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Volta às aulas e a educação financeira dos filhos

Qual a relação entre a volta às aulas e a educação financeira passada dos pais para os filhos? Para quem tem filhos com idade escolar, essa é uma ótima oportunidade para ensinar a como administrar corretamente nosso dinheiro.

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Educação financeira infantil: A mesada e o lanche

 

Nessa fase, muitos pais estabelecem que vão dar mesada aos filhos para que estes comecem a ter seus primeiros contatos com dinheiro e administrem suas prioridades de compra nos lanches escolares.

Um ótimo começo nessa educação financeira é comparar o quanto custa o lanche vendido na escola, com o quanto custa comprar os ingredientes em um supermercado,  preparar em casa e levar para a escola.

Normalmente, a compra feita no supermercado acaba saindo bem mais barata, pois, entre outras razões, serão comprados alimentos para uma semana ou mais e isso costuma ser favorável ao preço ser mais baixo.

Aliada à economia, essa atitude resulta em uma maior organização da criança, que pode desenvolver a responsabilidade de cuidar da tarefa de montar seu próprio lanche e proporcionar maior qualidade na alimentação.

Outras possibilidades de educação financeira para crianças

 

Além dos gastos com alimentação na escola, outros pontos que os pais podem abordar com as crianças são:

  • A importância de economizar para a compra de materiais que precisarão ser renovados ou adquiridos no meio do ano;
  • A organização para pagar aquele passeio que a turma fará;
  • A compra de livros complementares;
  • A troca de uniforme ou tênis.

É importante conversar com a criança sobre a necessidade de economizar e se planejar financeiramente para comprar algo. Introduzir essas questões a partir da vivência escolar do filho é muito proveitos, pois o fará viver de forma real as preocupações de se administrar corretamente o que se ganha e o que se gasta.

Pense nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno

Faça o melhor uso possível do seu Vale-Refeição ou Vale-Alimentação

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Você sabe a diferença entre Vale-Refeição e Vale-Alimentação? Qual será o mais adequado para a sua necessidade?

Este texto é para você que recebe vale-refeição (VR) e/ou vale-alimentação (VA) e quer utilizá-los da melhor forma possível. Ou para você que vende seu vale, e não sabe que isso é ilegal e que você pode acabar sendo demitido por justa causa se continuar a vendê-lo. Cuidado!

As empresas pagam VR e VA para seus colaboradores, com certa obrigatoriedade, em cumprimento ao PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) e sua finalidade é melhorar as condições de saúde do trabalhador ao dar condições para que ele se alimente de forma adequada. As empresas que aderem ao PAT obtêm incentivos fiscais, ou seja, pagam menos impostos e essa adesão não é obrigatória.

Porque a venda dos vales é ilegal? Quando o colaborador negocia um desses vales e “transforma-o” em dinheiro, ele está usando o benefício para outra coisa que não seja se alimentar e pela lei isso não é permitido. Se for identificado que o colaborador fez essa venda ele pode até ser demitido por justa causa.

Vale-Refeição ou Vale-Alimentação?

Vale-Refeição (VR)

O VR é um benefício mais restrito ao colaborador, pois, entende-se que somente pode ser usado por ele (e mais ninguém) durante a jornada de trabalho e em restaurantes ou padarias, evitando que ele tire o custo dessas refeições do próprio salário. Como o próprio nome diz, esse é um benefício a ser utilizado somente para as refeições.

Vale-Alimentação (VA)

O VA é um benefício mais abrangente, pois pode ser usado em supermercados, padarias e alguns restaurantes. Você pode utilizá-lo ou alguém que dependa de você também pode fazê-lo. Esse é um benefício utilizado para alimentação, independente se serão comprados alimentos prontos ou antes do seu preparo.

Qual escolher?

Algumas empresas oferecem somente o VR ou o VA, mas e se você puder escolher, qual será o mais adequado para o seu perfil e necessidade?

Se você tiver como levar sua refeição de casa e tiver um espaço adequado para que você possa comer normalmente, com o VA você consegue comprar mais alimentos do que com o VR.

Faça algumas contas simples: Quanto custa um pão francês na padaria e um pouco de manteiga no supermercado? E compare: Quanto custa um pão com manteiga na padaria?

Quanto custa um quilo de arroz + um quilo de feijão + um quilo de carne no supermercado? E compare: Quanto custa o mesmo prato em um restaurante?

As exceções em que o custo da refeição é menor que o custo dos ingredientes no supermercado são os restaurantes populares que cobram preços baixíssimos por serem subsidiados pelo Governo e receberem doações de alimentos também.

Resumindo, do ponto de vista financeiro o VA e a compra de alimentos em supermercados “rende” mais que o VR e sua utilização em restaurantes.

Como utilizar da melhor forma o Vale-Refeição (VR) e como controlá-lo?

Vamos supor que sua empresa ofereça apenas o VR, você precisará pensar em algumas coisas para não ultrapassar o valor pago a você:

  • Quanto sua empresa paga de VR por dia X Quanto você gasta por dia? Se sua empresa te paga R$15,00 por dia de VR e você gasta R$20,00, saiba que em algum momento do mês você precisará usar recursos do seu salário para custear suas refeições;
  • Assim que as pessoas recebem o VR, é comum gastar em um restaurante mais caro: “Vamos naquela churrascaria?”, “um restaurante japonês hoje ia bem”. Não há nenhum problema nisso, desde que nos dias seguintes você compense esse gasto a mais indo a restaurantes mais baratos para equilibrar o saldo do VR.
  • Você precisará controlar o saldo do VR, afinal, ele é parte indireta do seu salário e se você gastar mais do que recebeu, precisará tirar do seu salário conforme eu escrevi no primeiro item. Como fazer esse controle?

Enxergo que você possa fazer esse controle de 3 formas:

  • No site da empresa que fornece o VR ou o VA. Quando você acessa o site dessas empresas, há a opção de consultar o saldo disponível em seu cartão e analisar onde e quanto você já gastou;
  • Quando você realiza algum gasto, normalmente, no comprovante do gasto que sai da máquina do cartão também sai o saldo atualizado. Guarde pelo menos o último para saber o saldo antes de gastar novamente;
  • Em uma planilha, como a da imagem que está abaixo, onde você lança a data em que fez o gasto, o local, o valor gasto. Assim a planilha calcula automaticamente o saldo atualizado do seu cartão.

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Gostou da planilha? Baixe-a agora clicando aqui.

Você pode achar um exagero montar uma planilha ou um controle somente para o VR/VA, mas se você gastar sem controle seu benefício, uma hora seu salário será usado. Não seria melhor ter o vale até o final do mês e usar o salário somente para as outras contas?

Pense nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno

Fatura de Cartão de Crédito e o Futebol – Não Seja um Torcedor

Como você lida com seu cartão de crédito? Você é um verdadeiro torcedor de futebol de sua fatura?

Não entendeu a expressão “torcedor de futebol de fatura”? Vou explica-la no texto de hoje.

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Obs: A imagem acima não representa qualquer preferência do autor do texto ao banco representado ou à bandeira do cartão.

Nos atendimentos que faço, é bastante comum ouvir expressões do tipo “meu gasto com cartão de crédito é alto”, “este mês o cartão veio mais alto que o esperado”, “passei um pouco nos gastos com cartão”.

Quando vamos a uma loja, nos são oferecidas basicamente quatro formas de pagamento: dinheiro, cartão de débito, cheque e cartão de crédito, ou seja, o cartão foi o meio de pagamento utilizado e não a despesa em si. Ficou confuso? Explico com um exemplo: fui comprar uma camisa em uma loja e paguei com o cartão de crédito, meu gasto na verdade foi com roupas/vestuário e o cartão foi o meio que escolhi para poder paga-la.

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E o futebol nessa história?

O cartão de crédito é um meio de pagamento muito bom quando bem utilizado, pois te permite enxergar seus gastos em um único demonstrativo (fatura), você pode acumular milhas e pontos que podem ser trocados por uma infinidade de coisas, mas pode se tornar um verdadeiro transtorno quando deixamos de pagar sua fatura ou quando a pagamos parcialmente.

No texto “Por que Montar um Orçamento Pessoal?” falo sobre a importância de as pessoas terem seu orçamento organizado para alcançar seus sonhos/objetivos e quando não acompanhamos a fatura do cartão nos tornamos verdadeiros torcedores fanáticos.

Quando a fatura vem abaixo do que esperávamos é como se fosse um gol do nosso time do coração, quando a fatura vem pouco acima é como se fosse um empate “Ah! Podia ser pior vai”, mas quando ela vem bem acima é como se levássemos uma goleada no estilo Alemanha 7 x 1 Brasil (Copa do Mundo de 2014).

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Obs: A imagem acima representa o time de coração do autor deste texto.

Não seja um “torcedor de fatura”. Para não termos esse tipo de surpresa acompanhe de perto seu time, faça um controle dos gastos que virão em sua próxima fatura e saiba de quanto será o pagamento e se programe para ele.

O Brasil só poderá se recuperar do vexame sofrido 4 anos depois em uma próxima Copa do Mundo, será que o mesmo vai acontecer com suas finanças?

Abraços!

Lucas Madaleno

Dicas para Ter um Final de Ano de Bem com as Finanças

Recebi recentemente uma demanda da Revista IN para produzirmos uma matéria com dicas para os leitores terem um final de ano com as finanças equilibradas. Escrevo abaixo alguns trechos do material produzido:

Revista IN – Com a inflação em alta, como será o Natal dos paulistanos? Como você vê a situação econômica do país? É hora de cautela? Vê crescimento para 2015?

LM – Os maiores gastos nessa época do ano são sem dúvida com presentes, comidas típicas e bebidas (alcoólicas ou não) e a preocupação dos paulistanos deve estar voltada para a inflação dos itens citados.

Pesquise bastante antes de comprar, pois o mesmo item pode ter uma variação de preços muito grande dependendo de onde for feita a compra.

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Com relação aos presentes, a recomendação é evitar itens que sejam importados, pois com o dólar em alta agora no final do ano os produtos ficarão mais caros naturalmente.

Revista IN – Economizar é a palavra de ordem para este período? Por que? Qual a importância?

LM – Neste período de final de ano eu diria que economizar não seria a palavra ideal, mas sim controlar melhor o dinheiro para fazer bons gastos. Os apelos para o consumo nessa época do ano são muito fortes, se a pessoa não tiver uma boa noção de quanto pode gastar, a chance de desequilibrar o orçamento é alta.

Entendo que gastar menos do que se ganha deve ser encarado como um hábito para o ano todo e não somente para o final do ano. As pessoas devem se preocupar em ter uma reserva para emergências sempre disponível.

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Revista IN – Poderia citar diante do salário mínimo ou média salarial quanto investir em presentes? Como cortar gastos desnecessários? Participar ou não do amigo secreto?

LM – Não existe um padrão de quanto gastar com presentes ou gastos de final de ano como happy hour e amigos secretos, mas o que não pode acontecer é se endividar ou gastar mais do que pode para agradar aos outros.

Saiba quanto você irá receber neste final de ano, conheça seus limites de gastos e não os ultrapasse.

Nesta época muitas pessoas recebem 13º salário e férias também, o que dá a impressão de receber muito mais dinheiro, mas alguns esquecem que logo virão cobranças extras como IPVA e o IPTU e que parte desse dinheiro extra poderia ser usado para fazer frente a esses gastos e deixar o orçamento dos próximos meses mais leve.

Antes de orientar meus clientes a cortar qualquer gasto eu costumo perguntar se há alguma forma deles ganharem mais dinheiro. Todos temos talentos ou algum hobby, coisas nas quais somos bons. O desafio que faço a eles é para que descubram como transformar esse talento em dinheiro, se pode virar um segundo emprego ou um micronegócio próprio.

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Revista IN – Vale a pena antecipar as compras de Natal para adquirir descontos? Ou eles só virão perto da data?

LM – Compras realizadas longe de datas comemorativas como o Natal, Dia das Crianças, Dia das Mães etc tendem a ser mais baratas, além de evitar o stress de enfrentar shoppings e lojas cheios.

Entendo que os preços atuais já estão reajustados para o Natal e bons descontos só serão possíveis depois desta data. No começo do ano os estoques que não foram vendidos precisam sair rapidamente das lojas para dar espaço para as novas coleções e tendências e os preços costumam baixar significativamente.

Mesmo com os preços já reajustados, entendo que vale a pena fazer uma boa pesquisa antes de comprar qualquer presente. Lojas online são uma ótima pedida, pois costumam ter preços menores que as lojas físicas.

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Antecipar as compras só se houver dinheiro para isso. Nada de antecipar as compras usando o limite do cheque especial ou pagar com cartão de crédito se não tiver como pagar a fatura depois, pois, a antecipação nas compras viraria uma dívida e os preços menores conseguidos teriam que compensar os juros pagos.

Segue o link para a matéria publicada na revista.

Abraços!

Lucas Madaleno

7 Dicas para as Compras de Final de Ano e um Pensamento

As festas de final de ano estão chegando e com ele alguns gastos com presentes podem acontecer. Seja para seu filho, pai, mãe, sobrinho, primo, afilhado e talvez todos eles juntos. Nesta época é difícil não termos um gasto presenteando alguém.

Abaixo algumas dicas importantes para não entrarmos em dívidas ou complicarmos nossa situação financeira para os próximos meses:

– Procure verificar qual sua disponibilidade financeira, ou seja, quanto você tem para gastar? E como irá dividir sua disponibilidade entre as pessoas que serão presenteadas?

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– Se o presente ideal não estiver ao seu alcance financeiro, busque alternativas criativas e mais baratas;

– Se possível compre o presente alguns dias ou semanas antes do Natal, amigo secreto etc, pois os preços costumam “inflacionar” nesta época, mas se for possível compre os presentes somente depois dessa época, pois as lojas costumam entrar em liquidação no começo do ano e os preços podem ficar 50, 60 ou até 70% mais baratos;

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– Prefira pagar à vista o presente e tente conseguir um desconto para a compra;

– Se o parcelamento for inevitável, tenha certeza que a parcela irá caber em seu orçamento e não se esqueça das despesas de começo de ano que estão chegando. IPVA, IPTU, matricula escolar são alguns exemplos;

– Dependendo do presente que for comprar, lojas online costumam ter preços mais baratos que lojas físicas e mesmo entre as lojas físicas os preços variam bastante dependendo da localização da loja e do tamanho. Vale a pena pesquisar bem, seu bolso agradece;

– As famosas lembrancinhas também são uma ótima forma de gastar pouco e presentear boa parte das pessoas que são queridas a você. Seja criativo nessa hora.

Não se esqueçam que o Natal e as festas de final de ano não são feitos somente de consumo, presentear é somente uma parte desses rituais que tem um grande significado.

Nesta época as pessoas estão mais solicitas a ajudar o próximo, parece que as festas e férias chegando deixam o “coração mais leve”, ou o famoso espírito natalino. Se você puder ajudar alguém neste época, ajude! Com seu tempo, com doações, com sua companhia, com sua escuta.

O resultado desta ajuda será duradouro para quem a recebeu e fará grande diferença na vida dela.

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Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Gastos de Final de Ano – O que fazer?

Final de ano se aproxima e com ele alguns gastos extras: happy hour, festas de confraternização em empresas, amigos secretos, festas de final de ano com a família e amigos, presentes de Natal (ou outra data comemorativa) entre outros.

Nesta época parece que as pessoas estão mais dispostas a consumir e a sair para compromissos sociais menos preocupadas com seus gastos, é uma época em que as pessoas estão mais “leves”.

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Diante de tantos gastos extras, como conseguir controlar os gastos e ainda assim estar presente?

O primeiro passo para sair das festas de final de ano com as contas em ordem é planejar quanto deseja gastar.

Quando nos planejamos para gastar um determinado valor estamos analisando toda a situação friamente (sem deixar as emoções virem à tona), mas quando vamos às compras o sentimento e o impulso falam mais alto e podemos gastar bem mais que o planejado e nos complicarmos financeiramente, por isso, busque não ultrapassar o valor estipulado.

Para quem tem o orçamento relativamente organizado, é possível destinar a verba de lazer do mês ou parte dela para essas confraternizações, presentes etc. Até porque esses eventos de final de ano não deixam de ser lazer.

Esta é uma época onde quem é registrado sob o regime CLT recebe o 13º salário e para alguns as férias também são recebidas. O 13º é um dinheiro extra e para quem já está com seu planejamento encaminhado, porque não gastar boa parte com lazer?

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Atenção!! Quando há o recebimento das férias, o dinheiro extra recebido é somente o 1/3 a mais. O valor recebido como férias na verdade é um adiantamento de salário, pois como no mês em que tira férias o empregado não trabalha, no mês seguinte ele também não recebe salário.

Procure ter o cuidado de poupar o valor de férias recebido (adiantamento) ou antecipe o pagamento de algumas contas se for possível, assim, no mês seguinte o impacto financeiro será menor.

Atenção!! – Parte 2: Muitas pessoas buscam deixar o dinheiro extra recebido no final de ano para fazer frente aos gastos de começo de ano (matrícula escolar, IPVA, IPTU, viagens de férias etc). Se este é o seu caso, atenção redobrada nos gastos com as comemorações!

E para quem não tem essa sobra no orçamento ou não recebe 13º, o que fazer? Busque não gastar mais do que recebeu nos meses de final de ano, se não for possível comprar algum presente ou gastar em alguma confraternização não se sinta mal por isso, melhor você estar em dia com suas contas do que ter lembranças ruins (e contas altas para pagar) desta época no começo do ano seguinte.

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As famosas lembrancinhas também são uma ótima forma de gastar pouco e presentear boa parte das pessoas que são queridas a você. Seja criativo nessa hora.

Espero ter ajudado e boas festas a vocês!

Abraços!

Lucas Madaleno

Quanto Custa ter um Carro?

Ao adquirir um carro, imaginamos que somente gastaremos com gasolina, IPVA e o seguro, mas temos outros gastos além dos citados acima e mesmo os citados acima não estão bem definidos para quem vai comprar um automóvel.

Podemos dividir os custos do carro em:

  • Aproximadamente 4% ao ano do valor de tabela do carro, podendo ser zero se o carro tiver ano de fabricação acima de 10 anos em alguns estados podendo chegar a 20 anos em outros;
  • Aproximadamente 4% ao ano do valor de tabela do carro também, mas com variações dependendo das coberturas, do perfil do motorista, da região onde reside/trabalha, se estaciona em garagem etc;
  • Manutenção. Aproximadamente 5% ao ano do valor de tabela do carro, mas com variações dependendo das condições atuais do carro, acidentes, quantidade de quilômetros rodados etc;
  • Combustível. Gasto bastante variável e depende da quantidade de quilômetros rodados, potência do motor (normalmente quanto mais potente o motor, maior o consumo), se o caminho é feito em cidade (trânsito) ou estrada (via livre) etc;
  • Gasto bastante variável também e depende do local onde a pessoa trabalha/reside e os custos diários/mensais;
  • Custo de oportunidade. Valor que deixamos de receber em uma aplicação por comprar o carro, ou seja, o dinheiro que usamos para comprar o carro poderia estar em um investimento. Não tem uma porcentagem fixa, mas podemos considerar 6% ao ano (rendimento atual aproximado da caderneta de poupança). Obs: neste item não temos desembolso financeiro direto, mas como deixamos de receber juros vamos considerar este item como um custo do carro;
  • Depreciação. Ano a ano o carro perde valor de mercado, e embora seja um outro item em que não há desembolso financeiro direto, na hora de trocar de carro se você optar por comprar o mesmo carro algum tempo depois já tem que pagar a mais.

Se usarmos como valor base R$30.000,00 que equivale a um carro popular com certos itens de conforto, temos os seguintes valores aproximados como custo anual:

  • IPVA – R$1.200,00
  • Seguro – R$1.200,00
  • Manutenção – R$1.500,00
  • Custo de oportunidade – R$1.800,00
  • Depreciação – R$3.000,00
  • Combustível e Estacionamento – ?

Total de R$8.700,00 por ano ou R$725,00 por mês mais os valores de combustível e estacionamento. Caso o carro seja financiado, somamos a parcela ao valor projetado para os gastos mensais.

Os cálculos acima são bastante importantes para as famílias/indivíduos que estão pensando em obter seu primeiro carro e principalmente para quem está considerando adquirir seu segundo ou terceiro carro, pois dependendo da forma como este carro a mais será utilizado pode ser mais barato até mesmo fazer uso de táxi esporadicamente.

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

É Fácil se Perder em Compras no Exterior

Tive minha primeira experiência de viagem internacional há menos de duas semanas e confesso que passei a entender muito melhor as pessoas que gostam de fazer compras. Viajei para Orlando (Disney) nos Estados Unidos, o “paraíso das compras de roupas baratas”.

Aqui no Brasil costumamos dizer que em uma promoção tudo está pela metade do dobro, pois os preços costumam ser remarcados pouco antes de serem concedidos os descontos. Em Orlando os descontos são reais e não há letras miúdas embaixo dos anúncios, é aquilo e ponto. Detalhe: mais de 90% das lojas em que entrei tinha algum tipo de desconto de pelo menos 30% ou 40% sobre o valor da etiqueta.

Mesmo com a diferença de valor entre Real e Dólar a maioria das coisas compradas no exterior, mas principalmente em Orlando saem mais baratas que se fossem compradas no Brasil. Outro detalhe me chamou a atenção também, você compra o produto e no caixa são incluídos os impostos, ou seja, aparentemente o recolhimento dos impostos no EUA é mais transparente que aqui.

Por esses e outros motivos que eu escrevi no título que é fácil se perder em compras no exterior. Para ajuda-los a evitar alguns deslizes listo algumas dicas que acabei pondo em prática por lá e que me ajudaram a voltar de viagem com as contas equilibradas:

  • Procure sair do Brasil com uma lista de coisas que você queira ou tenha a intenção de comprar e tente se manter dentro dessa lista (uma escorregada ou outra é permitida desde que não extrapole seu orçamento). Se não for possível montar essa lista no Brasil, sem problemas, mas quando você chegar ao seu destino procure montá-la sem falta, ela será importantíssima para servir como guia para suas compras e como todo bom guia ele irá evitar que você se perca;
  • Se você for presentear uma ou mais pessoas também faça uma lista para não comprar coisas a mais ou a menos. Existem muitas lojas que possuem artigos mais baratos e com uma qualidade sensivelmente melhor que no Brasil e pelo mesmo preço daqui. Uma pesquisa será muito útil ao seu bolso;
  • Não é porque aparentemente as coisas são mais baratas que você precisa comprar tudo. Procure ver se o que você está comprando é realmente necessário, se será usado e se realmente está mais barato. Como assim? Existem alguns itens que quando convertemos os dólares em reais ficam com preços muito parecidos com os do Brasil e se você não tem a intenção de compra no Brasil por que comprará no exterior?
  • Um dos conselhos de amigos é que quando viajamos para o exterior não devemos converter os preços em dólares (ou moeda local do país onde você irá viajar) para reais por que senão não aproveitaremos. Em cotação aproximada de hoje 20 dólares representam 48 reais. Se eu não te falasse qual a moeda estou considerando, o que te parece mais vantagem: gastar 20 ou 48? Nossa percepção fica alterada com os valores aparentemente mais baixos e fica mais fácil gastar, pois os valores são “menores”. Em alguns momentos se você não quiser converter acho válido senão você passará a viagem toda como uma calculadora ambulante e não aproveitará tudo o que essa experiência tem a oferecer (as compras são detalhes na viagem), mas acho sim necessário fazer algumas conversões de vez em quando para que não percamos a referência dos 20 versus os 48. Lembrem-se: sua fatura de cartão de crédito virá em reais.

Espero que você faça uma boa viagem e que essas dicas possam te ajudar em suas compras.

Escreverei em breve um texto sobre as opções de formas de pagamento para compras no exterior, suas vantagens e desvantagens.

Abraços!

Lucas Madaleno

7 Dicas para as Compras do Dia das Crianças

O dia das crianças está chegando e com ele alguns gastos com presentes podem acontecer. Seja para seu filho, sobrinho, primo, afilhado, talvez todos eles juntos, mas nesta época é difícil não termos um gasto presenteando alguém.

Abaixo algumas dicas importantes para não entrarmos em dívidas ou complicarmos nossa situação financeira para os próximos meses:

– Procure verificar qual sua disponibilidade financeira, ou seja, quanto você tem para gastar? E como irá dividir sua disponibilidade entre as crianças que serão presenteadas?

– Se o presente ideal não estiver ao seu alcance financeiro, busque alternativas criativas e mais baratas. Um piquenique com as crianças em um parque com comidas que elas gostem terá muito mais valor para sua relação com elas e mostra que o consumo com altos gastos de dinheiro não é essencial para se divertir;

– Se possível compre o presente alguns dias ou semanas antes o dia das crianças, pois os preços costumam “inflacionar” nesta época. Dependendo da idade, a criança não entenderá se o presente for comprado após o dia das crianças para evitar os altos preços, por isso a recomendação é de compra antes;

– Prefira pagar à vista o presente e tente conseguir um desconto para a compra;

– Se o parcelamento for inevitável, tenha certeza que a parcela irá caber em seu orçamento e não se esqueça que novas datas comemorativas estão chegando. O final do ano está chegando (só faltam 3 meses!!) e com elas todas as comemorações típicas desta época: amigos secretos, festas da empresa, Natal, réveillon etc. Muitas compras parceladas em um período de tempo curto pode comprometer seu orçamento e te fazer entrar em dívidas;

– Dependendo do presente que for comprar, lojas online costumam ter preços mais baratos que lojas físicas e mesmo entre as lojas físicas os preços variam bastante dependendo da localização da loja e do tamanho. Vale a pena pesquisar bem, seu bolso agradece;

Agora uma dica educacional:

– Evite vincular o presente do dia das crianças a alguma coisa boa que a criança tenha feito, senão essa pode virar uma constante e tudo o que a criança fizer de positivo vai esperar uma recompensa.

Abraços!

Lucas Madaleno