Custo x Garantias

Quando uma instituição financeira disponibiliza uma linha de crédito (empréstimo) ela corre o risco de não receber de volta o valor emprestado, mas quando ela disponibiliza linhas de crédito para a compra direta de bens esse risco é muito menor e vou explicar o motivo nos parágrafos abaixo. Financiamentos imobiliários e financiamentos de automóveis são os exemplos mais comuns deste tipo de linha.

O que acontece quando um cliente pega um financiamento imobiliário e não consegue honrar com o pagamento de algumas parcelas? O imóvel adquirido com o financiamento é tomado pelo banco para ir a leilão e depois com o valor obtido quitar a dívida. O mesmo ocorre com os automóveis.

O bem só é efetivamente do cliente após o pagamento da última parcela do financiamento, antes disso ele é do banco e este pode tomar o bem em caso de não pagamento da dívida conforme exemplificado no parágrafo acima. Por haver a garantia do bem em caso de não pagamento (menor risco), as taxas de juros costumam ser menores que em outras linhas de crédito (rotativo do cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais etc) onde o pagamento da dívida depende da boa fé de quem tomou o empréstimo.

Uma outra modalidade de empréstimo que também se utiliza de uma garantia real são os penhores de joias. Pelo fato do cliente deixar a joia no banco e só poder tirá-la quando pagar o empréstimo (prazo médio de 180 dias), os juros também são mais baixos que em outras linhas de crédito.

Este texto vem complementar o anterior sobre como a burocracia antes da contratação de empréstimos influencia diretamente a taxa de juros dos mesmos.

Em ambos os textos são citadas formas de empréstimos que possuem taxas de juros menores se compararmos a empréstimos mais “fáceis” e acessíveis, mas não representam uma sugestão, são apenas textos informativos.

Abraços!

Lucas Madaleno

Inadimplência e Suas Consequências

Alguns empréstimos possuem garantias de um bem (financiamento de imóveis e automóveis são os principais exemplos) e não é possível deixar de pagá-los sem correr o alto risco de ter o bem tomado pela instituição que concedeu o empréstimo, mas e quando o crédito em si não está vinculado a nenhuma garantia, quais as consequências da inadimplência?

A instituição que concedeu o crédito a você, o fez de boa fé, ou seja, acreditando que você pagará os juros cobrados por ela (independente de serem altos). Em algum momento você precisou do crédito e a instituição estava lá para te “ajudar”, agora precisamos pagar. O banco não é o vilão da história, aliás, não existe vilão nesta história.

A primeira consequência é a financeira, pois quando deixamos de pagar alguma dívida é cobrada uma multa sobre o saldo que deixou de ser pago e os juros da dívida continuam correndo. Dependendo dos juros a dívida pode duplicar em pouco tempo. Ex: dívida que cobra taxa de juros de 5% ao mês dobra em pouco mais de 14 meses.

A segunda consequência é a inclusão do nome do devedor em atraso em cadastros de proteção ao crédito como o SPC e o Serasa, deixando o nome da pessoa “sujo”.

A terceira consequência é a restrição do crédito, pois a cada compra onde o devedor precisa ter seu nome consultado, a pendência será apontada e dificilmente esse voto de confiança é dado novamente em outras instituições e se ocorrer haverá cobrança mais alta de juros para “cobrir o risco” do não pagamento do empréstimo.

Se não houve o pagamento do primeiro empréstimo, como haverá o pagamento deste segundo? Percebe como essa situação pode levar a uma “bola de neve” de acumulação de dívidas?

Antes de assumir uma dívida, pense se há uma forma de não usar o crédito e se mesmo assim o crédito for a melhor ou única solução, cuide para que as parcelas caibam em seu orçamento e não gerem novas dívidas.

Abraços!

Lucas Madaleno

Empréstimo Consignado

Você sabe o que é, como funciona e quais as taxas médias cobradas para se obter um empréstimo consignado?

Empréstimo consignado é uma modalidade de crédito obtido com instituições financeiras que podem descontar a prestação do empréstimo diretamente em folha de pagamento ou benefício previdenciário após autorização expressa do cliente à esta instituição.

Dois fatos diminuem bastante o risco do não pagamento do empréstimo por parte do cliente (inadimplência): o desconto ser diretamente na folha de pagamento dá uma certa garantia à instituição que concede o empréstimo e há uma análise de crédito anterior à liberação do dinheiro (burocracia), por isso as taxas cobradas podem ser menores que em outros casos onde não existem essa garantia ou análise prévia, como por exemplo o cheque especial, empréstimo pessoal etc.

Na data de hoje, segundo site do Banco Central, as taxas entre os grandes bancos de varejo para o consignado variam entre 1,95 a 2,87% ao mês, sendo que em algumas instituições menos conhecidas a taxa pode ser ligeiramente menor que 2% podendo chegar a 6,33%. Confira a tabela no link a seguir: http://www.bcb.gov.br/pt-br/sfn/infopban/txcred/txjuros/Paginas/RelTxJuros.aspx?tipoPessoa=1&modalidade=219&encargo=101

Antes de buscar alternativas de crédito e empréstimos deve-se fazer uma análise prévia e entender o motivo da necessidade deste dinheiro, estou entrando nesta dívida por quê?

Este texto não representa de forma alguma uma recomendação do autor para que os leitores façam empréstimos consignados, este é apenas um texto informativo.

Abraços!

Lucas Madaleno

Custo x Burocracia

Se em algum momento você parou para ver quais são as taxas de juros das linhas de crédito existentes (cheque especial, empréstimo consignado, financiamento imobiliário etc) com certeza se deparou com taxas bem diferentes. Você sabe por que elas variam tanto? Neste texto falaremos sobre como a burocracia antes da contratação das linhas de crédito influenciam diretamente na taxa.

Quando uma instituição financeira disponibiliza uma linha de crédito (empréstimo) ela corre risco de não receber de volta o valor emprestado, pois alguns contratos que a instituição firma com seus clientes não possuem garantias (contrato de boa fé).

Do ponto de vista da instituição quanto maior o risco que ela corre maior a taxa de juros que deverá ser cobrada. Para tentar diminuir esse risco, em algumas linhas, há um levantamento prévio de algumas informações sobre o cliente, sua possibilidade de pagamentos, bens, fiadores etc (burocracia). Via de regra quanto maior for a burocracia exigida antes do empréstimo, menor será a taxa.

Algumas linhas que exigem essa burocracia e seguem esta lógica: Empréstimo Pessoal contratado com seu gerente, Empréstimo Consignado, Financiamento Imobiliário, Financiamento de Automóveis, FIES etc.

Algumas linhas de crédito não exigem nenhuma burocracia na hora de sua utilização e, portanto, representam um risco alto de não recebimento por parte da instituição financeira. A consequência disso é que elas possuem taxas de juros mais altas quando comparamos com as citadas no parágrafo anterior: Rotativo do Cartão de Crédito, Cheque Especial e Empréstimo contratado diretamente no caixa eletrônico ou no internet banking.

Outro fator que influencia diretamente nas taxas dos empréstimos é a garantia de um bem vinculado ao pagamento, mas falaremos disso em outro texto.

Abraços!

Lucas Madaleno