A Importância do Fluxo de Caixa para quem tem Dívidas

Quando temos dívidas que nos preocupam ou que representam muitas vezes nosso salário, é difícil não nos envolvermos emocionalmente com o pagamento delas. Às vezes parece que as dívidas são intermináveis e noites mal dormidas são comuns.

Boa notícia! As dívidas se encerram com o tempo e as parcelas antes pagas para zerar o débito deixam de influenciar negativamente o orçamento, ou seja, logo após o pagamento de uma determinada dívida faltará menos para seu orçamento fechar ou começará a sobrar dinheiro.

Ficou confuso? Exemplo para explicar melhor: Vamos supor que este mês você termine de pagar um empréstimo que tinha como parcela mensal o valor de R$500,00, no mês que vem os R$500,00 usados para quitar o empréstimo não estarão mais comprometidos e você poderá usar esse dinheiro com outra finalidade, seja ela pagar outra dívida ou guardar dinheiro. Ótimo não? E agora o que fazer com esse dinheiro que deixará de ser gasto?

Com o final de uma dívida entendo que celebrar essa conquista seja importante, coloque um marco para determinar o momento onde a dívida acabou.

Pense o que fazer com o dinheiro, ele servirá para te ajudar a atingir um objetivo/sonho? Ele irá te ajudar a quitar uma outra dívida? Após definir isso, ponha em prática o plano.

Cuidado! Abaixo seguem algumas atitudes comuns que prejudicam o orçamento após o pagamento de uma dívida:

  • Entrar em novas dívidas;
  • Gastar mais que o valor que deixou de ser gasto com a dívida antiga;
  • Adquirir bens que geram novos custos, por exemplo, um carro.

 

Abraços!

Lucas Madaleno

7 Dicas para as Compras do Dia das Crianças

O dia das crianças está chegando e com ele alguns gastos com presentes podem acontecer. Seja para seu filho, sobrinho, primo, afilhado, talvez todos eles juntos, mas nesta época é difícil não termos um gasto presenteando alguém.

Abaixo algumas dicas importantes para não entrarmos em dívidas ou complicarmos nossa situação financeira para os próximos meses:

– Procure verificar qual sua disponibilidade financeira, ou seja, quanto você tem para gastar? E como irá dividir sua disponibilidade entre as crianças que serão presenteadas?

– Se o presente ideal não estiver ao seu alcance financeiro, busque alternativas criativas e mais baratas. Um piquenique com as crianças em um parque com comidas que elas gostem terá muito mais valor para sua relação com elas e mostra que o consumo com altos gastos de dinheiro não é essencial para se divertir;

– Se possível compre o presente alguns dias ou semanas antes o dia das crianças, pois os preços costumam “inflacionar” nesta época. Dependendo da idade, a criança não entenderá se o presente for comprado após o dia das crianças para evitar os altos preços, por isso a recomendação é de compra antes;

– Prefira pagar à vista o presente e tente conseguir um desconto para a compra;

– Se o parcelamento for inevitável, tenha certeza que a parcela irá caber em seu orçamento e não se esqueça que novas datas comemorativas estão chegando. O final do ano está chegando (só faltam 3 meses!!) e com elas todas as comemorações típicas desta época: amigos secretos, festas da empresa, Natal, réveillon etc. Muitas compras parceladas em um período de tempo curto pode comprometer seu orçamento e te fazer entrar em dívidas;

– Dependendo do presente que for comprar, lojas online costumam ter preços mais baratos que lojas físicas e mesmo entre as lojas físicas os preços variam bastante dependendo da localização da loja e do tamanho. Vale a pena pesquisar bem, seu bolso agradece;

Agora uma dica educacional:

– Evite vincular o presente do dia das crianças a alguma coisa boa que a criança tenha feito, senão essa pode virar uma constante e tudo o que a criança fizer de positivo vai esperar uma recompensa.

Abraços!

Lucas Madaleno

Máscaras de Oxigênio e as Finanças

Você está em um avião com seu filho que ainda é um bebê em seu colo e de repente, por algum motivo, caem as máscaras de oxigênio e a tripulação orienta que os passageiros as coloquem, pois, poderá haver falta de oxigênio no avião. Em quem você coloca a máscara primeiro, em você ou em seu bebê?

Diante dessa situação a resposta que ouço com mais frequência é que devemos colocar a máscara primeiro no bebê, pois ele é indefeso e não conseguiria colocar a máscara sozinho, MAS acertadamente a recomendação das empresas de aviação é que devemos primeiro colocar a máscara em nós mesmos e depois ajudar outras pessoas.

O motivo é simples, se no meio do processo de ajudar outras pessoas você perder os sentidos, você e quem você está ajudando desmaiarão, mas se você garantir o seu oxigênio, conseguirá ajudar quem quiser, pois estará consciente para isso.

Com as finanças acontece a mesma coisa, para ajudar outras pessoas financeiramente precisamos primeiro estar com nossas contas em equilíbrio e tendo certa sobra de dinheiro, pois mesmo sem perceber as ajudas que damos a outros podem se tornar pesos em nosso orçamento e a consequência disso é que as pessoas/entidades que ajudávamos deixarão de receber nossa ajuda e nossas contas também estariam prejudicadas, ou seja, os dois “desmaiariam por estar sem oxigênio”.

Em alguns momentos, diminuir ou até mesmo cortar essa ajuda a terceiros até estabelecer o equilíbrio financeiro pode ser necessário para que no futuro essa ajuda volte e com baixo risco de ser cortada novamente.

Você prefere deixar de ajudar por um tempo com possibilidades de voltar em breve e de forma constante ou não ter mais condições de ajudar?

Com certeza ajudas a pessoas/entidades não são o único fator que desequilibram um orçamento, mas neste texto quis chamar a atenção que em alguns momentos de crise precisamos pensar antes em nós por um tempo para só depois voltar a pensar também nos outros.

Abraços!

Lucas Madaleno

O que Michael Schumacher pode Fazer por Suas Finanças?

Michael Schumacher foi um grande piloto de Fórmula 1, em seus tempos áureos era sem dúvida o melhor. Heptacampeão mundial e dono da maioria dos recordes da categoria, ele é até hoje referência e modelo a ser seguido por quem almeja o sucesso no automobilismo.

Antigamente na Fórmula 1 eram permitidos reabastecimentos dos carros durante as corridas e montar a melhor estratégia para saber quando parar fazia parte da rotina de pilotos e equipes em busca do melhor resultado.

Poucas voltas antes de seus reabastecimentos e trocas de pneus, MS se esforçava ao máximo para fazer as melhores e mais velozes voltas possíveis com seu carro para que após voltar do pit stop (nome dado à parada do piloto para fazer ajustes em seu carro) conseguisse estar na liderança caso já estivesse em primeiro lugar ou voltasse em uma situação que o colocaria na briga pela ponta caso estivesse em outra posição.

MS conseguia voltas excepcionais, pois antes dos reabastecimentos seu carro estava mais leve por ter menos combustível (boa parte havia sido consumida durante a corrida) e o fato dele ser um excelente piloto contava bastante também.

Existem momentos onde temos um grande compromisso financeiro chegando a nossas vidas, como: organizar e pagar um casamento, a chegada de um filho, nossa aposentadoria ou simplesmente estamos em uma situação de endividamento e precisamos fazer um esforço pontual para sair dela.

Seguindo a lógica e exemplo de Schumacher, se nos dedicarmos ao máximo por um período de tempo estabelecido temos grandes chances de passar pelo compromisso financeiro que está chegando com mais tranqüilidade.

No caso do endividamento esse esforço pode vir, por exemplo, obtendo novas formas de renda e/ou diminuindo alguns gastos e eles serão essenciais para que essa situação dure menos possível e a estabilidade financeira volte.

Sempre lembrando que o esforço é por um tempo determinado, depois de atingido o objetivo chegou a hora de comemorar a vitória!

Pensem nisso!

Abraços,

Lucas Madaleno

Por que queremos nos aposentar cada vez mais cedo?

Este texto foi escrito com base em diversos atendimentos que fiz este ano onde observei que quem tinha entre 20 e 30 anos e já se preocupava com aposentadoria queria atingi-la aos 40, 45 anos no máximo e quem tinha entre 30 e 40 anos queria atingir a aposentadoria o mais rápido possível, talvez em 10 anos.

Fiz-me a seguinte pergunta: Por que queremos nos aposentar cada vez mais cedo?

Com quem eu conversei havia um misto de insatisfação com o trabalho atual e vontade de se fazer o que gosta apenas quando se aposentar.

Naturalmente que se não estamos trabalhando em algo que nos dá prazer ou que nos desgasta, a vontade de sair dessa rotina o mais rápido possível cresce a cada dia. Vamos lembrar que passamos em média 9 horas por dia no trabalho (jornada de 8 horas mais 1 hora de almoço), fora o tempo de deslocamento. Passamos mais tempo envolvidos com o trabalho que com nossos familiares, amigos e em momentos de lazer.

Para o problema de insatisfação com o trabalho atual há uma solução? Sim. Busque outro trabalho, empreenda em algo que você acredita, faça um processo de coaching para se conhecer melhor, busque um significado para as atividades que realiza, enfim, não podemos ficar parados onde estamos só por comodidade, quem se acomoda envelhece mentalmente mais rápido.

Quando ouço alguém me dizer que quer se aposentar para começar a fazer o que gosta, pergunto: E o que te impede de fazer o que você gosta agora? Hoje? Faça como uma segunda profissão, um hobby que pode dar algum retorno financeiro, porque adiar sua qualidade de vida e felicidade só para a aposentadoria?

Se tivermos mais qualidade de vida hoje é natural que nos desgastaremos menos e a intenção de se aposentar cada vez mais cedo deve ficar de lado.

Abraços!

Lucas Madaleno