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Afinal, você sabe o que é um planejador financeiro pessoal?

Já fez uma compra exagerada, teve despesas inesperadas ou recorreu a um empréstimo no banco? Tomou decisões em relação ao seu dinheiro e depois se arrependeu? Talvez um controle mais firme dos gastos teria livrado você do arrependimento ou evitado danos maiores. É nessas horas que a orientação de um especialista poderia ter feito a diferença no seu bolso. Mas que profissional seria esse?

Um planejador financeiro pessoal pode te ajudar a administrar melhor as contas e a dar um rumo para o seu dinheiro. Ele define um plano de ação de acordo com o seu perfil, identificando o que mais preocupa você, o que é primordial para a sua vida e como priorizar os seus gastos e futuros investimentos.

Esse especialista normalmente tem como clientes aquelas pessoas que não têm tempo para administrar as finanças, não gostam ou simplesmente não entendem do assunto. Há ainda quem saiba fazer tudo isso, mas prefira o auxílio profissional para onde direcionar melhor o dinheiro – seja em uma poupança, tesouro direto, fundo de investimento ou até em renda variável.

Mercado novo para o planejador financeiro pessoal

A atividade do planejador financeiro pessoal é relativamente nova no Brasil. Com o nosso histórico econômico de hiperinflação nos anos 90, era difícil fazer planos, especialmente no longo prazo. Por mais que hoje ainda seja preciso melhorar em muita coisa, a realidade da nossa economia é melhor, inclusive quando se fala em inflação. O cenário das últimas décadas favorece a atuação desses profissionais e as perspectivas para o futuro.

O hábito de controlar as finanças cresce ao longo dos anos entre os brasileiros. Durante períodos de instabilidade, o ajuste das despesas se faz ainda mais necessário e, como reflexo, hoje há opções cada vez mais diversificadas de ajuda. Tanto que deixa a dúvida entre os nomes comuns nesse meio e as atribuições de cada um, como o consultor financeiro, o educador financeiro, o consultor de investimentos e o próprio planejador financeiro pessoal.

Todos eles trabalham com um enfoque diferente. O consultor financeiro costuma atuar em empresas, enquanto que o educador divulga seu conhecimento por meio de artigos, cursos e palestras. Já o consultor de investimentos não cuida das suas despesas, apenas orienta a administrar as aplicações. O planejador trabalha com finanças pessoais individualmente. 

O que faz um planejador financeiro pessoal na prática?

Quando você não sabe para onde vai o seu dinheiro ou tem planos para o futuro, mas não sabe por onde começar, o planejador financeiro pode dar uma mãozinha. E você se engana se pensa que esse tipo de profissional é voltado para quem tem mais dinheiro. O planejador pode auxiliar nos seguintes aspectos:

  • fazer o orçamento doméstico e saber qual é a sua realidade financeira;
  • definir quais são os seus objetivos, os custos e o tempo para alcançá-los;
  • relacionar quais são as suas dívidas e, principalmente, qual é a ordem de prioridade para pagá-las;
  • fazer uma reserva destinada a emergências;
  • elaborar um plano acessível para poder preparar sua aposentadoria, comprar um carro ou uma casa ou qualquer outro objetivo;
  • acompanhar seu desempenho e reformular as estratégias, sempre que preciso.

De maneira geral, o planejador ajuda você a enxergar como o seu dinheiro é gasto e onde é possível fazer ajustes. Ele analisa o seu perfil, suas necessidades e intenções futuras; a partir disso, define um plano mais realista, que seja possível cumprir todo mês e dar resultados no curto, médio e longo prazo.

Algumas pessoas têm dificuldades para contratar um planejador, já que ele saberá de toda a sua vida financeira: sua fonte de renda e seus gastos. Para ter uma relação mais personalizada e assertiva, o ideal é que você converse com o profissional antes. Pergunte pela sua formação e capacitação. Verifique também se ele costuma atender a um perfil de cliente semelhante ao seu e de que forma o serviço pode ser cobrado.

Você sabe como controlar os seus gastos? Precisa da ajuda de um planejador financeiro pessoal? Agende uma conversa e descubra como podemos auxiliar!

Como a educação financeira da sua equipe impacta na empresa?

Sabemos que é necessário um esforço em conjunto para qualquer empreendimento dar certo. Empresários, colaboradores e fornecedores devem estar alinhados para conseguir bons resultados e prosperar.

Não é à toa que gerenciar uma equipe exige firmeza e, ao mesmo tempo, cuidado. Cada colaborador tem a sua história de vida e, por vezes, pode ter abalos emocionais, problemas de saúde ou dificuldades com as finanças. Isso acaba refletindo no trabalho e, consequentemente, na empresa.

Se antes as companhias exigiam que os colaboradores fossem mais fortes e deixassem de lado os problemas pessoais para dar a sua melhor contribuição, hoje as relações são mais empáticas. Profissionais do departamento de Recursos Humanos (RH) e os diretores das empresas estão focadas em identificar os problemas comuns entre os profissionais e trazer alívio para eles.

A dificuldade financeira é um desses entraves no bem-estar de um colaborador. E muitas empresas estão aderindo à ideia de ter a ajuda de um consultor financeiro, que traga resultados para o profissional e também para a organização.

Para saber se membros da sua equipe precisam de um reforço na educação financeira, basta observar alguns aspectos: falta de concentração, redução de produtividade, atrasos, faltas, alteração no humor, procura por crédito consignado, pedido de adiantamento do 13o salário e venda integral ou de parte das férias.

Se esses “sintomas” forem comuns entre os seus colaboradores, com certeza o rendimento da sua empresa também já não é o mesmo. Eles até podem levar à demissão, seja pelo baixo rendimento do profissional ou porque ele resolve se desligar em busca de um salário maior. A questão é que nem sempre é o salário que deve ser maior, mas sim a forma como ele é gasto que precisa ser diferente.

Os benefícios da educação financeira para a sua empresa

A preocupação em saber qual o nível de compreensão da educação financeira dos seus colaboradores não pode ser uma via de mão única. Ou seja, a expectativa não deve se basear só no rendimento no trabalho. Ao mesmo tempo em que as empresas se modernizam, com ambientes mais aconchegantes para suas equipes, benefícios e ações que foquem no bem-estar nunca sairão de moda.

A via de mão dupla é ajudar empregados a atingir o equilíbrio financeiro e psicológico. Se a sua empresa oferece benefícios, comece verificando se todos usufruem deles, se entendem como eles funcionam e se existem outros que possam ser mais eficazes.

Com o foco na educação financeira, empresas investem em iniciativas que despertam o interesse dos colaboradores em compreender qual é a sua realidade em relação ao dinheiro. Mais do que isso, é mostrar que há saída para as dificuldades, desde que haja orientação e acompanhamento.

É aí que entra a participação dos chamados consultores financeiros, especialistas que podem verificar o orçamento doméstico do seu colaborador, quais os objetivos e as necessidades, entre outras ações. Eles contribuem com palestras para as equipes de RH ou todos os profissionais, além de promover cursos, fornecer material informativo ou prestar atendimento individual presencial ou online para orientação.

Voltar a ter as contas pagas em dia, os gastos dentro do orçamento e a perspectiva de conseguir poupar para alcançar objetivos futuros é um alívio para os colaboradores. A retomada do bem-estar reflete em motivação e em uma contribuição focada em obter melhores resultados.

Seus colaboradores apresentam os “sintomas” de problemas com dinheiro? Quer saber como implantar a educação financeira dentro da sua empresa? Converse com a gente!

Resolvi Parar de Trabalhar para Cuidar do Meu Filho

Ouvi essa frase de algumas famílias que optaram por um dos cônjuges parar de trabalhar para se dedicar à educação e cuidado do(s) filho(s).

A justificativa encontrada com mais frequência por mim é que o valor pago para uma escola de tempo integral ou para uma pessoa tomar conta do(s) filho(s) seria praticamente equivalente ao salário da pessoa que parou de trabalhar e que não compensava financeiramente esta pessoa continuar trabalhando. Será que a parte financeira é o único ponto a ser considerado neste momento de decisão?

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Se o principal argumento é o financeiro vamos fazer algumas contas para ver se ele faz sentido.

Vamos supor que o valor pago para essa pessoa que irá cuidar da(s) criança(s) seja de R$1.000,00 e que o salário da pessoa que parou de trabalhar era de R$1.100,00. Hoje a diferença é de apenas R$100,00 (1.100 – 1.000 = 100). Realmente “talvez” não compensasse a pessoa continuar trabalhando frente a essa diferença de renda se compararmos os benefícios que o(s) filho(s) terá(ão) ao ter o pai ou mãe mais próximo em seus primeiros anos, mas vamos continuar com os cálculos.

Ao considerarmos um reajuste anual nos dois salários de 8% ao ano, ao final de 5 anos essa diferença passa a ser de R$146,93 ou 46,93% a mais. Isso sem contar possíveis aumentos por méritos ou promoções da pessoa e possíveis aumentos acima da inflação da mensalidade escolar ou salário de quem cuida da(s) criança(s).

O argumento financeiro pode até fazer sentido neste momento, mas existem as variáveis de aumentos por mérito/evolução na carreira que não temos como mensurar.

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Além da parte financeira, ouço também que “não tem preço” o fato do pai ou da mãe poder se dedicar mais aos cuidados e à educação do(s) filho(s). Essa é sem dúvida uma justificativa muito importante e não financeira, não tenho como medi-la ou pesa-la.

Para quem está neste momento de decisão sobre parar ou não para cuidar do(s) filho(s), que outros pontos podem ser considerados além das finanças?

Recolocação – Qual seria o tempo estimado para essa pessoa se recolocar no mercado de trabalho quando quiser/precisar voltar à ativa? Será que após a recolocação o salário/remuneração será equivalente ao que ela recebia antes dessa pausa? Essa pessoa conseguirá se atualizar suficientemente para obter um bom cargo ou o mesmo cargo em sua volta?

Carreira – Antes de parar de trabalhar essa pessoa fez escolhas de carreira, estudou, se dedicou e agora estará deixando essas escolhas de lado. Essa pausa não estava prevista e pode ser prejudicial para seus planos iniciais.

Recolocação 2 – Caso a pessoa opte por empreender em sua volta à ativa por entender que seja uma recolocação mais “fácil”, uma vez que não depende de um empregador, quais os riscos? Renda incerta, momento de mercado etc.

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Existe certo e errado? Posso ser julgado(a) por parar de trabalhar ou por não parar?

A resposta é um sonoro NÃO! Cada casal deve pesar os argumentos acima e decidir com base em seus valores pessoais o que fará mais sentido, mas a decisão, neste caso, não deveria ser somente financeira como eu tenho visto e ouvido.

Pense nisso!

Abraços!

Apresentação Lucas Madaleno

Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 2

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira a Parte 1 aqui e  abaixo a Parte 2:

MF – Vale a pena pedir desconto para antecipar pagamento de matrículas e mensalidades? Considerando o valor do desconto, pode ser vantajoso adiar a pós e poupar para ter o desconto? Para poupar, qual o investimento de melhor risco do momento?

LM – Valerá a pena antecipar pagamento de matrículas e mensalidades se o desconto oferecido nesta antecipação for maior que o valor recebido em juros pelo aluno em uma aplicação.

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Exemplo: Se tivermos um curso com duração de 18 meses e valor de mensalidade de R$1.500,00 ele custará ao final R$27.000,00. Caso a instituição de ensino ofereça um desconto de 10% (R$2.700,00) para pagamento à vista esta conta só não será favorável à antecipação se o aluno conseguir uma rentabilidade mensal (com o Imposto de Renda já descontado) em seus investimentos acima de 1,042%. Hoje em dia um ótimo investimento rende algo próximo a 0,95% ao mês.

Considerando apenas o valor do desconto pode ser sim vantajoso adiar a pós, poupar e ter o desconto posteriormente, mas se considerarmos um possível aumento de renda do aluno com o início ou conclusão da pós, esta conta não será vantajosa.

Para poupar o ideal é considerar investimentos em renda fixa que não apresentem grandes oscilações como fundos DI, CDBs. No cenário atual de taxa Selic em 14,25% a poupança pode ser deixada de lado como opção. 

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MF – Caso o estudante vá fazer uma pós no exterior, onde ele deve investir para se proteger das oscilações do câmbio? Fundo cambiais?

LM – Para os recursos que o aluno irá levar para gastos pessoais como alimentação, livros, transporte, passeios etc ele poderá ir comprando aos poucos a moeda do país para não correr o risco de pagar caro ao comprar de última hora. O ideal é dividir o valor necessário pelo número de meses até a data da viagem e comprar aquela quantidade todos os meses independente se a moeda estiver mais cara ou mais barata.

Exemplo: Se o aluno for gastar 1.800 dólares e tem 18 meses até a data da viagem, ele deve comprar 100 dólares por mês (1.800/18 = 100).

calculadora e mapa

Para o curso em si, ele pode buscar empresas brasileiras que façam essa intermediação entre ele e a Universidade para “congelar” o câmbio em valores atuais e não ter surpresas ao pagar pelo curso.

Os fundos cambiais são boas formas de se proteger, porém, tem o custo da taxa de administração que precisam entrar nas contas do aluno no momento de investir, ou seja, se o fundo de Dólar ou Euro cobrar 2% de taxa de administração, saiba que seus recursos investidos serão corrigidos pelo câmbio menos 2% ao ano. Neste caso é recomendável que o aluno deposite sempre um valor a mais por mês para “compensar” a taxa de administração.

Entrevista para o Guia do Estudante Pós e MBA da Editora Abril – Parte 1

Recentemente fui entrevistado pela Mariana Ferreira para a publicação do Guia do Estudante de Pós e MBA da Editora Abril e postarei a entrevista completa aqui no Blog da LM Finanças Pessoais.

Como a entrevista ficou extensa, irei dividi-la em duas partes. Confira abaixo a Parte 1:

MF – O que considerar na hora de escolher o curso de pós para não estourar o orçamento?

LM – Para não estourar o orçamento a pessoa deve considerar, além da mensalidade do curso, alguns custos que ela passará a ter durante a realização de uma pós. Entre os gastos temos:

– Mensalidade do curso;

– Transporte (gasolina, estacionamento, táxi ou transporte público);

– Alimentação;

– Materiais extras como cópias de textos, canetas, cadernos e lan house para quem não possui acesso à internet em casa.

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MF – Quanto da renda deverá ser destinada a esse investimento? O aluno deve buscar um financiamento se o dinheiro não der?

LM – Não existe uma porcentagem fixa ou ideal para o investimento em educação, mas o aluno deve buscar manter o valor da parcela do curso e seus custos adicionais dentro do orçamento, sem extrapolar para não contrair dívidas.

Caso haja uma promessa de seu empregador ou garantia futura de um aumento de renda com a conclusão da pós, o aluno pode sim buscar o financiamento, pois, as parcelas poderão ser pagas com esse aumento e mesmo que o aumento da renda não venha, o conhecimento adquirido na pós é do aluno e ele estará mais qualificado perante o mercado de trabalho, podendo buscar uma nova colocação se considerar adequado.

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MF – O que considerar na hora de escolher um financiamento?

LM – Alguns itens:

 Qual o prazo para pagamento do financiamento? Este item é o que mais encarece qualquer parcelamento. Quanto maior o prazo maior o pagamento de juros;

– Qual a taxa de juros cobrada no financiamento? Usualmente linhas de crédito estudantis possuem taxas de juros menores se compararmos com outros tipos de empréstimos, mas vale a pena comparar esta taxa com outras possibilidades como um empréstimo pessoal ou um consignado;

– A parcela cabe hoje no orçamento? Se não couber, o aluno poderá ter um período de carência antes de começar o pagamento, visando um possível aumento na renda com o início ou conclusão da pós? Neste item deve-se tomar muito cuidado, pois caso a parcela não caiba em seu bolso a chance é grande de iniciarmos novos endividamentos. como por exemplo. utilizar o cheque especial.

Planejar as Finanças é como Jogar Tetris

Primeiramente, você sabe o que é o Tetris?

Tetris é um jogo no qual o jogador precisa encaixar blocos ou peças com formatos aleatórios que ficam descendo pela tela. O objetivo é encaixar esses blocos para formar linhas horizontais “cheias”, ou seja, sem espaços vazios entre os blocos. Cada vez que o jogador forma uma linha cheia o jogo limpa essa linha e baixa as linhas que estão acima dela. Para passar de fase precisa-se atingir determinada pontuação e em cada fase os blocos vão caindo cada vez mais rápidos e com formatos mais difíceis de encaixarem, o jogador perde quando os blocos ultrapassarem o topo da tela.

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Acima temos uma representação do Tetris

Muitas vezes quando jogamos Tetris, não encaixamos os blocos como deveríamos e acabam ficando muitos espaços vazios, neste caso, quando passamos de fase acaba sendo por “sorte”. Quando não planejamos nossas finanças acabamos por deixar também alguns compromissos sem serem pagos no meio do caminho e quando recebemos uma renda extra como um 13º salário, uma comissão inesperada ou um bônus quitamos esses compromissos. Passamos de “fase” (que aqui podemos chamar de ano, semestre, mês ou outro espaço temporal) de forma apertada e talvez por sorte também, lembre-se que nem sempre essas rendas extras são suficientes para quitarmos os compromissos que ficaram pendentes no passado.

No jogo as peças vão caindo em formatos aleatórios e sabemos apenas qual será a próxima peça que irá cair, as demais vão sendo reveladas uma de cada vez. Em nossas finanças é bastante comum termos imprevistos durante o mês, ou seja, só sabemos que teremos um gasto extra durante o mês.

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Podemos entender uma fase do Tetris como o espaço de um mês, um semestre, um ano ou quem sabe algumas fases de vida, como o início da vida produtiva, a aposentadoria, uma união afetiva, a chegada de um herdeiro etc.

Perder o jogo no Tetris significa ter de recomeçar o jogo do zero ou às vezes da fase em que paramos. E no caso das finanças? Temos alguns significados para essa perda: chegar à aposentadoria sem a renda esperada, não conseguir pagar todas as contas do mês, não poder viajar ou trocar de carro na data desejada entre outros exemplos possíveis. Será que igual ao que acontece no jogo teremos uma chance de recomeçar a fase?

Planejar as finanças é como jogar Tetris, precisamos saber onde encaixar corretamente os blocos para passarmos tranquilamente pelas fases e chegar à próxima sem preocupações e com uma boa pontuação acumulada. Temos fases mais fáceis e outras mais difíceis. Umas rápidas outras demoradas. Em algumas fases temos a certeza que vamos perder, mas revertemos de última hora e em outras realmente perdemos.

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O Tetris exige termos uma visão de curto prazo para o encaixe perfeito e à longo prazo pensando nas possíveis peças que ainda cairão. Algumas parecem que caem como luvas e dão o encaixe perfeito enquanto outras parecem que vem só para estragar o jogo ou vem na hora errada, mas é nossa função encontrar o melhor lugar para elas dentro de nosso contexto.

E aí, como você tem encaixado suas peças?

Abraços!

Lucas Madaleno

Nos Endividamos pelo Salário Bruto, mas Pagamos com o Salário Líquido

Você já deve ter ouvido em alguma instituição financeira que o máximo permitido para que uma pessoa se endivide com, por exemplo, um financiamento imobiliário é de 30% de seu salário. O que normalmente não é explicado é que essa porcentagem acaba sendo, na prática, maior que 30. Por que isso acontece?

O salário que é considerado em análises de crédito é o bruto e o pagamento das parcelas acaba ocorrendo pelo salário líquido.

Salário bruto é aquele registrado em carteira de trabalho, é o seu salário integral, ainda sem nenhum tipo de desconto. Exemplo: recebi uma proposta para receber R$4.000,00 registrados em carteira de trabalho, esses R$4.000,00 são seu salário bruto.

Salário líquido é aquele valor no qual já foram descontados os impostos e contribuições devidos, como por exemplo, o INSS, o Imposto de Renda, a contribuição sindical ou assistencial entre outros. Exemplo: para o mesmo salário de R$4.000,00, segundo o site Calculador, o valor a ser recebido já descontados os impostos seria de R$3.380,80.

cálculo salário

Clique na imagem para amplia-la. Fonte: Calculador

Quando uma pessoa vai a uma instituição buscando um financiamento o cálculo feito é que a parcela máxima que a pessoa pode pagar é de 30% de R$4.000,00, ou seja, R$1.200,00, mas como o valor que efetivamente a pessoa recebe é de R$3.380,80 esses R$1.200,00 representam aproximadamente 35,5% do salário líquido.  35,5% = (1200 / 3380,80) x 100.

O endividamento é de aparentemente 30%, mas acaba sendo efetivamente de 35,5%.

Se fossemos considerar apenas o salário líquido a parcela máxima a ser assumida, neste caso, poderia ser de R$1.014,24. R$1.014,24 = 30% x 3.380,80.

Assumir uma dívida extensa como um financiamento imobiliário, que pode chegar a 35 anos, sem ter esses números claros pode ser realmente perigoso. Eu acredito estar pagando um tanto do meu salário quando na verdade estou comprometendo mais do que parece.

financiamento imobiliário

Essa diferenciação entre porcentagens de salário bruto e líquido não envolve só a parte de financiamentos. Você já ouviu algum consultor financeiro dizendo para as pessoas guardarem 10% de suas rendas? E aí, você deve guardar 10% do salário bruto ou líquido?

E no caso de contribuições que fazemos em prol de instituições de caridade, igrejas, templos etc. Devemos considerar o salário bruto ou o líquido para calcular essa contribuição?

Minha recomendação é que você utilize o valor que efetivamente entra em sua conta para não acreditar que esteja contribuindo ou pagando menos do que realmente está. Suas finanças agradecem.

Abraços!

Lucas Madaleno

Qual o melhor dia da semana para acompanhar suas finanças?

Não vou mentir para você, montar um orçamento pessoal ou familiar ou atualizá-lo não é a coisa mais legal do mundo para quem faz e não é porque trabalho com planejamento financeiro pessoal que vou dizer o contrário e tentar te convencer que isso é divertido. Fazer um controle de suas contas normalmente não é legal, mas é necessário. Necessário por quê?

Necessário para que possamos ter uma visão mais clara de como estão nossas contas, se estamos gastando com o que realmente é importante para nós, se estamos gastando mais que ganhamos e precisamos fazer alguns ajustes ou se temos uma sobra para investir em outros objetivos.

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Já que acompanhar as contas não é a coisa mais legal do mundo, precisamos ter certo cuidado com o dia da semana em que faremos esse acompanhamento, concorda? Dependendo de nosso humor no dia o orçamento pode cair como uma bomba.

Pensando nisso montei a relação abaixo para ajuda-lo a planejar qual o melhor dia da semana para você fazer seu acompanhamento financeiro. Na relação vou usar três cores:

Vermelho – Não recomendo este dia / Amarelo – Recomendo com restrições / Verde – Aproveite este dia e faça seu orçamento!

Domingo – Síndrome do Fantástico. Muitas pessoas ouvem a música do programa e ficam muito tristes com o começo da semana e com a volta à rotina de trabalho, recomendo fortemente não fazer o orçamento neste dia;

Segunda-feira – Início da semana, “ranço” do final de semana, costuma ser um dia arrastado para a maioria das pessoas. Não recomendo que este dia seja escolhido para realizar o controle de suas finanças;

Terçafeira – Dia neutro e interessante para alguns, mas ainda próximo à segunda-feira para outros. Se você não se incomodar com essa proximidade, a terça é um dia bem tranquilo para atualizar seu controle financeiro;

Quarta-feira – Dia ideal para alguns. O meio da semana seria um excelente dia para todos fazermos nosso orçamento, porém, também é conhecido como a noite do futebol brasileiro na televisão e para quem torce e gosta de futebol não recomendo fazer seu orçamento neste dia, principalmente se seu time estiver próximo à zona de rebaixamento;

Quinta-feira – Para mim, o melhor dia da semana para montar, atualizar e acompanhar suas finanças. É um dia próximo ao final da semana (vamos atualizar as contas para saber quanto posso gastar no happy hour de sexta? Ou na balada do sábado?), longe da segunda-feira, o futebol já passou e você já sabe se seu time foi bem ou mal. Recomendo fortemente usar a quinta-feira com esse propósito;

Sexta-feira – Você começa a entrar em outro ritmo, é um dia em que o descanso semanal se aproxima para alguns, happy hours são marcados. Não recomendo a sexta;

Sábado – Início do descanso semanal para muitos, dia de por algumas pendências em ordem para outros, dia de curtir a ressaca de sexta. Não vejo muito sentido em fazer o controle neste dia, mas para algumas pessoas acaba sendo um dia interessante para isso, pois acabam tendo o domingo para descansar;

E aí, qual seu dia “preferido” para atualizar suas finanças?

Abraços!

Lucas Madaleno

O que Podemos Aprender sobre Finanças com a Marvel?

Você sabia que as histórias em quadrinhos que deram origem aos filmes dos X–Men e do Quarteto Fantástico que foram lançados há pouco tempo pela 20th Century Fox ou do Homem-Aranha lançado pela Sony Pictures na verdade são da Marvel? Cabe aqui a pergunta: se as histórias são da Marvel, porque não foi a própria quem lançou esses filmes assim como ela fez com tantos outros personagens como: Homem de Ferro, Capitão América, Os Vingadores, Thor etc?

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A Marvel teve origem entre as décadas de 30 e 40 e passou por muitas fases positivas e negativas desde então. Durante a segunda grande guerra lançou o personagem do Capitão América como símbolo do patriotismo americano e garantiu a venda de alguns exemplares a mais, passou por crises criativas entre 50 e 60, teve ações negociadas na bolsa de Nova Iorque no final da década de 80 e passou por uma crise de confiança do mercado no início da década de 90.

Em 1997 a Marvel apresentava sinais de falência e a solução encontrada por seus sócios para levantar recursos foi a de vender os direitos cinematográficos de alguns dos principais personagens da Marvel (citados no primeiro parágrafo) para outras empresas para que estas pudessem utilizar esses personagens em seus filmes e lucrar com isso.

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Para saber como ficou a divisão dos direitos sobre os personagens clique na imagem acima.

A Marvel ganhou uma sobrevida e deu prosseguimento com suas histórias em quadrinhos. Em 2008 lança o primeiro filme do Homem de Ferro e dá início à chamada 1ª fase da Marvel nos cinemas (em 2015 teve início a 3ª fase). Em 2009 a Walt Disney Company (a Disney) comprou a Marvel por 4 bilhões de dólares.

“Ok, entendi a história e o final feliz, mas como isso se aplica às minhas finanças?” Em um momento de grande aperto financeiro a Marvel vendeu alguns de seus principais bens para poder ter uma sobrevida e com as pessoas não é diferente.

Há momentos em que não vemos saída para nossas finanças. Podemos e devemos tentar encontrar coisas que não usamos para vender e levantar o máximo de dinheiro possível. Que coisas podemos vender? Roupas, calçados, livros, aparelhos eletrônicos, carros, imóveis etc. Opa, espera aí, vender carros e imóveis?

casa venda

Sim, a venda de um bem de valor mais alto como um imóvel irá representar o levantamento de dezenas de milhares de reais que te ajudarão a quitar várias dívidas (e quem sabe ainda sobre um valor?) e caso o bem esteja financiado, deixamos de ter uma parcela fixa que ainda pagaríamos por muitos anos.

“Lucas, mas a venda de um imóvel vai me fazer voltar pro aluguel, dar um “passo para trás”, perder algo conquistado com tanto sacrifício” Você pode estar pensando isso e não tiro sua razão. Realmente não é fácil dar esse passo, mas peço uma reflexão: será que a manutenção deste imóvel ou do carro é o melhor para suas finanças neste momento?

dinheiro completo

Não defendo que sempre que haja um problema financeiro nós vendamos nossos bens, com certeza há outros passos anteriores a este como:

Em casos extremos devemos tentar todas as possibilidades para sair do endividamento e se você enxergar que vender um carro ou um imóvel seja a melhor solução para suas finanças faça como a Marvel e garanta sua sobrevivência hoje. Dê um passo para trás, coloque a casa em ordem e conquiste tudo novamente (ou até mesmo mais coisas que antes) de forma sustentável e organizada.

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Como você está lidando com a crise?

Alguns assuntos tem entrado constantemente nas pautas dos jornais, telejornais e redes sociais e sem dúvida os que mais tem assustado os brasileiros envolvem as notícias sobre a crise que o Brasil tem sofrido e suas consequências: baixo crescimento do PIB brasileiro, aumento no desemprego, inflação batendo recordes de alta etc.

Vamos começar uma reflexão: Como você está lidando com esta crise? Aliás, existe crise?

Crise

Seguem abaixo duas histórias de autores desconhecidos que nos ajudarão a pensar sobre nossa situação:

1 – “Uma indústria de calçados desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Índia. Em seguida, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes do país para fazer as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado.

Depois de alguns dias de pesquisa, um dos consultores enviou o seguinte fax para a direção da empresa:

“Chefe, cancele a produção, pois aqui ninguém usa sapatos.”

O segundo consultor mandou à direção da empresa a seguinte observação:

“Chefe, triplique a produção, pois aqui ninguém usa sapatos.””

centopeia

2 – “Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes, ele produzia e vendia os melhores cachorros-quentes da região.
Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava. As vendas foram aumentando e cada vez mais ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.
Um dia seu filho, já formado, voltou para casa e notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma séria conversa com o pai:

– Pai, há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que economizar!

cachorro triste
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor e com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato e pior. Começou a comprar salsichas mais baratas e piores. Para economizar deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.
Tomadas essas ‘providências’ as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis. O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava muitos recursos, faliu.
O pai, triste, disse ao filho: – Estavas certo filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso: – Bendita a hora em que pus o meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise…”

Os textos por si só já seriam suficientes para percebermos que as pessoas lidam com a crise (recessão econômica como prefiro chamar) de formas diferentes. Ela irá afetar mais negativamente os que se sentem pessimistas e não enxergam as chances de fazermos coisas diferentes que se apresentam em momentos como estes.

Uma recessão econômica nada mais é que a oportunidade de construirmos oportunidades.

crise em chinês

 

Obs: A palavra crise em chinês é composta por dois ideogramas (letras). Um significa Perigo e o outro Oportunidade.

Podemos obter uma renda a mais e começar a lapidar um talento antes escondido para gerar essa renda, podemos talvez economizar com restaurantes para fazer um jantar diferente em casa e surpreender as pessoas próximas a nós. Ainda é possível rever alguns hábitos de consumo de água, luz e outros recursos. Será que você assiste a maioria dos canais de seu pacote de TV por assinatura? Será que você consome todos os alimentos comprados no supermercado ou constantemente joga alguns fora?

Aproveite este momento para colocar a casa em ordem e criar oportunidades. A forma como você irá passar por essa recessão é uma escolha sua.

Pense nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno