Dicas para Ter um Final de Ano de Bem com as Finanças

Recebi recentemente uma demanda da Revista IN para produzirmos uma matéria com dicas para os leitores terem um final de ano com as finanças equilibradas. Escrevo abaixo alguns trechos do material produzido:

Revista IN – Com a inflação em alta, como será o Natal dos paulistanos? Como você vê a situação econômica do país? É hora de cautela? Vê crescimento para 2015?

LM – Os maiores gastos nessa época do ano são sem dúvida com presentes, comidas típicas e bebidas (alcoólicas ou não) e a preocupação dos paulistanos deve estar voltada para a inflação dos itens citados.

Pesquise bastante antes de comprar, pois o mesmo item pode ter uma variação de preços muito grande dependendo de onde for feita a compra.

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Com relação aos presentes, a recomendação é evitar itens que sejam importados, pois com o dólar em alta agora no final do ano os produtos ficarão mais caros naturalmente.

Revista IN – Economizar é a palavra de ordem para este período? Por que? Qual a importância?

LM – Neste período de final de ano eu diria que economizar não seria a palavra ideal, mas sim controlar melhor o dinheiro para fazer bons gastos. Os apelos para o consumo nessa época do ano são muito fortes, se a pessoa não tiver uma boa noção de quanto pode gastar, a chance de desequilibrar o orçamento é alta.

Entendo que gastar menos do que se ganha deve ser encarado como um hábito para o ano todo e não somente para o final do ano. As pessoas devem se preocupar em ter uma reserva para emergências sempre disponível.

piggybank

Revista IN – Poderia citar diante do salário mínimo ou média salarial quanto investir em presentes? Como cortar gastos desnecessários? Participar ou não do amigo secreto?

LM – Não existe um padrão de quanto gastar com presentes ou gastos de final de ano como happy hour e amigos secretos, mas o que não pode acontecer é se endividar ou gastar mais do que pode para agradar aos outros.

Saiba quanto você irá receber neste final de ano, conheça seus limites de gastos e não os ultrapasse.

Nesta época muitas pessoas recebem 13º salário e férias também, o que dá a impressão de receber muito mais dinheiro, mas alguns esquecem que logo virão cobranças extras como IPVA e o IPTU e que parte desse dinheiro extra poderia ser usado para fazer frente a esses gastos e deixar o orçamento dos próximos meses mais leve.

Antes de orientar meus clientes a cortar qualquer gasto eu costumo perguntar se há alguma forma deles ganharem mais dinheiro. Todos temos talentos ou algum hobby, coisas nas quais somos bons. O desafio que faço a eles é para que descubram como transformar esse talento em dinheiro, se pode virar um segundo emprego ou um micronegócio próprio.

hobby

Revista IN – Vale a pena antecipar as compras de Natal para adquirir descontos? Ou eles só virão perto da data?

LM – Compras realizadas longe de datas comemorativas como o Natal, Dia das Crianças, Dia das Mães etc tendem a ser mais baratas, além de evitar o stress de enfrentar shoppings e lojas cheios.

Entendo que os preços atuais já estão reajustados para o Natal e bons descontos só serão possíveis depois desta data. No começo do ano os estoques que não foram vendidos precisam sair rapidamente das lojas para dar espaço para as novas coleções e tendências e os preços costumam baixar significativamente.

Mesmo com os preços já reajustados, entendo que vale a pena fazer uma boa pesquisa antes de comprar qualquer presente. Lojas online são uma ótima pedida, pois costumam ter preços menores que as lojas físicas.

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Antecipar as compras só se houver dinheiro para isso. Nada de antecipar as compras usando o limite do cheque especial ou pagar com cartão de crédito se não tiver como pagar a fatura depois, pois, a antecipação nas compras viraria uma dívida e os preços menores conseguidos teriam que compensar os juros pagos.

Segue o link para a matéria publicada na revista.

Abraços!

Lucas Madaleno

Regimes de Bens de Casamento

Vai casar e não sabe qual regime de casamento escolher? Abaixo listo e explico os três regimes mais comuns no Brasil.

Usarei o termo cônjuge para me referir a quem vai casar, pois temos a possibilidade de casamentos ou uniões homoafetivas e as definições de marido e mulher não englobariam este casamento.

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Comunhão Parcial de bens: neste regime os cônjuges mantém em seu nome o que já tinham antes do casamento (investimentos, imóveis etc), “o que é meu continua sendo meu e o que é seu continua sendo seu”.

Os bens que forem construídos e adquiridos durante o casamento serão dos dois em partes iguais (50%/50%), mesmo que comprados em nome de apenas um.

O que for recebido por doação ou herança durante o casamento pertence a quem o recebeu, ou seja, “a herança é minha e não nossa”.

Comunhão Universal de bens: neste regime vamos supor que ambos os cônjuges já possuam bens anteriores ao casamento (investimentos, imóveis etc) e esses bens passam a pertencer a ambos, ou seja, “o que era meu agora é nosso e o que era seu agora é nosso”.

Diferentemente da comunhão parcial, neste regime de casamento as heranças e doações que os cônjuges recebem durante o casamento se tornarão bem comum aos dois.

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Separação Total de bens: neste regime os cônjuges mantém em seu nome o que já tinham antes do casamento (investimentos, imóveis etc), “o que é meu continua sendo meu e o que é seu continua sendo seu”.

Neste regime de casamento as heranças e doações também pertencem apenas a quem as recebeu.

Diferentemente da Comunhão Parcial de Bens, na Separação Total o que for construído durante o casamento pertencerá a quem construiu ou adquiriu o bem e tenha deixado este bem em seu nome e não no do seu cônjuge.

Obs: em casamentos em que um dos dois tenha menos que 18 anos ou mais que 60 o regime de casamento é obrigatoriamente o da Separação Total.

Boa sorte em suas escolhas!

Abraços!

Lucas Madaleno

7 Dicas para as Compras de Final de Ano e um Pensamento

As festas de final de ano estão chegando e com ele alguns gastos com presentes podem acontecer. Seja para seu filho, pai, mãe, sobrinho, primo, afilhado e talvez todos eles juntos. Nesta época é difícil não termos um gasto presenteando alguém.

Abaixo algumas dicas importantes para não entrarmos em dívidas ou complicarmos nossa situação financeira para os próximos meses:

– Procure verificar qual sua disponibilidade financeira, ou seja, quanto você tem para gastar? E como irá dividir sua disponibilidade entre as pessoas que serão presenteadas?

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– Se o presente ideal não estiver ao seu alcance financeiro, busque alternativas criativas e mais baratas;

– Se possível compre o presente alguns dias ou semanas antes do Natal, amigo secreto etc, pois os preços costumam “inflacionar” nesta época, mas se for possível compre os presentes somente depois dessa época, pois as lojas costumam entrar em liquidação no começo do ano e os preços podem ficar 50, 60 ou até 70% mais baratos;

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– Prefira pagar à vista o presente e tente conseguir um desconto para a compra;

– Se o parcelamento for inevitável, tenha certeza que a parcela irá caber em seu orçamento e não se esqueça das despesas de começo de ano que estão chegando. IPVA, IPTU, matricula escolar são alguns exemplos;

– Dependendo do presente que for comprar, lojas online costumam ter preços mais baratos que lojas físicas e mesmo entre as lojas físicas os preços variam bastante dependendo da localização da loja e do tamanho. Vale a pena pesquisar bem, seu bolso agradece;

– As famosas lembrancinhas também são uma ótima forma de gastar pouco e presentear boa parte das pessoas que são queridas a você. Seja criativo nessa hora.

Não se esqueçam que o Natal e as festas de final de ano não são feitos somente de consumo, presentear é somente uma parte desses rituais que tem um grande significado.

Nesta época as pessoas estão mais solicitas a ajudar o próximo, parece que as festas e férias chegando deixam o “coração mais leve”, ou o famoso espírito natalino. Se você puder ajudar alguém neste época, ajude! Com seu tempo, com doações, com sua companhia, com sua escuta.

O resultado desta ajuda será duradouro para quem a recebeu e fará grande diferença na vida dela.

filantropia

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

Formas de Fiança para Aluguel de Imóveis

Imagine a seguinte situação: você está em busca de um apartamento ou casa para alugar já há algum tempo, talvez há algumas semanas ou meses e de repente se vê diante do imóvel ideal para atender suas necessidades. Ótimo, não é?

Quando você está prestes a fazer uma oferta por este imóvel, são oferecidas a você 4 modalidades para garantir o pagamento do aluguel e deixar o dono do imóvel mais protegido, são elas:

  • Fiador;
  • Seguro Fiança;
  • Caução;
  • Título de Capitalização.

Você sabe o que é cada uma dessas formas de fiança? Quais as diferenças entre essas 4 formas? Prós e Contras?

aluguel

Neste texto usaremos o termo locatário para nos referir à pessoa que aluga bem imóvel de outra pessoa e o termo locador para nos referir ao dono do bem imóvel que será alugado.

Fiador – De forma resumida, o fiador é a pessoa que fica responsável pelo pagamento do seu aluguel caso você não o faça corretamente. Para ser fiador a pessoa deve possuir um imóvel na cidade onde você deseja alugar outro imóvel.

Como o risco do fiador acaba sendo alto, normalmente só aceitam serem seus fiadores pessoas próximas a você, como parentes e amigos. Para o locatário não há nenhum custo financeiro nesta modalidade.

Seguro Fiança – Nesta modalidade, o locatário contrata em uma empresa seguradora, um seguro que poderá ser acionado pelo locador caso este não receba os aluguéis na data certa.

No Brasil ainda é uma forma cara de garantir ao locador o pagamento dos aluguéis devidos, pois o valor do seguro corresponde, em média, a um mês e meio de aluguel pago a mais por ano.

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Caução e Título de Capitalização – Modalidades muito parecidas, onde o locatário deposita um X número de vezes o valor do aluguel em uma conta poupança no caso do caução ou em uma capitalização. Após o término do contrato de locação o locatário tem de volta o valor depositado. Essas duas modalidades não geram custos diretos ao locatário.

Exemplo: Se o aluguel de determinado imóvel custa R$1.000,00 o locador pode pedir que o locatário deposite o valor equivalente a 3 meses do aluguel em uma das duas modalidades acima, o que equivale a um desembolso R$3.000,00

Embora muito parecidas, essa modalidades também tem suas diferenças. Enquanto na modalidade do caução a conta poupança onde será depositado o cheque pode ser aberta em nome do locador, na capitalização o título estará em nome do locatário e terá o locador como beneficiário em caso do não pagamento do aluguel.

As duas modalidades são recebidas de formas diferentes no mercado imobiliário. Enquanto com o caução o locador normalmente pede 3 meses do aluguel como garantia, na capitalização esse desembolso pode chegar a 10 meses.

Mesmo com o dinheiro voltando ao final do contrato, ficar com 10 vezes o valor do aluguel parado em uma conta por 30 meses pode não ser vantajoso, pois os juros que incidem sobre esse valor são os mesmos de uma caderneta de poupança.

Abaixo um quadro resumo das 4 modalidades para comparação (clique na imagem abaixo para melhor visualização do quadro):

Tabela Aluguel
Abraços!

Lucas Madaleno