Quanto Custa ter um Carro?

Ao adquirir um carro, imaginamos que somente gastaremos com gasolina, IPVA e o seguro, mas temos outros gastos além dos citados acima e mesmo os citados acima não estão bem definidos para quem vai comprar um automóvel.

Podemos dividir os custos do carro em:

  • Aproximadamente 4% ao ano do valor de tabela do carro, podendo ser zero se o carro tiver ano de fabricação acima de 10 anos em alguns estados podendo chegar a 20 anos em outros;
  • Aproximadamente 4% ao ano do valor de tabela do carro também, mas com variações dependendo das coberturas, do perfil do motorista, da região onde reside/trabalha, se estaciona em garagem etc;
  • Manutenção. Aproximadamente 5% ao ano do valor de tabela do carro, mas com variações dependendo das condições atuais do carro, acidentes, quantidade de quilômetros rodados etc;
  • Combustível. Gasto bastante variável e depende da quantidade de quilômetros rodados, potência do motor (normalmente quanto mais potente o motor, maior o consumo), se o caminho é feito em cidade (trânsito) ou estrada (via livre) etc;
  • Gasto bastante variável também e depende do local onde a pessoa trabalha/reside e os custos diários/mensais;
  • Custo de oportunidade. Valor que deixamos de receber em uma aplicação por comprar o carro, ou seja, o dinheiro que usamos para comprar o carro poderia estar em um investimento. Não tem uma porcentagem fixa, mas podemos considerar 6% ao ano (rendimento atual aproximado da caderneta de poupança). Obs: neste item não temos desembolso financeiro direto, mas como deixamos de receber juros vamos considerar este item como um custo do carro;
  • Depreciação. Ano a ano o carro perde valor de mercado, e embora seja um outro item em que não há desembolso financeiro direto, na hora de trocar de carro se você optar por comprar o mesmo carro algum tempo depois já tem que pagar a mais.

Se usarmos como valor base R$30.000,00 que equivale a um carro popular com certos itens de conforto, temos os seguintes valores aproximados como custo anual:

  • IPVA – R$1.200,00
  • Seguro – R$1.200,00
  • Manutenção – R$1.500,00
  • Custo de oportunidade – R$1.800,00
  • Depreciação – R$3.000,00
  • Combustível e Estacionamento – ?

Total de R$8.700,00 por ano ou R$725,00 por mês mais os valores de combustível e estacionamento. Caso o carro seja financiado, somamos a parcela ao valor projetado para os gastos mensais.

Os cálculos acima são bastante importantes para as famílias/indivíduos que estão pensando em obter seu primeiro carro e principalmente para quem está considerando adquirir seu segundo ou terceiro carro, pois dependendo da forma como este carro a mais será utilizado pode ser mais barato até mesmo fazer uso de táxi esporadicamente.

Pensem nisso!

Abraços!

Lucas Madaleno

É Fácil se Perder em Compras no Exterior

Tive minha primeira experiência de viagem internacional há menos de duas semanas e confesso que passei a entender muito melhor as pessoas que gostam de fazer compras. Viajei para Orlando (Disney) nos Estados Unidos, o “paraíso das compras de roupas baratas”.

Aqui no Brasil costumamos dizer que em uma promoção tudo está pela metade do dobro, pois os preços costumam ser remarcados pouco antes de serem concedidos os descontos. Em Orlando os descontos são reais e não há letras miúdas embaixo dos anúncios, é aquilo e ponto. Detalhe: mais de 90% das lojas em que entrei tinha algum tipo de desconto de pelo menos 30% ou 40% sobre o valor da etiqueta.

Mesmo com a diferença de valor entre Real e Dólar a maioria das coisas compradas no exterior, mas principalmente em Orlando saem mais baratas que se fossem compradas no Brasil. Outro detalhe me chamou a atenção também, você compra o produto e no caixa são incluídos os impostos, ou seja, aparentemente o recolhimento dos impostos no EUA é mais transparente que aqui.

Por esses e outros motivos que eu escrevi no título que é fácil se perder em compras no exterior. Para ajuda-los a evitar alguns deslizes listo algumas dicas que acabei pondo em prática por lá e que me ajudaram a voltar de viagem com as contas equilibradas:

  • Procure sair do Brasil com uma lista de coisas que você queira ou tenha a intenção de comprar e tente se manter dentro dessa lista (uma escorregada ou outra é permitida desde que não extrapole seu orçamento). Se não for possível montar essa lista no Brasil, sem problemas, mas quando você chegar ao seu destino procure montá-la sem falta, ela será importantíssima para servir como guia para suas compras e como todo bom guia ele irá evitar que você se perca;
  • Se você for presentear uma ou mais pessoas também faça uma lista para não comprar coisas a mais ou a menos. Existem muitas lojas que possuem artigos mais baratos e com uma qualidade sensivelmente melhor que no Brasil e pelo mesmo preço daqui. Uma pesquisa será muito útil ao seu bolso;
  • Não é porque aparentemente as coisas são mais baratas que você precisa comprar tudo. Procure ver se o que você está comprando é realmente necessário, se será usado e se realmente está mais barato. Como assim? Existem alguns itens que quando convertemos os dólares em reais ficam com preços muito parecidos com os do Brasil e se você não tem a intenção de compra no Brasil por que comprará no exterior?
  • Um dos conselhos de amigos é que quando viajamos para o exterior não devemos converter os preços em dólares (ou moeda local do país onde você irá viajar) para reais por que senão não aproveitaremos. Em cotação aproximada de hoje 20 dólares representam 48 reais. Se eu não te falasse qual a moeda estou considerando, o que te parece mais vantagem: gastar 20 ou 48? Nossa percepção fica alterada com os valores aparentemente mais baixos e fica mais fácil gastar, pois os valores são “menores”. Em alguns momentos se você não quiser converter acho válido senão você passará a viagem toda como uma calculadora ambulante e não aproveitará tudo o que essa experiência tem a oferecer (as compras são detalhes na viagem), mas acho sim necessário fazer algumas conversões de vez em quando para que não percamos a referência dos 20 versus os 48. Lembrem-se: sua fatura de cartão de crédito virá em reais.

Espero que você faça uma boa viagem e que essas dicas possam te ajudar em suas compras.

Escreverei em breve um texto sobre as opções de formas de pagamento para compras no exterior, suas vantagens e desvantagens.

Abraços!

Lucas Madaleno

FGTS

Você como funciona o cálculo do FGTS, para que ele serve e como pode ser usado?

O FGTS, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, foi criado em 13 de Setembro de 1966 com o intuito de proteger o empregado em caso de demissão. Os empregadores são obrigados a provisionar 8% do salário bruto do empregado mensalmente em uma conta na Caixa Econômica Federal (CEF) em nome do trabalhador. O saldo desta conta é corrigido por uma taxa de 3% ao ano mais TR (taxa referencial).

Levando em conta os 8% citados anteriormente vezes 13,3 meses (1 ano mais 13º salário mais adicional de férias) chegamos ao valor de 106,4%, ou seja, para facilitar os cálculos podemos supor que a cada ano trabalhado o trabalhador terá aproximadamente mais um mês de seu salário em sua conta de FGTS.

O FGTS é uma “poupança” a que todo empregado CLT tem direito, mesmo que ele não poupe nada diretamente, seu empregador “poupa” 8% de seu salário bruto em seu nome. Há algumas formas de se ter acesso ao saldo do FGTS, entendo que temos 3 principais:

– Quando se aposentar o empregado tem direito a sacar todo saldo do FGTS;

– Compra de imóvel respeitando algumas restrições, tais como: ser um imóvel com valor que pode ser financiado pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação) que hoje está em R$750.000,00, ter mais de 3 anos de conta de FGTS, não ter outro imóvel no município onde pretende comprar, não ter financiamento ativo no SFH e trabalhar ou morar no município onde pretende comprar o imóvel usando o FGTS. Obs: após a compra o saldo de FGTS pode ser usado para amortizar o financiamento. Obs 2: o saldo de FGTS pode ser usado para dar ou compor lance em consórcio imobiliário.

– Em caso de demissão por parte do empregador sem justa causa. Neste caso o empregado somente poderá sacar o FGTS referente ao que foi recolhido pela empresa de onde ele saiu acrescido de uma multa indenizatória de 40% sobre o saldo.

E ainda temos uma outra utilização que é quando o empregado tem uma doença grave ou em estado terminal.

Espero que o texto tenha ajudado a entender melhor como funciona o FGTS, qualquer dúvida me escrevam no lucas@lmfinancaspessoais.com.br

Abraços!

Lucas Madaleno