dos provedores que o maior legado que eles querem deixar para seus dependentes é a educação. Arrisco-me a dizer que existe um segundo legado que eles deixarão indiretamente para seus herdeiros: a forma como eles lidarão com dinheiro.

Ensinar com palavras e brincadeiras funciona muito bem com as crianças, mas são os exemplos que ficarão marcados. Tanto o exemplo a ser seguido como o exemplo a ser evitado.

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Se os pais são pessoas que tem um bom controle das finanças, isso pode gerar alguns caminhos diferentes para os filhos, os mais comuns são:

  • Seguir o exemplo e ter um bom controle das finanças, pois esse é o caminho que aprenderam ser bom para eles;
  • Frustração e não ter controle nenhum de suas finanças, pois talvez com o controle das finanças dos pais vieram também algumas privações. Ex: Não comprar o brinquedo da moda igual aos dos amigos, pois não cabia no orçamento.

Você pode estar pensando: “não comprar um brinquedo não é um exemplo de privação, que criança mimada”, mas te convido a pensar quantas pessoas você conhece que em algum momento compraram determinada roupa, perfume, relógio, carro etc simplesmente para ser aceito em um grupo de amigos ou do trabalho. Com as crianças não é diferente.

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O mesmo pode ser dito para o caso dos pais que tinham dívidas, isso pode gerar alguns caminhos diferentes para os filhos, os mais comuns são:

  • Seguir o exemplo e também se endividarem para formar patrimônio ou para comprar coisas, pois esse é o caminho que aprenderam com os pais e que se sentem confortáveis;
  • Seguir o caminho totalmente oposto e ter “medo” de se endividar, pois, podem ter visto que com as dívidas os pais se privaram de alguns momentos de tranquilidade para discutir as contas, noites mal dormidas pensando em como pagar o boleto do dia seguinte etc.

Agora pense na forma como seus pais (ou quem te criou e educou) lidam ou lidavam com dinheiro. Você está seguindo o mesmo exemplo ou indo para um caminho diferente? O caminho que você está pegando é o que você quer que seu filho siga?

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A reflexão sobre nossas origens é um importante passo para entendermos qual caminho financeiro escolhemos seguir (consciente ou inconscientemente) e tendo consciência disto, qual caminho escolheremos daqui para frente.

Pensem nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno