Afinal, você sabe o que é um planejador financeiro pessoal?

Já fez uma compra exagerada, teve despesas inesperadas ou recorreu a um empréstimo no banco? Tomou decisões em relação ao seu dinheiro e depois se arrependeu? Talvez um controle mais firme dos gastos teria livrado você do arrependimento ou evitado danos maiores. É nessas horas que a orientação de um especialista poderia ter feito a diferença no seu bolso. Mas que profissional seria esse?

Um planejador financeiro pessoal pode te ajudar a administrar melhor as contas e a dar um rumo para o seu dinheiro. Ele define um plano de ação de acordo com o seu perfil, identificando o que mais preocupa você, o que é primordial para a sua vida e como priorizar os seus gastos e futuros investimentos.

Esse especialista normalmente tem como clientes aquelas pessoas que não têm tempo para administrar as finanças, não gostam ou simplesmente não entendem do assunto. Há ainda quem saiba fazer tudo isso, mas prefira o auxílio profissional para onde direcionar melhor o dinheiro – seja em uma poupança, tesouro direto, fundo de investimento ou até em renda variável.

Mercado novo para o planejador financeiro pessoal

A atividade do planejador financeiro pessoal é relativamente nova no Brasil. Com o nosso histórico econômico de hiperinflação nos anos 90, era difícil fazer planos, especialmente no longo prazo. Por mais que hoje ainda seja preciso melhorar em muita coisa, a realidade da nossa economia é melhor, inclusive quando se fala em inflação. O cenário das últimas décadas favorece a atuação desses profissionais e as perspectivas para o futuro.

O hábito de controlar as finanças cresce ao longo dos anos entre os brasileiros. Durante períodos de instabilidade, o ajuste das despesas se faz ainda mais necessário e, como reflexo, hoje há opções cada vez mais diversificadas de ajuda. Tanto que deixa a dúvida entre os nomes comuns nesse meio e as atribuições de cada um, como o consultor financeiro, o educador financeiro, o consultor de investimentos e o próprio planejador financeiro pessoal.

Todos eles trabalham com um enfoque diferente. O consultor financeiro costuma atuar em empresas, enquanto que o educador divulga seu conhecimento por meio de artigos, cursos e palestras. Já o consultor de investimentos não cuida das suas despesas, apenas orienta a administrar as aplicações. O planejador trabalha com finanças pessoais individualmente. 

O que faz um planejador financeiro pessoal na prática?

Quando você não sabe para onde vai o seu dinheiro ou tem planos para o futuro, mas não sabe por onde começar, o planejador financeiro pode dar uma mãozinha. E você se engana se pensa que esse tipo de profissional é voltado para quem tem mais dinheiro. O planejador pode auxiliar nos seguintes aspectos:

  • fazer o orçamento doméstico e saber qual é a sua realidade financeira;
  • definir quais são os seus objetivos, os custos e o tempo para alcançá-los;
  • relacionar quais são as suas dívidas e, principalmente, qual é a ordem de prioridade para pagá-las;
  • fazer uma reserva destinada a emergências;
  • elaborar um plano acessível para poder preparar sua aposentadoria, comprar um carro ou uma casa ou qualquer outro objetivo;
  • acompanhar seu desempenho e reformular as estratégias, sempre que preciso.

De maneira geral, o planejador ajuda você a enxergar como o seu dinheiro é gasto e onde é possível fazer ajustes. Ele analisa o seu perfil, suas necessidades e intenções futuras; a partir disso, define um plano mais realista, que seja possível cumprir todo mês e dar resultados no curto, médio e longo prazo.

Algumas pessoas têm dificuldades para contratar um planejador, já que ele saberá de toda a sua vida financeira: sua fonte de renda e seus gastos. Para ter uma relação mais personalizada e assertiva, o ideal é que você converse com o profissional antes. Pergunte pela sua formação e capacitação. Verifique também se ele costuma atender a um perfil de cliente semelhante ao seu e de que forma o serviço pode ser cobrado.

Você sabe como controlar os seus gastos? Precisa da ajuda de um planejador financeiro pessoal? Agende uma conversa e descubra como podemos auxiliar!

Como a educação financeira da sua equipe impacta na empresa?

Sabemos que é necessário um esforço em conjunto para qualquer empreendimento dar certo. Empresários, colaboradores e fornecedores devem estar alinhados para conseguir bons resultados e prosperar.

Não é à toa que gerenciar uma equipe exige firmeza e, ao mesmo tempo, cuidado. Cada colaborador tem a sua história de vida e, por vezes, pode ter abalos emocionais, problemas de saúde ou dificuldades com as finanças. Isso acaba refletindo no trabalho e, consequentemente, na empresa.

Se antes as companhias exigiam que os colaboradores fossem mais fortes e deixassem de lado os problemas pessoais para dar a sua melhor contribuição, hoje as relações são mais empáticas. Profissionais do departamento de Recursos Humanos (RH) e os diretores das empresas estão focadas em identificar os problemas comuns entre os profissionais e trazer alívio para eles.

A dificuldade financeira é um desses entraves no bem-estar de um colaborador. E muitas empresas estão aderindo à ideia de ter a ajuda de um consultor financeiro, que traga resultados para o profissional e também para a organização.

Para saber se membros da sua equipe precisam de um reforço na educação financeira, basta observar alguns aspectos: falta de concentração, redução de produtividade, atrasos, faltas, alteração no humor, procura por crédito consignado, pedido de adiantamento do 13o salário e venda integral ou de parte das férias.

Se esses “sintomas” forem comuns entre os seus colaboradores, com certeza o rendimento da sua empresa também já não é o mesmo. Eles até podem levar à demissão, seja pelo baixo rendimento do profissional ou porque ele resolve se desligar em busca de um salário maior. A questão é que nem sempre é o salário que deve ser maior, mas sim a forma como ele é gasto que precisa ser diferente.

Os benefícios da educação financeira para a sua empresa

A preocupação em saber qual o nível de compreensão da educação financeira dos seus colaboradores não pode ser uma via de mão única. Ou seja, a expectativa não deve se basear só no rendimento no trabalho. Ao mesmo tempo em que as empresas se modernizam, com ambientes mais aconchegantes para suas equipes, benefícios e ações que foquem no bem-estar nunca sairão de moda.

A via de mão dupla é ajudar empregados a atingir o equilíbrio financeiro e psicológico. Se a sua empresa oferece benefícios, comece verificando se todos usufruem deles, se entendem como eles funcionam e se existem outros que possam ser mais eficazes.

Com o foco na educação financeira, empresas investem em iniciativas que despertam o interesse dos colaboradores em compreender qual é a sua realidade em relação ao dinheiro. Mais do que isso, é mostrar que há saída para as dificuldades, desde que haja orientação e acompanhamento.

É aí que entra a participação dos chamados consultores financeiros, especialistas que podem verificar o orçamento doméstico do seu colaborador, quais os objetivos e as necessidades, entre outras ações. Eles contribuem com palestras para as equipes de RH ou todos os profissionais, além de promover cursos, fornecer material informativo ou prestar atendimento individual presencial ou online para orientação.

Voltar a ter as contas pagas em dia, os gastos dentro do orçamento e a perspectiva de conseguir poupar para alcançar objetivos futuros é um alívio para os colaboradores. A retomada do bem-estar reflete em motivação e em uma contribuição focada em obter melhores resultados.

Seus colaboradores apresentam os “sintomas” de problemas com dinheiro? Quer saber como implantar a educação financeira dentro da sua empresa? Converse com a gente!