O que Podemos Aprender sobre Finanças com a Marvel?

Você sabia que as histórias em quadrinhos que deram origem aos filmes dos X–Men e do Quarteto Fantástico que foram lançados há pouco tempo pela 20th Century Fox ou do Homem-Aranha lançado pela Sony Pictures na verdade são da Marvel? Cabe aqui a pergunta: se as histórias são da Marvel, porque não foi a própria quem lançou esses filmes assim como ela fez com tantos outros personagens como: Homem de Ferro, Capitão América, Os Vingadores, Thor etc?

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A Marvel teve origem entre as décadas de 30 e 40 e passou por muitas fases positivas e negativas desde então. Durante a segunda grande guerra lançou o personagem do Capitão América como símbolo do patriotismo americano e garantiu a venda de alguns exemplares a mais, passou por crises criativas entre 50 e 60, teve ações negociadas na bolsa de Nova Iorque no final da década de 80 e passou por uma crise de confiança do mercado no início da década de 90.

Em 1997 a Marvel apresentava sinais de falência e a solução encontrada por seus sócios para levantar recursos foi a de vender os direitos cinematográficos de alguns dos principais personagens da Marvel (citados no primeiro parágrafo) para outras empresas para que estas pudessem utilizar esses personagens em seus filmes e lucrar com isso.

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Para saber como ficou a divisão dos direitos sobre os personagens clique na imagem acima.

A Marvel ganhou uma sobrevida e deu prosseguimento com suas histórias em quadrinhos. Em 2008 lança o primeiro filme do Homem de Ferro e dá início à chamada 1ª fase da Marvel nos cinemas (em 2015 teve início a 3ª fase). Em 2009 a Walt Disney Company (a Disney) comprou a Marvel por 4 bilhões de dólares.

“Ok, entendi a história e o final feliz, mas como isso se aplica às minhas finanças?” Em um momento de grande aperto financeiro a Marvel vendeu alguns de seus principais bens para poder ter uma sobrevida e com as pessoas não é diferente.

Há momentos em que não vemos saída para nossas finanças. Podemos e devemos tentar encontrar coisas que não usamos para vender e levantar o máximo de dinheiro possível. Que coisas podemos vender? Roupas, calçados, livros, aparelhos eletrônicos, carros, imóveis etc. Opa, espera aí, vender carros e imóveis?

casa venda

Sim, a venda de um bem de valor mais alto como um imóvel irá representar o levantamento de dezenas de milhares de reais que te ajudarão a quitar várias dívidas (e quem sabe ainda sobre um valor?) e caso o bem esteja financiado, deixamos de ter uma parcela fixa que ainda pagaríamos por muitos anos.

“Lucas, mas a venda de um imóvel vai me fazer voltar pro aluguel, dar um “passo para trás”, perder algo conquistado com tanto sacrifício” Você pode estar pensando isso e não tiro sua razão. Realmente não é fácil dar esse passo, mas peço uma reflexão: será que a manutenção deste imóvel ou do carro é o melhor para suas finanças neste momento?

dinheiro completo

Não defendo que sempre que haja um problema financeiro nós vendamos nossos bens, com certeza há outros passos anteriores a este como:

Em casos extremos devemos tentar todas as possibilidades para sair do endividamento e se você enxergar que vender um carro ou um imóvel seja a melhor solução para suas finanças faça como a Marvel e garanta sua sobrevivência hoje. Dê um passo para trás, coloque a casa em ordem e conquiste tudo novamente (ou até mesmo mais coisas que antes) de forma sustentável e organizada.

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Como você está lidando com a crise?

Alguns assuntos tem entrado constantemente nas pautas dos jornais, telejornais e redes sociais e sem dúvida os que mais tem assustado os brasileiros envolvem as notícias sobre a crise que o Brasil tem sofrido e suas consequências: baixo crescimento do PIB brasileiro, aumento no desemprego, inflação batendo recordes de alta etc.

Vamos começar uma reflexão: Como você está lidando com esta crise? Aliás, existe crise?

Crise

Seguem abaixo duas histórias de autores desconhecidos que nos ajudarão a pensar sobre nossa situação:

1 – “Uma indústria de calçados desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Índia. Em seguida, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes do país para fazer as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado.

Depois de alguns dias de pesquisa, um dos consultores enviou o seguinte fax para a direção da empresa:

“Chefe, cancele a produção, pois aqui ninguém usa sapatos.”

O segundo consultor mandou à direção da empresa a seguinte observação:

“Chefe, triplique a produção, pois aqui ninguém usa sapatos.””

centopeia

2 – “Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros-quentes, ele produzia e vendia os melhores cachorros-quentes da região.
Preocupava-se com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava. As vendas foram aumentando e cada vez mais ele comprava o melhor pão e as melhores salsichas.
Um dia seu filho, já formado, voltou para casa e notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo cachorros-quentes feitos com os melhores ingredientes e gastando dinheiro em cartazes, e teve uma séria conversa com o pai:

– Pai, há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Há que economizar!

cachorro triste
Depois de ouvir as considerações do filho Doutor e com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato e pior. Começou a comprar salsichas mais baratas e piores. Para economizar deixou de mandar fazer cartazes para colocar na estrada.
Tomadas essas ‘providências’ as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo até chegarem a níveis insuportáveis. O negócio de cachorros-quentes do homem, que antes gerava muitos recursos, faliu.
O pai, triste, disse ao filho: – Estavas certo filho, nós estamos no meio de uma grande crise.
E comentou com os amigos, orgulhoso: – Bendita a hora em que pus o meu filho a estudar economia, ele é que me avisou da crise…”

Os textos por si só já seriam suficientes para percebermos que as pessoas lidam com a crise (recessão econômica como prefiro chamar) de formas diferentes. Ela irá afetar mais negativamente os que se sentem pessimistas e não enxergam as chances de fazermos coisas diferentes que se apresentam em momentos como estes.

Uma recessão econômica nada mais é que a oportunidade de construirmos oportunidades.

crise em chinês

 

Obs: A palavra crise em chinês é composta por dois ideogramas (letras). Um significa Perigo e o outro Oportunidade.

Podemos obter uma renda a mais e começar a lapidar um talento antes escondido para gerar essa renda, podemos talvez economizar com restaurantes para fazer um jantar diferente em casa e surpreender as pessoas próximas a nós. Ainda é possível rever alguns hábitos de consumo de água, luz e outros recursos. Será que você assiste a maioria dos canais de seu pacote de TV por assinatura? Será que você consome todos os alimentos comprados no supermercado ou constantemente joga alguns fora?

Aproveite este momento para colocar a casa em ordem e criar oportunidades. A forma como você irá passar por essa recessão é uma escolha sua.

Pense nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno