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Volta às aulas e a educação financeira dos filhos

Qual a relação entre a volta às aulas e a educação financeira passada dos pais para os filhos? Para quem tem filhos com idade escolar, essa é uma ótima oportunidade para ensinar a como administrar corretamente nosso dinheiro.

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Educação financeira infantil: A mesada e o lanche

 

Nessa fase, muitos pais estabelecem que vão dar mesada aos filhos para que estes comecem a ter seus primeiros contatos com dinheiro e administrem suas prioridades de compra nos lanches escolares.

Um ótimo começo nessa educação financeira é comparar o quanto custa o lanche vendido na escola, com o quanto custa comprar os ingredientes em um supermercado,  preparar em casa e levar para a escola.

Normalmente, a compra feita no supermercado acaba saindo bem mais barata, pois, entre outras razões, serão comprados alimentos para uma semana ou mais e isso costuma ser favorável ao preço ser mais baixo.

Aliada à economia, essa atitude resulta em uma maior organização da criança, que pode desenvolver a responsabilidade de cuidar da tarefa de montar seu próprio lanche e proporcionar maior qualidade na alimentação.

Outras possibilidades de educação financeira para crianças

 

Além dos gastos com alimentação na escola, outros pontos que os pais podem abordar com as crianças são:

  • A importância de economizar para a compra de materiais que precisarão ser renovados ou adquiridos no meio do ano;
  • A organização para pagar aquele passeio que a turma fará;
  • A compra de livros complementares;
  • A troca de uniforme ou tênis.

É importante conversar com a criança sobre a necessidade de economizar e se planejar financeiramente para comprar algo. Introduzir essas questões a partir da vivência escolar do filho é muito proveitos, pois o fará viver de forma real as preocupações de se administrar corretamente o que se ganha e o que se gasta.

Pense nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno

Faça o melhor uso possível do seu Vale-Refeição ou Vale-Alimentação

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Você sabe a diferença entre Vale-Refeição e Vale-Alimentação? Qual será o mais adequado para a sua necessidade?

Este texto é para você que recebe vale-refeição (VR) e/ou vale-alimentação (VA) e quer utilizá-los da melhor forma possível. Ou para você que vende seu vale, e não sabe que isso é ilegal e que você pode acabar sendo demitido por justa causa se continuar a vendê-lo. Cuidado!

As empresas pagam VR e VA para seus colaboradores, com certa obrigatoriedade, em cumprimento ao PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) e sua finalidade é melhorar as condições de saúde do trabalhador ao dar condições para que ele se alimente de forma adequada. As empresas que aderem ao PAT obtêm incentivos fiscais, ou seja, pagam menos impostos e essa adesão não é obrigatória.

Porque a venda dos vales é ilegal? Quando o colaborador negocia um desses vales e “transforma-o” em dinheiro, ele está usando o benefício para outra coisa que não seja se alimentar e pela lei isso não é permitido. Se for identificado que o colaborador fez essa venda ele pode até ser demitido por justa causa.

Vale-Refeição ou Vale-Alimentação?

Vale-Refeição (VR)

O VR é um benefício mais restrito ao colaborador, pois, entende-se que somente pode ser usado por ele (e mais ninguém) durante a jornada de trabalho e em restaurantes ou padarias, evitando que ele tire o custo dessas refeições do próprio salário. Como o próprio nome diz, esse é um benefício a ser utilizado somente para as refeições.

Vale-Alimentação (VA)

O VA é um benefício mais abrangente, pois pode ser usado em supermercados, padarias e alguns restaurantes. Você pode utilizá-lo ou alguém que dependa de você também pode fazê-lo. Esse é um benefício utilizado para alimentação, independente se serão comprados alimentos prontos ou antes do seu preparo.

Qual escolher?

Algumas empresas oferecem somente o VR ou o VA, mas e se você puder escolher, qual será o mais adequado para o seu perfil e necessidade?

Se você tiver como levar sua refeição de casa e tiver um espaço adequado para que você possa comer normalmente, com o VA você consegue comprar mais alimentos do que com o VR.

Faça algumas contas simples: Quanto custa um pão francês na padaria e um pouco de manteiga no supermercado? E compare: Quanto custa um pão com manteiga na padaria?

Quanto custa um quilo de arroz + um quilo de feijão + um quilo de carne no supermercado? E compare: Quanto custa o mesmo prato em um restaurante?

As exceções em que o custo da refeição é menor que o custo dos ingredientes no supermercado são os restaurantes populares que cobram preços baixíssimos por serem subsidiados pelo Governo e receberem doações de alimentos também.

Resumindo, do ponto de vista financeiro o VA e a compra de alimentos em supermercados “rende” mais que o VR e sua utilização em restaurantes.

Como utilizar da melhor forma o Vale-Refeição (VR) e como controlá-lo?

Vamos supor que sua empresa ofereça apenas o VR, você precisará pensar em algumas coisas para não ultrapassar o valor pago a você:

  • Quanto sua empresa paga de VR por dia X Quanto você gasta por dia? Se sua empresa te paga R$15,00 por dia de VR e você gasta R$20,00, saiba que em algum momento do mês você precisará usar recursos do seu salário para custear suas refeições;
  • Assim que as pessoas recebem o VR, é comum gastar em um restaurante mais caro: “Vamos naquela churrascaria?”, “um restaurante japonês hoje ia bem”. Não há nenhum problema nisso, desde que nos dias seguintes você compense esse gasto a mais indo a restaurantes mais baratos para equilibrar o saldo do VR.
  • Você precisará controlar o saldo do VR, afinal, ele é parte indireta do seu salário e se você gastar mais do que recebeu, precisará tirar do seu salário conforme eu escrevi no primeiro item. Como fazer esse controle?

Enxergo que você possa fazer esse controle de 3 formas:

  • No site da empresa que fornece o VR ou o VA. Quando você acessa o site dessas empresas, há a opção de consultar o saldo disponível em seu cartão e analisar onde e quanto você já gastou;
  • Quando você realiza algum gasto, normalmente, no comprovante do gasto que sai da máquina do cartão também sai o saldo atualizado. Guarde pelo menos o último para saber o saldo antes de gastar novamente;
  • Em uma planilha, como a da imagem que está abaixo, onde você lança a data em que fez o gasto, o local, o valor gasto. Assim a planilha calcula automaticamente o saldo atualizado do seu cartão.

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Gostou da planilha? Baixe-a agora clicando aqui.

Você pode achar um exagero montar uma planilha ou um controle somente para o VR/VA, mas se você gastar sem controle seu benefício, uma hora seu salário será usado. Não seria melhor ter o vale até o final do mês e usar o salário somente para as outras contas?

Pense nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno

Não cometa essa loucura com seu planejamento financeiro pessoal

Einstein e o Planejamento Financeiro Pessoal

 

14 Mar 1951, Princeton, New Jersey, USA --- Albert Einstein sticks out his tongue when asked by photographers to smile on the occasion of his 72nd birthday on March 14, 1951. --- Image by © Bettmann/CORBIS
14 Mar 1951, Princeton, New Jersey, USA — Albert Einstein sticks out his tongue when asked by photographers to smile on the occasion of his 72nd birthday on March 14, 1951. — Image by © Bettmann/CORBIS

Você sabe qual é a definição de loucura segundo Albert Einstein? A frase atribuída a ele é: “Loucura é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

Note como essa frase é profunda, faz muito sentido e parece até óbvia. Se fizermos sempre a mesma coisa, o resultado será sempre igual, certo?

Sabendo disso, vamos analisar dois aspectos da sua vida financeira:

1. Você está satisfeito com seu planejamento financeiro pessoal?

Encontrar alguém que esteja satisfeito com sua vida financeira é difícil, então vou assumir que você não está 100% satisfeito e que alguma mudança poderia ser feita.

O primeiro passo é identificar o que não te deixa satisfeito com suas finanças. Temos alguns exemplos abaixo, veja se você se encaixa em algum deles:

4 exemplos de insatisfação com as finanças pessoais:

  • Você possui dívidas que não consegue quitar;
  • Você não consegue poupar o valor que gostaria ou precisaria para atingir um objetivo;
  • Não sobra dinheiro no final do mês;
  • Seus investimentos não rendem o que você gostaria.

Conseguiu se identificar em algumas das situações acima? Em caso positivo, o que você está fazendo para mudar?
O segundo aspecto de sua vida financeira é:

2. Qual o caminho você está seguindo com ela?

De nada adianta identificar que você não está satisfeito com sua vida financeira se você não fizer nada a respeito. Seguir sempre o mesmo caminho levará você sempre aos mesmos destinos.

Para ajudá-lo a buscar caminhos diferentes, vou listar abaixo algumas situações que você pode mudar para encontrar uma nova trilha para o seu planejamento financeiro pessoal:

3 exemplos de situações que podem ser mudadas no seu planejamento financeiro:

Se todos os meses você tenta poupar somente o dinheiro que sobra no final do mês, saiba que esse dinheiro nunca vai sobrar e se sobrar não será o valor que você gostaria.

Assim que você receber sua renda, guarde o valor que você precisa para atingir seus objetivos e busque gastar somente o que sobrar.

Somente pegue um empréstimo para quitar outro empréstimo se você realmente conseguir pagar a nova parcela. Se essa parcela não couber em seu orçamento sabe o que acontecerá? Você irá pagar o novo empréstimo com o cheque especial, ficará negativo, os juros cobrados serão bem altos e sua situação de endividamento continuará igual ou ficará pior.

Na hora de analisar o novo empréstimo a ser pego, atente-se às taxas de juros cobradas e ao número de parcelas. Pegar empréstimos com taxas de juros cada vez maiores tende a te deixar na mesma trilha financeira.

Na média, sobra salário no final do mês ou sobra mês quando termina o salário?

Se todos os meses ou na maioria deles, sobrar mês no final do salário você precisa tomar um caminho diferente. O primeiro passo é montar seu orçamento pessoal ou familiar e analisar onde você está gastando mais. Quais os 5 principais itens? Eles podem ser diminuídos?

Caso não dê para diminuir nenhum gasto, você precisará buscar fontes de rendas extras para complementar seu dinheiro do mês e as contas fecharem. O site do MEI – Microempreendedor Individual, pode ser uma boa fonte de inspiração para buscar uma nova fonte de renda: http://www.portaldoempreendedor.gov.br/mei-microempreendedor-individual/atividades-permitidas

Não cometa a loucura de não mudar

Lembre-se da frase do Einstein: “Loucura é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”, inspire-se nessa frase e avalie o caminho que você está trilhando com o seu planejamento financeiro pessoal. Se você está cansado de como anda sua vida financeira faça algo para mudá-la.

Pense nisso!

Abraços,
Lucas Madaleno

Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 2

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira a Parte 1 aqui e  abaixo a Parte 2:

MF – Vale a pena pedir desconto para antecipar pagamento de matrículas e mensalidades? Considerando o valor do desconto, pode ser vantajoso adiar a pós e poupar para ter o desconto? Para poupar, qual o investimento de melhor risco do momento?

LM – Valerá a pena antecipar pagamento de matrículas e mensalidades se o desconto oferecido nesta antecipação for maior que o valor recebido em juros pelo aluno em uma aplicação.

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Exemplo: Se tivermos um curso com duração de 18 meses e valor de mensalidade de R$1.500,00 ele custará ao final R$27.000,00. Caso a instituição de ensino ofereça um desconto de 10% (R$2.700,00) para pagamento à vista esta conta só não será favorável à antecipação se o aluno conseguir uma rentabilidade mensal (com o Imposto de Renda já descontado) em seus investimentos acima de 1,042%. Hoje em dia um ótimo investimento rende algo próximo a 0,95% ao mês.

Considerando apenas o valor do desconto pode ser sim vantajoso adiar a pós, poupar e ter o desconto posteriormente, mas se considerarmos um possível aumento de renda do aluno com o início ou conclusão da pós, esta conta não será vantajosa.

Para poupar o ideal é considerar investimentos em renda fixa que não apresentem grandes oscilações como fundos DI, CDBs. No cenário atual de taxa Selic em 14,25% a poupança pode ser deixada de lado como opção. 

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MF – Caso o estudante vá fazer uma pós no exterior, onde ele deve investir para se proteger das oscilações do câmbio? Fundo cambiais?

LM – Para os recursos que o aluno irá levar para gastos pessoais como alimentação, livros, transporte, passeios etc ele poderá ir comprando aos poucos a moeda do país para não correr o risco de pagar caro ao comprar de última hora. O ideal é dividir o valor necessário pelo número de meses até a data da viagem e comprar aquela quantidade todos os meses independente se a moeda estiver mais cara ou mais barata.

Exemplo: Se o aluno for gastar 1.800 dólares e tem 18 meses até a data da viagem, ele deve comprar 100 dólares por mês (1.800/18 = 100).

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Para o curso em si, ele pode buscar empresas brasileiras que façam essa intermediação entre ele e a Universidade para “congelar” o câmbio em valores atuais e não ter surpresas ao pagar pelo curso.

Os fundos cambiais são boas formas de se proteger, porém, tem o custo da taxa de administração que precisam entrar nas contas do aluno no momento de investir, ou seja, se o fundo de Dólar ou Euro cobrar 2% de taxa de administração, saiba que seus recursos investidos serão corrigidos pelo câmbio menos 2% ao ano. Neste caso é recomendável que o aluno deposite sempre um valor a mais por mês para “compensar” a taxa de administração.

Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 1

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira abaixo a Parte 1:

MF – O que considerar na hora de escolher o curso de pós para não estourar o orçamento?

LM – Para não estourar o orçamento a pessoa deve considerar, além da mensalidade do curso, alguns custos que ela passará a ter durante a realização de uma pós. Entre os gastos temos:

– Mensalidade do curso;

– Transporte (gasolina, estacionamento, táxi ou transporte público);

– Alimentação;

– Materiais extras como cópias de textos, canetas, cadernos e lan house para quem não possui acesso à internet em casa.

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MF – Quanto da renda deverá ser destinada a esse investimento? O aluno deve buscar um financiamento se o dinheiro não der?

LM – Não existe uma porcentagem fixa ou ideal para o investimento em educação, mas o aluno deve buscar manter o valor da parcela do curso e seus custos adicionais dentro do orçamento, sem extrapolar para não contrair dívidas.

Caso haja uma promessa de seu empregador ou garantia futura de um aumento de renda com a conclusão da pós, o aluno pode sim buscar o financiamento, pois, as parcelas poderão ser pagas com esse aumento e mesmo que o aumento da renda não venha, o conhecimento adquirido na pós é do aluno e ele estará mais qualificado perante o mercado de trabalho, podendo buscar uma nova colocação se considerar adequado.

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MF – O que considerar na hora de escolher um financiamento?

LM – Alguns itens:

 Qual o prazo para pagamento do financiamento? Este item é o que mais encarece qualquer parcelamento. Quanto maior o prazo maior o pagamento de juros;

– Qual a taxa de juros cobrada no financiamento? Usualmente linhas de crédito estudantis possuem taxas de juros menores se compararmos com outros tipos de empréstimos, mas vale a pena comparar esta taxa com outras possibilidades como um empréstimo pessoal ou um consignado;

– A parcela cabe hoje no orçamento? Se não couber, o aluno poderá ter um período de carência antes de começar o pagamento, visando um possível aumento na renda com o início ou conclusão da pós? Neste item deve-se tomar muito cuidado, pois caso a parcela não caiba em seu bolso a chance é grande de iniciarmos novos endividamentos. como por exemplo. utilizar o cheque especial.

Planejar as Finanças é como Jogar Tetris

Primeiramente, você sabe o que é o Tetris?

Tetris é um jogo no qual o jogador precisa encaixar blocos ou peças com formatos aleatórios que ficam descendo pela tela. O objetivo é encaixar esses blocos para formar linhas horizontais “cheias”, ou seja, sem espaços vazios entre os blocos. Cada vez que o jogador forma uma linha cheia o jogo limpa essa linha e baixa as linhas que estão acima dela. Para passar de fase precisa-se atingir determinada pontuação e em cada fase os blocos vão caindo cada vez mais rápidos e com formatos mais difíceis de encaixarem, o jogador perde quando os blocos ultrapassarem o topo da tela.

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Acima temos uma representação do Tetris

Muitas vezes quando jogamos Tetris, não encaixamos os blocos como deveríamos e acabam ficando muitos espaços vazios, neste caso, quando passamos de fase acaba sendo por “sorte”. Quando não planejamos nossas finanças acabamos por deixar também alguns compromissos sem serem pagos no meio do caminho e quando recebemos uma renda extra como um 13º salário, uma comissão inesperada ou um bônus quitamos esses compromissos. Passamos de “fase” (que aqui podemos chamar de ano, semestre, mês ou outro espaço temporal) de forma apertada e talvez por sorte também, lembre-se que nem sempre essas rendas extras são suficientes para quitarmos os compromissos que ficaram pendentes no passado.

No jogo as peças vão caindo em formatos aleatórios e sabemos apenas qual será a próxima peça que irá cair, as demais vão sendo reveladas uma de cada vez. Em nossas finanças é bastante comum termos imprevistos durante o mês, ou seja, só sabemos que teremos um gasto extra durante o mês.

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Podemos entender uma fase do Tetris como o espaço de um mês, um semestre, um ano ou quem sabe algumas fases de vida, como o início da vida produtiva, a aposentadoria, uma união afetiva, a chegada de um herdeiro etc.

Perder o jogo no Tetris significa ter de recomeçar o jogo do zero ou às vezes da fase em que paramos. E no caso das finanças? Temos alguns significados para essa perda: chegar à aposentadoria sem a renda esperada, não conseguir pagar todas as contas do mês, não poder viajar ou trocar de carro na data desejada entre outros exemplos possíveis. Será que igual ao que acontece no jogo teremos uma chance de recomeçar a fase?

Planejar as finanças é como jogar Tetris, precisamos saber onde encaixar corretamente os blocos para passarmos tranquilamente pelas fases e chegar à próxima sem preocupações e com uma boa pontuação acumulada. Temos fases mais fáceis e outras mais difíceis. Umas rápidas outras demoradas. Em algumas fases temos a certeza que vamos perder, mas revertemos de última hora e em outras realmente perdemos.

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O Tetris exige termos uma visão de curto prazo para o encaixe perfeito e à longo prazo pensando nas possíveis peças que ainda cairão. Algumas parecem que caem como luvas e dão o encaixe perfeito enquanto outras parecem que vem só para estragar o jogo ou vem na hora errada, mas é nossa função encontrar o melhor lugar para elas dentro de nosso contexto.

E aí, como você tem encaixado suas peças?

Abraços!

Lucas Madaleno

Qual o melhor dia da semana para acompanhar suas finanças?

Não vou mentir para você, montar um orçamento pessoal ou familiar ou atualizá-lo não é a coisa mais legal do mundo para quem faz e não é porque trabalho com planejamento financeiro pessoal que vou dizer o contrário e tentar te convencer que isso é divertido. Fazer um controle de suas contas normalmente não é legal, mas é necessário. Necessário por quê?

Necessário para que possamos ter uma visão mais clara de como estão nossas contas, se estamos gastando com o que realmente é importante para nós, se estamos gastando mais que ganhamos e precisamos fazer alguns ajustes ou se temos uma sobra para investir em outros objetivos.

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Já que acompanhar as contas não é a coisa mais legal do mundo, precisamos ter certo cuidado com o dia da semana em que faremos esse acompanhamento, concorda? Dependendo de nosso humor no dia o orçamento pode cair como uma bomba.

Pensando nisso montei a relação abaixo para ajuda-lo a planejar qual o melhor dia da semana para você fazer seu acompanhamento financeiro. Na relação vou usar três cores:

Vermelho – Não recomendo este dia / Amarelo – Recomendo com restrições / Verde – Aproveite este dia e faça seu orçamento!

Domingo – Síndrome do Fantástico. Muitas pessoas ouvem a música do programa e ficam muito tristes com o começo da semana e com a volta à rotina de trabalho, recomendo fortemente não fazer o orçamento neste dia;

Segunda-feira – Início da semana, “ranço” do final de semana, costuma ser um dia arrastado para a maioria das pessoas. Não recomendo que este dia seja escolhido para realizar o controle de suas finanças;

Terçafeira – Dia neutro e interessante para alguns, mas ainda próximo à segunda-feira para outros. Se você não se incomodar com essa proximidade, a terça é um dia bem tranquilo para atualizar seu controle financeiro;

Quarta-feira – Dia ideal para alguns. O meio da semana seria um excelente dia para todos fazermos nosso orçamento, porém, também é conhecido como a noite do futebol brasileiro na televisão e para quem torce e gosta de futebol não recomendo fazer seu orçamento neste dia, principalmente se seu time estiver próximo à zona de rebaixamento;

Quinta-feira – Para mim, o melhor dia da semana para montar, atualizar e acompanhar suas finanças. É um dia próximo ao final da semana (vamos atualizar as contas para saber quanto posso gastar no happy hour de sexta? Ou na balada do sábado?), longe da segunda-feira, o futebol já passou e você já sabe se seu time foi bem ou mal. Recomendo fortemente usar a quinta-feira com esse propósito;

Sexta-feira – Você começa a entrar em outro ritmo, é um dia em que o descanso semanal se aproxima para alguns, happy hours são marcados. Não recomendo a sexta;

Sábado – Início do descanso semanal para muitos, dia de por algumas pendências em ordem para outros, dia de curtir a ressaca de sexta. Não vejo muito sentido em fazer o controle neste dia, mas para algumas pessoas acaba sendo um dia interessante para isso, pois acabam tendo o domingo para descansar;

E aí, qual seu dia “preferido” para atualizar suas finanças?

Abraços!

Lucas Madaleno